domingo, 30 de setembro de 2012

desabafos de uma jornalista #1

não há nada que me irrite mais do que um editor que antes de ler o final da minha frase já está a reescrevê-la. geralmente - que é como quem diz 95% das vezes - a alteração dá asneira. e eu tenho o dobro do trabalho.

É HOJE!!!

Na realidade é só amanhã, mas eu já ando histérica. A partir de amanhã as minhas segundas-feira voltam a ter um gostinho especial. The Good Wife está de volta e eu já não aguento mais esta espera.



Alicia and Will!, I loooove you!!!



sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Childish food :)

Em dia de limpezas nunca nos apetece fazer jantar. Eu, que já estava de mau humor ao fim de trinta mil limpadelas e quarenta milhões de arrumações, entretanto disse (gritei): DDDDDDD.!, FAZES TU O JANTAR HOJEEEEEE.

E ele, que gosta sempre de fazer surpresas - e a quem igualmente apetecia zero fazer refeições - apareceu-me com este prato, que andávamos há imenso tempo para experimentar. Esparguete enfiada em rodelas de salsicha. Divertido, prático e rápido. Fartámo-nos de rir e descobrimos o prato a servir aos sobrinhos mais pequenos :)

Dinner time

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Contenção orçamental #1

O Governo falou e nós começámos a fazer contas. O nosso orçamento cá em casa não é tão alargado quanto queríamos e, portanto, para conseguirmos continuar a fazer as nossas viagens, a ir jantar fora de vez em quando e para preparar o casamento, temos que cortar em tudo o que podemos. Desde que não ponha em causa a nossa qualidade de vida, obviamente.

Uma das coisas que faço regularmente é passear pela blogosfera (I wonder why). E no outro dia [devia conhecê-lo há tão mais tempo] deparei-me com este blogue que dá dicas ótimas de poupança. Uma das coisas que decidi experimentar, ontem, foi o detergente para móveis caseiros. Calhou especialmente bem porque estava a ficar sem um dos detergentes daqueles em frascos vaporizadores, e portanto fiz aí a mistura e nem gastei dinheiro no recipiente :)

A receita é roubadíssima da The busy Women:

500 mL água
60 mL vinagre (eu coloquei um pouquinho mais)
2,5 mL detergente líquido (pode ser da loiça, ou um anti-gordura tipo CIF)
algumas gotas de óleo essencial (opcional: eu não pus)
 
 A minha mobília é toda branca, e a gordura/nódoas acumula-se muito facilmente. O detergente resultou na perfeição (muito melhor que qualquer limpa-móveis comprado) e...no worries: não fica a cheirar a vinagre :)

Eu fiquei super contente. Menos um gasto mensal cá para casa :)

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

dos Amigos

Os amigos são a melhor coisa do mundo. Ontem reencontrei um daqueles que me fazia uma falta dos diabos e que, por razoes que não importam para o caso, a vida tinha afastado. Ontem fui mais feliz por comprovar [novamente] que os bons amigos acabam sempre por cruzar novamente o nosso caminho.

E a falta que ele me fez.. Raios.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Do casório #7

A lista de convidados é uma dor de cabeça. Uma-dor-de-cabeça. Queria convidar tanta gente que não vou poder...raios.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

A família aumentou #3

O Tomate é lindo. Que é. E é um gato que já faz parte da família, que é a nossa primeira responsabilidade e tudo e tudo e tudo. Mas esta noite...esta noite não o atirei pela janela por um triz! Que ao nosso pequeno Garfield falta-lhe alguma delicadeza. Portanto eu acordei umas quatro vezes esta noite com este pequeno bisonte de 5kg a saltar-me para cima das pernas no intervalo das suas brincadeiras noturnas. Haja paciência!

La ville de la lumiére #2

Paris é uma cidade cara. Toda a gente sabe. Mas não é coisa que seja incomportável, e quanto melhor se conhece, mais facilmente se vai lá sem gastar o couro e o cabelo. Uma das questões mais chatas é o facto de os hotéis geralmente cobrarem um balúrdio pelo pequeno-almoço (no meu eram 18€!!). Portanto, o melhor mesmo é não querer o pequeno almoço no hotel e encontrar um bistrô que nos sirva um petit-dejeneur decente.

Pão com manteiga e geleia e uma meia de leite daquelas mesmo boas

Um pequeno-almoço toma-se, facilmente, por 6€. Não parece barato, mas de atentar que fora de Portugal, tudo o que implica café ou leite é coisa para ser caríssima. Pode sempre optar-se por uma versão ainda mais barata e passar num GoDelicious, e agarrar numa meia de leite e num croissant por 2,50€ ;)

Louis Vuitton (Champs Elysées) 2012

E enquanto se descem as avenidas, os pés levam-nos, obviamente, até aos Champs Elysées. Anda-se, anda-se, anda-se, faz-se muita window shopping, compra-se uma ou outra coisa na Gap, agarra-se nuns macarons da Ladurée e acaba-se na Louis Vuitton. Ainda não foi desta que a minha veio, mas oh well..temos esperança!!:D



E depois volta-se aos Jardins de Tuilleries. Sozinhas. Assim como se quer. Com o vento frio e um sol radiante.Os jardins de Tuilleries são ponto de passagem obrigatória (mesmo quando não são). Desta vez decidi parar e sentar-me junto ao lago, de frente para o Arco do Trinfo, antes de ir ao Musée de l'Orangerie. (que é lindo e onde toda a gente deve ir, sem dúvida nenhuma. Tens os Nenúfares de Monet  só por isso valeria a pena. Mas está também cheio de Renoir e de Mondigliani...aaahh...)

No ano passado fui a Paris com umas amigas. Tinha terminado há uns meses uma relação de quatro anos que me desgastara e que me deixara completamente descrente no amor. Pelo menos naquele que eu achava que merecia. Estava em fase de reencontro comigo, de perceber quem eu era sozinha. Quatro anos é muito tempo e perdemos a noção de nós. Fui para Paris feliz, mas com um coração magoado, doído de tantos anos a fazer asneiras. A fingir que estava numa relação que me satisfazia, quando na verdade investi em algo que não passava de coisa alguma.

Os Jardins de Tuilleries têm uma boa energia que é impossível de explicar. Só passando por entre as árvores, olhando para o coração da cidade, é que se consegue perceber quão reveladora ela pode ser. E no ano passado, enquanto passeava com duas das [que foram escolhidas para] minhas madrinhas, consegui perceber quem eu era. Quem eu queria ser. Consegui voltar a encontrar-me, como se de repente tivesse tido uma epifania. Lembro-me perfeitamente de onde estava, de como a G. estava do meu lado direito e a L. do meu lado esquerdo. E lembro-me de lhes ter dito que o meu coração estava finalmente sereno. Que as feridas estavam a fechar e que me ia empenhar em voltar a acreditar no amor. Sem pressas. Sem dramas.
Mas que sabia finalmente quem era. Que me tinha redescoberto. E lembro-me de ter prometido que nunca, nunca, nunca mais iria abrir mão das coisas em que acreditava e que queria para a minha vida.

E ontem à noite, enquanto fazia o balanço de mais um fim-de-semana e agradecia o facto de ter conseguido reencontrar (e reconquistar) o homem da minha vida, lembrei-me de Tuilleries. E de como aquele passeio mudou a minha vida. E é por isso que sempre que vou a Paris faço questão de lá passar. Para agradecer a energia, a clarividência e, acima de tudo, para não me esquecer do que prometi.

Paris é a cidade do Amor não por ser romântica – qualquer uma o é, assim queiramos. Ela é a cidade do Amor porque faz voltar a acreditar. Porque mostra que a vida é muito mais do que paixões e simpatias que tomamos por amor. Paris é a cidade do amor porque nos dá a clarividência de quem somos. E não houve outra cidade que mo mostrasse.




Do casório #6

Tirar medidas, olhar para modelos, tirar mais medidas, pensar em tecidos, e tirar mais medidas. Isto até ao dia vai ter que ser ajustado. Mas olhe que assim está muito bem.

Ou muito me engano ou nos próximos meses vou conseguir manter a dieta só para não ver os números no caderno da costureira a serem alterados.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

A família aumentou #2

Saímos de casa ligeiramente preocupados com o facto de o [não tão] pequeno ter de passar sozinho o primeiro dia no seu novo lar. À hora de almoço eu disse: "Hoje quero ver se não saio tarde que amanhã tenho que acordar mega cedo". E responde o D. "Eu quero sair cedo para ir brincar com o Tomate".

Há quem já tenha invertido as suas prioridades, e claramente este gato não vai ser mal amado! :)

A família aumentou

Ele ainda está com medo, assustado, provavelmente cheio de dúvidas sobre estas pessoas e esta casa e esta dinâmica e esta nova vida. Nós também, que esta vai ser a nossa primeira responsabilidade em conjunto =)


O Tomate chegou há pouco, trazido por amigos queridos. Foi abandonado pelo primeiro dono [idiota] por ser um gato doente. Agora vive cá em casa e vai ser [esperamos] o nosso melhor amigo! Estamos tãããão contentes!! :D


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Ville de la lumiére #1

Regressar a Paris é sempre maravilhoso. Sejam três dias, uma semana ou mesmo só por umas horas, Paris enche-nos de boas energias, e dá-nos um banho de coisas bonitas, de pessoas giras e de obras de arte de cortar a respiração.

Regressar a Paris é também oportunidade de passear pelos lugares preferidos, de voltar às livrarias 'de sempre', de recordar sabores de anos anteriores.Quem nunca foi, devia ir. Quem já foi, devia voltar [ muitas vezes]. Senão, vejamos:

Passear em Montmartre sem a pressão de subir até ao Sacré Coeur porque já se conhece. Quem vai pela primeira vez, não deixe de ir lá a cima. A vista da cidade é linda e a basílica também. Cuidado é com os carteiristas que é zona potencialmente perigosa.

Basílica do Sacré Coeur 2012
 As pontes - tão ao estilo romântico-parisiense.



Depois passeia-se pelo rio. Vai-se ali até ao Musée d'Orsey ou vêem-se as galerias de Rive Gauche, almoça-se num bistrô simpático e ganha-se coragem para continuar a 'bater-perna'.


Pompidou 2012
 Depois vai-se ali até ao Pompidou, apanha-se sol à entrada, vêem-se as exposições, a loja e claro, a mega vista sobre a cidade. E e´tão bom, tão bom, tão bom, que até apetece ficar lá a viver - o problema é que se sente isto de cada vez que lá se vai. Que maçada.

Moulin Rouge 2012

E obviamente, antes de voltar ao Hotel, dá-se o habitual passeio ali pelo Moulin Rouge e manda-se para casa a foto 'oficial' com um fundo diferente.
Isto tudo (e mais o que virá para vir nos outros dias, que é muita coisa para um texto só) só para dizer: O QUE É QUE AINDA ESTÃO A FAZER PARADOS? Marquem já uma viagem e fujam. Paris torna a vida melhor. Believe me.

[no próximo post conto a minha história nos jardins de Tuilleries e dar-meão razão ;]


domingo, 16 de setembro de 2012

La vie en rose

Depois do lindo casamento da G. e do C., bem antes de um belo por do sol!, é hora de matar saudades da cidade de todo o glamour.

Até já.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Bom final de semana

A fechar uma semana bem boa, de regresso ao trabalho, de rotinas, de bons amigos. Amanhã a G. e o C. dão nó e nós lá estaremos a enchê-los de boas energias e a celebrar um dia tão especial. Depois uma ausênciaZita e para a semana umas novidades! Have fun!, everyone*




E não se esqueçam:

life's too short to be taken seriously - (O.W)

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Do casório #5

No outro dia, à hora de almoço, perguntavam-me:

"Mas...mas...vais casar de vestido de noiva? Na Igreja e isso tudo?"

"Sim, vou".

"Mas...as tuas irmãs também casaram?"

"Sim."

"E correu bem?"

"Não, nem por isso".

" E queres mesmo fazer isso?"

"Sim. Porquê?"

"Não tens medo?"

"Não. Não tenho medo. Eu não me vou casar com os meus ex-cunhados. Vou casar com o homem que eu amo e acredito que é para sempre. Que raio de pergunta é essa?"

"Ah...."

[ou da idiotice das pessoas]

Yeaaay

Há dias em que adoro a minha profissão. Adoro. E são esses dias, mesmo que sejam pouco, que me fazem não querer desistir. Mesmo que paguem mal. Mesmo que tenha que chegar a casa e trabalhar mais para garantir que consigo equilibrar as contas no final do mês.

Adoro. Adoro. Adoro.

Raios.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Do casório #4



Já tinha dito aqui que tinham começado as provas de vestidos. Eu vou mandar fazer o meu, mas queria ter ideia de quais os modelos de que mais gostava e que me assentavam bem. Como já seria de esperar, fartei-me de rir, e de facto entre a emoção e o divertimento, é um momento giro. Não sou do género de começar a chorar e de fazer disto um dia hiper especial - até porque para isso estiveram lá duas das madrinhas - mas foi giro, sim senhora.

Anyway, o que é importante dizer é que fiquei tremendamente desapontada com a Rosa Clará. Estou apaixonada por um dos modelos que experimentei - e que com algumas alterações está em primeiro lugar na corrida àquele que vai ser usado no grande dia - mas o atendimento na loja da Avenida da Liberdade foi surreal. A funcionária não só não tem qualquer formação, como é mal-educada. Foi uma hora de gargalhadas de incredulidade pelo atendimento que estávamos a ter. Uma loja que vende vestidos de 2000€ não se pode dar ao luxo de ter uma má funcionária! Lamento. E como é obvio está a caminho um mail com uma reclamação para a loja de Espanha.

Já a Pronovias foi totalmente o oposto: uma funcionária fantástica, simpaticíssima e com um profissionalismo que eu não via há imenso tempo. Para além do mais, a loja tem muito mais classe que a da Rosa Clará, primando pela discrição e por um atendimento personalizado muito muito bem feito.

Agora só falta mesmo decidir qual o vestido que vai ganhar e começar a tratar de tudo com a costureira! :D

[isto é muuuito mais divertido do que eu pensava! Muahaha!]

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Desabafo

É frustração que sinto, sr. primeiro-ministro. E foram lágrimas de frustração que me caíram cara abaixo, depois de te ouvir - e de fazer as contas ao que vou perder com as novas medidas de austeridade. É frustração porque acreditei. Porque vos defendi com unhas e dentes até agora. Porque ergui a cabeça e disse que tínhamos que lutar porque acreditei que os sacrifícios trariam a bonança.

É frustração que sinto, sr. primeiro-ministro. Por ter tirado uma licenciatura, um mestrado e ainda uma pós-graduação. É frustração por ter ido estudar para fora com um enorme sacrifício dos meus pais. É frustração que sinto por me ter demitido e ter voltado a investir na minha formação, com grande esforço financeiro, para poder ter uma vida melhor. É frustração que sinto por me ter esforçado durante tantos anos para estudar mais, ser melhor e garantir uma vida polvilhada de viagens e programas que me fazem ser melhor pessoa e melhor profissional e tu ma tirares em três tempos.

É frustração que sinto, sr. primeiro-ministro, por depois de termos feito as contas e decidirmos casar e ter uma família, tu nos retirares dois salários por ano sem contar com os impostos. É frustração que sinto por, aos 27 anos, não poder pensar em ter filhos nos próximos tempos a menos que saia do país que me viu crescer e a quem podia dar tanto. Que me podia dar tanto.Que eu quero ter filhos, sr. primeiro-ministro. Filhos que vivam em Portugal e contribuam para o crescimento do país. Que ajudem a rejuvenescer a nossa cansada população. Mas até isso me tiraste.

Não estou revoltada, não vou para a rua atirar pedras e paus a tudo e a todos, e muito menos a São Bento. Porque não és tu que tens culpa da situação em que estamos e partir tudo não resolve nada. Mas sr. primeiro-ministro, eu preciso de não viver frustrada. Até há quatro dias eu tinha a profissão que adorava, o homem que amo e uma vida que me permitia não sofrer com o orçamento até ao final do mês, mesmo viajando e jantando fora. Agora, sr. primeiro-ministro, sou um farrapo. Cheia até acima de frustração. Mas não baixarei os braços, porque sei que sou capaz de mais.

Só não sei se tu és capaz de mais. E por isso mesmo o meu mais quer ser fora daqui. Onde a frustração não me tolde o entendimento. Ou a força de que preciso para atravessar as tempestades que teimaste em provocar em pouco mais de um ano na minha vida.

Frustração, sr. primeiro-ministro. Por ter acreditado em ti e me teres falhado como há muito tempo ninguém fazia.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Onde [não] comer em Lisboa

Depois da Boulangerie by Le Stef, a Visão desta semana avisou que abrira um novo espaço ao estilo Paris em Lisboa. E nós decidimos ir experimentar. E depois decidimos nunca mais lá voltar.

O espaço é giro, sim senhora. E fica ali mesmo no Rossio, inserido no lindíssimo edifício da estação. E a esplanada também é muito boa. O problema mesmo é o serviço. E os produtos. Para não falar dos funcionários - excepção feita à menina que nos atendeu, todos os outros são mal educados, gritam e são maus profissionais.

O menú é reduzido - pouco mais podemos comer do que croissants e pain au chocolat. Para comer uma simples baguete com manteiga é quase preciso pedir um requerimento ao Papa. E o pão, que nada tem de agradável, veio encharcado em manteiga ao pior estilo pão-do-dia-anterior.  A chávena de café que a minha amiga pediu vinha suja e rachada. O croissant e o pain-au-chocolat que pedimos vinham a escaldar, e no caso do meu pain, vinha a escorrer gordura. O sumo de laranja estava efetivamente bom, mas por 3€ compramos 2kg de fruta e não apenas um copo cheio de gelo.

Resumindo e baralhando: nada de especial para um lugar que se conseguiu promover bem e que até prometia. Mas foi mau em todas as frentes. Uma pena. Porque Lisboa precisava de lugares com classe como a imagem deste promete.

















Back to 34!!

Depois de tantos anos, e sem me parecer possível, I AM BACK TO A 34. As minhas calças 36 estão todas largas, a cair, nem com cinto ficam alguma coisa jeito. Ah, agora é que eu vou continuar de boca fechada. Believe me. É TÃO BOM!

[agora vou ali tomar um brunch reforçado a um espaço que parece que acabou de abrir - logo vos digo como correu - que logo à noite voltamos à sopa. E à fruta. E aos legumes.]

domingo, 9 de setembro de 2012

Fim-de-férias

Os fins de férias são tramados. Depois de três semanas, só de pensar em voltar, uma pessoa até fica assim com calores e frios e tudo e tudo e tudo. Mas o fim-de-férias foi bom. Depois de duas semanas e meia só de sol e de água, os últimos dias foram uma correria.






Na quinta-feira foi dia de calcorrear esta Lisboa-linda-que-eu-amo, na companhia da mãe e com muitas risadas pelo meio. O jantar foi em casa, com os beijinhos de quem já se tinha tantas saudades, e com tempo para colocar a conversa de uma semana e tanto em dia. Mas a dona de casa que há em mim apareceu antes e portanto vai da fazer sopa, scones salgados e preparar os legumes todos que trouxe do campo.

Na sexta, depois de andar a pé 2,5 km (so proud), foi tempo de fazer as primeiras provas de vestidos de noiva. E foi divertido. E ri-me tanto e quase me emocionei e agradeci a Deus as amigas maravilhosas que me acompanham neste processo que vai mudar a minha vida. Ao almoço-com-uma-das-madrinhas seguiu-se uma despedida tão boa quanto difícil. O L. vai voltar para os trópicos e eu só tive vontade de lhe entrar para a mala que ele faz-me uma falta dos diabos.

A chegada a casa teve cheiro e sabor a tarte de maçã-feita-por-mim e a maionese caseira (a primeira experiência não correu mal de todo!! :D). E a jantar saudável - que agora são todos assim cá em casa que andamos a cuidar da saúde!

No fim de semana houve bom vinho, boas amêijoas, boa companhia, boas leituras. E amanhã...ainda não é dia de voltar ao trabalho. Amanhã é dia de mais vestidos, de brunch-com-a-amiga-quase-irmã e de dizer finalmente adeus às férias.



Ponto indelével

Sempre que começamos a falar da morte falamos dela como facto, como acontecimento, como ponto indelével da nossa linha do tempo. Sabemos que o luto faz sentido quando um desses pontos acontece, e choramos, sofremos, sentimos a perda de alguém querido. E só se ficarmos muito tempo nesse tópico, sós ou acompanhados, é que passamos a falar da morte como processo, como algo em (des)construção, ao longo da linha do tempo.
Deparo-me com essa sensação sempre que o visito. Que o estou a perder, muito, muito lentamente. Alguém que me é tanto; que faz parte de mim e de quem faço parte. Sinto que ele é um pouquinho menos que ontem e tanto menos do que há dez anos. Não há visita que não tenha pelo meio um "Estou velho, desportista!" dirigido a mim. Seja o escutar essa frase, seja o olhar para as mãos enrugadas ou sentir a força que já não há... basta um instante para apertar o coração, humedecer os olhos e dar um nó de cordoaria na garganta!... A morte está ali! A olhar para mim e não há nada, ninguém, que o possa evitar, não fosse uma condição de ele estar vivo.
Contenho-me para que ele não se aperceba (afinal, o que diria? "Desculpa, choro pelo processo a que assisto em ti? Por antecipação do ponto que há de vir?") e resta-me pensar que a vida ainda é maior que a morte e ao invés de chorar devo sorrir por estar mais um dia na sua companhia. Porque um dia o processo será ponto indelével.

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Casório #2






Todos os padrinhos já estão devidamente convidados e compenetrados da responsabilidade do seu papel no grande dia. Escolhemos os nossos melhores amigos. Aqueles que ao longo dos anos nunca deixaram de lá estar. Os que nos saltaram ao pensamento assim que decidimos casar. Aqueles que, temos a certeza, vão ser os guardiões da nossa vida e da nossa relação [se perdermos a capacidade de o fazer ou se simplesmente precisarmos de ajuda].

:)

Desamores #2

Toda a gente já sofreu de amores. Apaixonámo-nos pela pessoa errada; gostámos da pessoa certa mas ela fugiu; achámos que o professor de educação física era o homem da nossa vida, quisemos casar com o colega de secundário...oh well. Toda a gente já sofreu de amores. Eu também. E por isso, quando ouvi esta música, achei que ela tinha que ir ter com todos aqueles que ainda estão a aprender a viver com os desgostos de amor.

E a música é tão linda, que se não fosse triste, seria tocada no nosso casamento!!


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Amores #1

Nos últimos dias de ferias tenho tido a companhia do sobrinho mais velho. Eu, que tia babada-me-confesso, preciso de dizer também que na verdade o que me apetecia era poder almoçar e jantar com a minha mãe, sem pressas, horas de ir para a cama, birras de meio do dia and so on. Hoje, quando liguei para o D. em autentico estado de ebulição (que passa sempre à medida que lhe oiço a voz), a resposta foi:

"Eu arranjo forma de podermos tirar dois dias, depois de vires, e vamos só os dois descansar para um sítio qualquer?"

E é assim que um telefonema no vale pela vida.


Ps: Os dois dias não vão acontecer em lugar nenhum que eu sei que ele tem que trabalhar, e eu tenho um monte de compromissos já agendados. Mas é por estas e por outras que este é o homem da minha vida.

domingo, 2 de setembro de 2012

Azedume(s)



As pessoas estão a tornar-se amargas. Azedas. Culpam o Estado, a crise, o País, o Passos, o Gaspar, o Guterres, o Cavaco, o Salazar...as pessoas estão zangadas com a vida e umas com as outras. As conversas que se ouvem nas ruas são tristes. Os textos que se lêem nos blogues são tristes. As palavras que têm para dirigir aos que os rodeiam são azedas, afiadas como facas de dois gumes.  Os olhares, cheios de tristeza, de rancor e de ódio, são tristes de ver.

As pessoas estão azedas e não admitem que haja quem o não esteja. Claro que os problemas existem. Claro que a vida é uma maçada, muitas vezes. Claro que os salários não dão para tudo. Claro que trabalhamos horas demais. Claro que o nosso País deveria ser melhor para quem é bom. E mais sério com quem é mau. Claro que há problemas gravíssimos que precisam de solução. Mas perdoem-me quem está sempre de mal com a vida - e que tantas vezes deveria começar por estar mal consigo mesmo para perceber que o mundo gira em redor de mais pessoas  - não é com azedumes que as coisas se resolvem.

Eu adorava ter um salário decente, a fazer aquilo de que gosto. Adoraria ter condições para ter quatro filhos, uma empregada que me ajudasse a cuidar deles para que ambos pudéssemos continuar com as nossas vidas sem grande drama. Gostava imenso que o meu contrato relfetisse o tempo e o dinheiro investidos na licenciatura, no mestrado e na pós-graduação que fiz nos últimos dez anos. Seria esplendoroso ter convites de trabalho a toda a hora, emprego para toda a gente e uma vida sem preocupações.

Mas chega de culpar este mundo e o outro pela situação em que vivemos. Chega de palavras azedas e sete pedras na mão. Chega de irritações com a boa disposição alheia. Chega de achar que se é a última coca-cola do deserto e que todo o mundo está errado por que não a vê, qual oásis em dia de calor.

Se há coisa que me cansa neste nosso pequeno rectângulo é o pessimismo, o miserabilismo latente do povinho. Não tenho saco para o discurso de 'vai-se andando', do 'isto vai de mal a pior'. E como não tenho, estou a mexer-me para tentar sair dele. Mas se ainda não consegui, duvido de que o Gaspar tenha culpa nisso. Sou eu quem faz opções, quem escolhe o caminho a tomar, quem decide sobre o rumo da minha vida. Se ela amarga a meio do trilho, é abrir o pacote de açúcar e tentar facilitar a caminhada. Sem culpar ninguém. E assumindo as nossas responsabilidades nas m*rd*nh*s que passamos a vida a chorar. Smile on, people. Life's too short!




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