sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Do casório #11

Eu: Enviei-te um mail com mais umas coisas para decidirmos.
Ele: Sobre o casamento?
Eu: Sim.
Ele: Estou farto de falar sobre o casamento. Podemos só casar e pronto?


[Ou de como ele já está a entrar em desespero;)]

Das modas #1

Tenho para mim que este Inverno é melhor não tentarem reconhecer as pessoas pelos pés. Ou muito me engano ou toda a gente vai comprar galochas ao Jumbo. Lord.






quinta-feira, 25 de outubro de 2012

La Ville de la Lumiére #3

A Rue du Rivoli é uma das minhas favoritas. E há uma livraria onde entro sempre que lá vou e onde, por tradição, compro a minha agenda para o ano seguinte [a de 2013 já cá canta, obviamente]. Se forem a Paris, por favor, POR FAVOR, entrem na Librairie Galignani. Vão adorar. Para além da minha agenda, este ano veio também um livro giro giro cheiinhos de receitas para uma amiga das boas.

Librairie Galignani - Rue du Rivoli

Logo a seguir, o Louvre. Podem entrar ou podem ficar à porta. Observar os turistas que todos os dias passam pelo museu é uma experiência sociológica. Believe me.

Musée du Louvre 2012

Já falei aqui de que não é preciso gastar um balúrdio para comer em Paris. E come-se bem - dentro do género parisiense, que não é bem o mesmo que o português! A minha salada estava maravilhosa. Envolvia pato, pão torrado, alface, rúcula and so on...e soube-me pela vida. Não sei onde, porque obviamente já não me lembro, mas lembro que era ali muito perto do Carrée de Rive Gauche - onde aproveitei para ver umas exposições de antiguidades que estavam nas galerias de arte. Priceless.




E depois é a luz, os passeios, as lojas. A companhia da mana, com que meu já não viajava há...treze anos? Lord, I'm getting old!

Soeurs. Paris 2012

Eu sei. Não é a coisa mais francesa para se fazer em Paris. Mas passar na Abercrombie&Fitch (fica ali nos Champs Elysées, logo a seguir à Ladurée) faz bem ao olfacto. E à alma. :)

Abercrombie&Fitch. Paris 2012
Ir a Paris e não reservar pelo menos uma noite para jantar numa creperie é quase pecado. Desta vez, como ficámos em Montmartre, onde não conhecíamos nenhuma, partimos à descoberta e desencantámos uma creperie m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-a! Look for creperie Pen-Ty. Apesar do nome pouco francês, garanto que vale a pena. Os crepes e a cidra são de chorar por mais. E querem a parte melhor? Uma refeição fica por cerca de 11 euros. =)

Cidra. Creperie Pen-Ty. Paris. 2012



Crêpe. Creperie Pen-Ty. Paris. 2012
E porque toda a gente já deve estar farta de ler sobre Paris, há só mais uma foto que preciso de mostrar. Porque a Gare du Nord é maravilhosa. É tão cheia de gente, de barulhos, de informação, de correria. E com esta me vou. Porque mais do que para ser contada, Paris precisa de ser vivida!!

gare du Nord. Paris 2012.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

L'Amour [again]

Ao contrário do que a generalidade das pessoas pensa, nem todos estão aptos a amar.  Porque o amor é muito mais do que uns beijinhos e uns abraços. É mais do que borboletas na barriga. Do que aquela emoção que não passa, aquela saudade desmedida. O amor tem que ser construído, devagarinho, pedra a pedra retirada de um caminho feito a dois - e a um, também. Muitas vezes parece que nos destrói. Quando não correspondido, pode matar-nos, aos bocadinhos, como um fogo que queima por dentro, que nos consome, que mói. Que efetivamente mata.

Mas é com essas quedas,  com essas mortes do coração, que aprendemos todos os dias a ser melhores. A amar mais. É com essas mortes do coração que construímos, também nós, um coração mais capaz de amar. Mas amar de verdade. Amar a sério.

Um amor a sério é tranquilo. Tem beijinhos e abraços - claro que tem - mas é sereno. Tem gargalhadas, brincadeiras, conversas, mas também tem silêncio. Tem sobretudo silêncio. É nele que os corações mais falam porque seguros e certos de algo que não é dizível. Um amor a sério tem borboletas na barriga. Mas também tem raízes fortes e seguras que nos fazem ter os pés assentes na terra. Porque a sensatez é parte de um amor a sério. E as loucuras também são, mas em muito menor escala.

Sim, num amor sério também há saudades. Do aconchego, do conforto, da segurança do abraço que queremos todos os dias ao chegar a casa. O amor a sério gosta de compromisso - fujam sempre quando ele não existe. Porque é um compromisso amar. É um exercício de vontade feito a par com o ato de amar. É neste e só neste tipo de amor amor que devemos descansar. Neste que nos deixa felizes, descansados, serenos.

Por este amor podemos enfrentar o mundo. Por ele, movemos montanhas. Renascemos a cada dia porque vivemos por e para ele. Porque um amor a sério é diferente dos outros amores. Num amor a sério queremos estar com e para o outro. Não nos importamos de abdicar, de ceder, de contribuir. Um amor a sério é tão mas tão bom de ser vivido que as palavras pouco conseguem dizer sobre ele. Sobre todos os outros - os não a sério - há algo que se pode e deve dizer: não se prendam. Não se enganem. Não insistam. Um amor a sério sente-se e não se deve deixar escapar. Dos outros está o mundo cheio.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

WTF??

E agora que fui ali olhar para as estatísticas do blogue...

Alguém me explica por que raio tenho pessoas a chegar aqui ATRAVÉS DE UMA PÁGINA PORNO?? I mean...SERIOUSLY??


Aiii

O dia começou há doze horas e não dá tréguas. Não sei quantos caracteres escrevi hoje, quantos telefonemas atendi e quantos fiz. Perdi-lhes a conta logo a seguir ao almoço. E amanhã temo que isto não vá abrandar.

E eu, que por norma gosto tanto desta vida, hoje sinto-me só estupidamente cansada.


Das boas coisas [que esta profissão também as tem]

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Comfort shopping

Não há nada que levante mais o astral de uma pessoa que comfort shopping. E sim, já sei que estamos em crise, mas as minhas comfort shopping são sempre muito comedidas [e mesmo que não fossem, olha..ninguém tinha nada a ver com isso:D]. E digo-vos que as que fiz hoje à hora de almoço me souberam pela vida.

Upa upa.

Este blogue está numa bad mood

Todos os dias chegamos a casa depois de não menos de, em média, dez horas de trabalho. [é certo, há dias em que são menos, há outros em que são mais.  por isso é que é uma média]. Isso significa que é raro entrarmos em casa antes das 21h. Largas casacos e malas, dar comida ao gato e enquanto um prepara o jantar - e o almoço para o dia seguinte -  o outro vê o que é preciso fazer: aspirar, passar a ferro, arrumar roupa, pôr uma máquina a fazer...

Logo, antes das 23h dificilmente estamos quietos a olhar um para o outro ou a ver uma série de televisão. Ou a ler um livro. Ou simplesmente com tempo para o que quer que seja. Deitamo-nos pouco depois da meia noite e no dia seguinte recomeça tudo. 

No final do mês, adorávamos ter o dinheiro descanso suficiente para podermos ir jantar fora, passar o fim-de-semana a Paris ou simplesmente passar dois dias a fazer o que bem nos apetecesse. Era isso que os nossos pais acreditavam que poderíamos fazer. Foi para isso que nos empenhámos e estudámos durante tanto tempo. Foi nisso que pensámos quando decidimos não ficar pela licenciatura, quando embarcámos em aventuras internacionais...

Agora, tudo nos é retirado. E não, eu não acho que a culpa seja do Governo - que tem em mãos a herança mais ingrata dos últimos séculos. A culpa é da incompetência de um País onde os líderes são 'pequeninos'. Onde o trabalho tem que ser mais e melhor por um preço cada vez menor. Onde as pessoas aceitam um salários de 600 euros por um trabalho de 1.200 "porque se eu não aceitar outro vai a seguir e aceita". Onde se admite que a qualidade não é importante se para isso se puder pagar menos.

Atualmente a minha profissão - graças a Deus é só uma em crise, lá em casa - sofre uma pressão brutal. Está em vias de extinção e as pessoas não só sabem como apoiam. Confundem-se blogues e sites com informação. Confundem-se bloggers com jornalistas. Troca-se o rigor e a verdade pela atualidade e a propaganda pura e simplesmente porque estas duas são gratuitas. Perde-se qualidade. Enquanto profissional e enquanto povo. E isso, mais do que triste, deixa-me frustrada. E eu não sou pessoa de gostar de viver assim. Porque acho que merecemos mais. Que quem nos lê merece mais. Mas sei que os bons vão acabar por sucumbir e procurar uma vida melhor. Porque o mundo vive de fantasias. Mas as pessoas precisam de dinheiro para comer e para viver uma vida real.





sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Carneiradas

Risqué Preto Fosco 2011

O problema das carneiradas é que não nos deixam ver que há todo um mundo a acontecer longe dessa mesma carneirada. Acabei de ver num blogue de moda nacional (é por essas e por outras que escrevi isto) que a CK lançou um verniz preto mate, "a última coca-cola do deserto, bla bla bla". Claro que toda a gente está histérica e quer e vai comprar a imitação à Kiko e "oh meu Deus que isto vai ser a cor da moda deste Inverno, uuh uuhh aaahh ahhh".

E agora a má notícia, queridas pessoas: a Risqué lançou, há pelo menos duas coleções - até creio que foram três - um verniz preto mate numa edição da SP Fashion Week. O que significa que, por exemplo, essa já era a cor do Inverno passado. E que eu já tenho dois frascos lá em casa.

Lamento desiludir-vos, mas o mundo geralmente gira muito mais rápido do que pensam.



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

F*d*-se!

*este texto contém linguagem menos própria. 'só a avisar.


O meu pai avisou-me. Um monte de vezes. Olha que não há emprego para jornalistas. Olha que isso não é boa ideia. Mas eu teimei - e teimaria novamente, tenho a certeza. E eu ia-lhe respondendo que era realmente isto que queria fazer da vida. Contar histórias. Mostrar acontecimentos. Destrinçar os assuntos mais complicados. Poder dar voz a quem interessa e poder levar mundo a quem o não pode ver como eu.

Conhecer pessoas interessantes, lugares estranhos, entrar nos meandros das vidas que mudam as nossas mas que ninguém conhece. E ele disse-me, como sempre, então vai! Nós estaremos cá para te apoiar. E estiveram. E eu licenciei-me. E achei que não era suficiente, e portanto fui fazer um mestrado noutra área, logo a seguir, assim que comecei a trabalhar. Mas como não gostava do que fazia, candidatei-me a uma bolsa e fui de armas e bagagens para o outro lado do oceano, sozinha, para terminar o meu mestrado e ter mais mundo para contar. E quando voltei, consegui dar cabo de todas as probabilidade e arranjar trabalho num jornal impecável em duas semanas.

E para além disso, ainda vou escrevendo uns pro bono catitas com uns amigos que de vez em quando precisam de ajuda. E também escrevo para uma ou outra revista, quando é possível. E assim a minha vida ia indo. Sem dramas de maior. A compensar um salário baixo - mas nenhum jornalista ganha bem, não é? Excepto os diretores ou os pivôs - com umas peças para outras publicações. E fazia as minhas viagens, comprava os meus sapatos, tinha os meus hobbies, jantava fora, comprava uns mimos...

Mas de repente, tudo o que eu achava que era, deixou de ser. De repente vou voltar a ter um salário ridículo porque os impostos vão-me apanhar brutalmente. De repente, a revista para onde escrevia regularmente vai deixar de ter colaborações porque não tem dinheiro. De repente os planos têm que mudar. De repente se calhar não vai dar para ter filhos daqui a dois anos - porque isso implica, entre outras coisas, ter alguém que nos possa ir buscar a criança à escola e ficar com ela enquanto nós não chegamos que os nossos horários são uma merda.

De repente, tenho a perfeita consciência de que não posso, simplesmente, fazer aquilo de que gosto, aquilo que realmente me faz feliz, porque não dá. Porque isso não me permitirá continuar a fazer as minhas viagens, ter os meus sapatos novos, comprar os casacos giros, ir jantar fora.

E isto é tudo uma merda. E acima de tudo, é brutal e extremamente frustrante. Porque nós somos pessoas que trabalhamos muito. Que damos o melhor de nós. Que nos esforçámos para chegar onde chegámos. Que vimos os nossos pais fazerem sacrifícios para que hoje pudéssemos fazer aquilo de que gostamos e com qualidade de vida. E tudo aquilo que vejo é o nosso esforço aumentar e a nossa qualidade de vida decair. Todos os dias. Todas as semanas.

É uma merda.

E eu vou ter que deixar de fazer aquilo de que gosto para, pura e simplesmente, poder ter uma qualidade de  vida que reflicta um bocadinho aquilo para o que trabalhei. Porque em Portugal continuam a despedir-se jornalistas. Continua a achar-se que todos podem fazer informação, contar histórias, fazer democracia. E portanto, e como eu já não tenho 20 anos,  os meus pais não são ricos e o meu futuro marido também não, é uma merda, mas é isto. As escolhas são f*did*s, mas diz que é a vida.

[a menos que de repente haja um milagre no mundo laboral, vou ter mesmo que abandonar isto. e é uma merda. já disse isto? é uma merda.]


Fa(c)to

vou ter que deixar de ser jornalista. e creio que vai demorar menos do que o que eu pensava.

Em campanha

Outubro 2012

A minha secretária está oficialmente em campanha, as well. Nova foto, novas arrumações, um donativo feito e muita fé. Faltam menos de duas semanas. E eu cá vou estar mais nervosa do que se estivesse à espera de uma resposta de emprego.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

It's raining men!

winter time

E parece que é oficial. O Verão foi embora de vez, e o Outono veio para ficar. Guardaram-se as sandálias, ficam de fora algumas sabrinas e sapatos de meia estação e voltam em força as botas e as galochas. Numa palavra? A-d-o-r-o!

Não a chuva. Mas o glamour do tempo frio!! :D

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Cenas diversas

Nos últimos dias há coisas que realmente me espantam neste País. E tenho um sentimento de vergonha alheia que se vai adensando e piorando a cada dia que passa e já não sei que mais hei-de fazer para viver num País onde as pessoas estão ligeiramente desfocadas. E preciso de desabafar sobre o assunto:

1. Não aguento mais os chamados 'blogues de moda' em Portugal. Todos eles falam do mesmo, no mesmo dia, mostram as mesmas fotos e parecem viver completamente fora de um País que está a atravessar um mau momento. Eu sou uma pessoa que acredita no otimismo, que acha que devemos distrair-nos com o de bom e bonito que há no mundo, mas...a sério? A única coisa de que sabem falar é de roupa - ainda por cima igual - de perfumes, de maquilhagem, de sapatos? Já chega. E cansa. Porque nem sequer são originais. Ou giros. Pronto. Já disse. (ou porque me tornei a mais recente e assídua leitora do blogue http://bimbawithouthelola.blogspot.pt/ )

2. A premiação do descaso e do 'couldn't care less' está a dar cabo de mim, as well. Portugal teima em ser um País onde as pessoas pouco se importam com ser profissional, com a importância de fazer bem o seu trabalho ou com o respeito para com as pessoas que com elas trabalham. No entanto, são precisamente essas as premiadas, no final das contas. O que traz dois problemas: o primeiro é o facto de ser uma tremenda injustiça [mas com isto a malta já sabe viver], o segundo é o facto de as pessoas realmente boas começarem a não se ralar. Porque 'não vale a pena'. Porque é sempre tão ridiculamente injusto que nem vale a pena esforçarmo-nos. E eu odeio esse sentimento. Porque e gosto de gostar de fazer bem as coisas. Mas sinceramente, cada vez me apetece menos...

3. Eu não gosto de manifestações. Nunca gostei e desconfio de que nunca vou gostar. Porque as manifestações, sobretudo as violentaa, não levam a nada. Ontem foi o que se viu. Vamos todos armar-nos em otários para a frente do Parlamento, vamos queimar cenas, agredir pessoas, vamos gritar e fazer um grande espetáculo porque o Gaspar anunciou exatamente aquilo que já toda a gente sabia que ele ia anunciar. E o resultado? Dez agentes feridos em onze pessoas que foram agredidas. Eu sugeria que as pessoas levantassem o rabo da cama ou da praia ou do raio que o parta no dia das eleições, e ao invés de se armarem em amotinados, votassem quando lhes compete esse dever. Porque é assim que se ganha o respeito.

4. As televisões generalistas são de vomitar. No Sábado tive a infelicidade de passar a noite sem TV Cabo. Resultado? Fui para a cama a seguir ao jantar, com o meu novo livro debaixo do braço. Vi 5 minutos da 'Casa dos Segredos' e fiquei corada de tanta vergonha por haver quem vê aquilo. Na SIC os programas eram o 'Só visto' e afins. Safava-se a RTP2 com um filme francês, mas nem esse era nada de especial. Uma vergonha que devia levar a que todos os portugueses desligassem a tv. Mas não, vamos todos ver a 'Casa dos Segredos' a ver se estupidificamos mais um bocadinho... a sério?

E pronto. Por hoje é tudo. E sim, estou aborrecida. Entediada. Frustrada por viver num País em que o principal problema nem são os governantes. São as pessoas que nele habitam. às vezes acho que Portugal tem o mesmo problema que Paris: sem os parisienses, seria uma cidade fantástica...

[chamem-me pouco patriótica ou whatever para ver se eu me ralo]


wedding dresses #1

[ou aqueles que nunca nunca nunca seria possível escolher]



segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Do casório #10

Ok, alguém claramente carregou no meu botão de 'panic mode' e estou completamente a passar-me com o que ainda há para fazer. Que é tudo. Basicamente. Valham-nos os bons amigos e as ideias. Bolo, bouquet, noivos, flores, convites....aaaarrrggghhh!

Está tuuuudo bem! :D

3 weeks and counting!

Associated Press

YES, YOU CAN!!

[estamos em modo Obama, por aqui. Com muita fé!!!]

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

F*ck me!

O final da noite de Orçamento do Estado - e ela ainda só está a meio - é sempre horrível, porque traz-me uma terrível sensação de dicotomia:

é que se por um lado é disto que a minha vida é feita: de olhar, de ler, de dar ao mundo as notícias, de esclarecer as pessoas, por outro, os últimos OE têm sido terríveis. E eu ainda não percebi se me assusto mais por mim ou pelos outros, que vão levar um rombo gigante na sua vida já me 2013.

E portanto é isto: a adrenalina e a certeza de estar a fazer um bom trabalho. A angústia das notícias péssimas que estamos a dar..





*Não me levem a mal. Eu sou uma fã do Gordon Ramsey. Na verdade queria dizer fuck me senseless, mas achei que era too much.

Let's do it!!

Pastel de Belém pela manhã
Acordar à quinta-feira com vontade de que seja sexta. Pestanejar o caminho inteiro até ao jornal. Refilar porque não tenho trocos para o café. E de repente ganhar um café e um pastel de Belém quentinho. Na mesa de trabalho.

Obrigada, PP!

Hold your breath

"Será que alguma vez se consegue amar como da primeira vez? Sentir aquela onda que nos inunda mas sem medo de nos afogarmos?"
"É só ter coragem para suster a respiração e mergulhar".

Por outras palavras, já São Paulo dizia exatamente o mesmo há milhares de anos: "o amor é paciente; o amor é benigno; [...] não se irrita, não pensa mal..." E para isto é preciso ter uma coragem dos diabos. É preciso soltar amarras, sabendo que podemos perder o pé, mas tendo a certeza de que alguém nos amparará do outro lado.

Sim, consegue-se amar como da primeira vez. E amar outra vez. Com mais serenidade, com menos receios, ainda que com a mesma sensação de onda a invadir-nos. Mas consegue-se. Porque se consegue suster por mais tempo a respiração, e mergulhar com mais confiança. Sem enganos. Sem temores, mas ainda com tantas surpresas. Porque é disso que é feito o amor: da surpresa constante, da serenidade, da ausência de angústia, da descontração, da confiança, da entrega, da liberdade.

E, novamente, para isso é preciso uma coragem dos diabos. Porque só nos largamos na mão de em quem confiamos. Mesmo que as águas não se aquietem e o vento não pare de soprar, irado, temos que conseguir abandonar-nos a isso. Encher os pulmões de ar e sorrir pela água borbulhante em nosso redor.

Coragem. Que amar é difícil mas 'sem Amor eu não sou nada'.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O Facebook

é uma merda.

E não sei se me irrita mais o facto de as pessoas acharem que tudo o que lá se passa é real, ou os disparates que dizem por acharem isso mesmo.

O Facebook é uma merda. E eu comecei a minha retirada estratégica.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Coisas que me transcendem

Uma das coisas que continua a transcender-me, por mais que cresça e por mais anos que passem, são as pessoas que não gostam do que fazem, ou que se arrependem do caminho que escolheram, e fazem pouco para o mudar - para além de dizerem mal das escolhas dos outros.

No outro dia, alguém aqui me dizia: eu odeio o que faço. odeio. se pudesse voltava atrás no tempo e escolhia outra coisa qualquer. estou mais do que arrependida. Do cimo do meu espanto - que eu sou pessoa para não perceber por que se faz o que não se gosta, quando não se tem filhos ou casa para pagar e ainda há alguma margem de manobra - perguntei-lhe, porque não vais fazer outra coisa?

Arranjas-me emprego? Ainda mais espantada, perguntei: mas tu sabes o que gostavas de fazer? E obviamente a resposta foi: não! Então, vai descobrir. Tenta perceber o que queres fazer e logo vês se tens emprego ou não. 

Eu lido tremendamente mal com o fazer nada. Não percebo o que leva as pessoas a não quererem algo melhor da vida. Não entendo que sentido lhes faz ir todos os dias para um emprego que as não satisfaz, que lhes recorda, diariamente, que estão arrependidas. E não me venham com desculpas de dinheiros e de dificuldades e de faltas de emprego.

Eu sou jornalista. Há dez anos que não há emprego para os jornalistas em Portugal. Quando acabei o curso não consegui emprego como jornalista, e fui fazer assessoria durante dois anos. Ia morrendo. Literalmente. Ataques de pânico, choro, ranger de dentes. Eu ODIEI fazer assessoria. Todos os dias chegava a casa cansada e frustrada. Todos os dias ia trabalhar com vontade de fugir dali para fora. E por isso não sei como alguém consegue não gostar do que faz e continuar a fazê-lo. Ao fim de dois anos - e de alguma coragem, é certo - demiti-me e decidi dar uma volta à minha vida. Desde essa altura trabalho como jornalista. E gosto tanto, tanto, tanto do que faço que tremo de cada vez que penso que se calhar terei que deixar de o fazer um dia (o jornalismo dá-nos muito trabalho, pouco dinheiro e pouco tempo disponível para quando pensamos em ter uma família).

Por isso, desculpem, mas não percebo. Não percebo que não se tente ao máximo ser feliz. Não percebo a resignação a um trabalho que nos não preenche e que nos faz definhar. E é por isso que continuarei sempre a defender que devemos fazer aquilo de que gostamos acima de tudo. Porque um salário alto resolve muitos problemas mas não me enche o coração. E a vida só vale a pena vivida por inteira. Vos garanto!


Não resulta

Não resulta ir almoçar a bons restaurantes, beber bons vinhos e depois ter que vir trabalhar. Não resulta.

Imagem retirada da Internet

Imagem retirada da Internet

Óbvio!

Estava mesmo a ver-se, não estava? Eu começo a melhorar e o pequeno começa a ficar doente. Óbvio. SAIAM VÍRUS MALDITOS!!!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Do casório #9

HABEMUS TECIDO. O vestido vai ficar lindo. Lindo, lindo, lindo!

Crónica de uma gripe-que-não-passa (cont.)

Como o Claritine está a mudar a minha vida [porque o tomei só há dez minutos]. E como é tão bom ter uma irmã mais velha que sabe destas coisas.

Crónica de uma gripe-que-não-passa

Há cinco dias que não respiro normalmente. Que é como quem diz, pelo nariz. Isto significa que acordo de duas em duas horas, que já gastei dezenas de lenços de papel, quase uma embalagem de Vibrocil (e arrisco-me mesmo a uma overdose  que não consigo usar aquilo só 4 vezes por dia), já fiz xarope de cenoura, já tomei caixas de remédios e nada. Nem umas tréguas no mau-estar, no nariz entupido e nas dores de cabeça.

Meaning: vou acabar no médico amanhã se isto teimar em não passar. E não gosto disso. Nada.

[portanto aceitam-se mezinhas, ideias, dicas, qualquer coisa que me faça melhorar rápido plamordeDeus]

Do casório #8

[em jeito de desabafo]

Claramente eu não sou uma noiva tradicional. É aquilo de que me apercebo sempre que falo com alguma das senhoras de lojas de vestidos, de tecidos, de whatever. Mas digo-vos uma coisa que vai ficando cada vez mais presente: sou eu quem decide!!, pessoas. Sou eu quem decide que vestido levo, quão comprida é a cauda, se quero ou não véu, o que quero no cabelo, quantos centímetros têm os saltos, que maquilhadora me vai pintar!!

Não são a minha mãe, a minha avó, as amigas... Sou eu que vou casar. Portanto, just SHUT THE FUCK UP!!!, senhoras das lojas. sim? grata.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Fall

E com o Outono chegou-me também uma gripe. Daquelas que me deixam sem vontade de falar, sequer. E trabalhar nestas condições, então...

E isto no dia em que o Obama perde o primeiro debate. Come, guy! I need you. The world needs you!!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Das viagens

Não é por acaso que é costume dizer-se que a prova de fogo de um casal (ou mesmo de amigos) é ir viajar em conjunto. Uma viagem implica 24h sobre 24h  na companhia da mesma pessoa, naquele ritmo em que a pessoa só quer realmente fazer aquilo que lhe apetece, com decisões orçamentais que têm que ser tomadas, com cansaço à mistura....


Paris, Setembro 2012







Ora, uma das coisas de que me tenho apercebido é que realmente todos prezamos coisas muito diferentes uns dos outros. Por exemplo, estamos a deixar de viajar em 'low-cost'. São uma oferta importante quando temos pouco dinheiro - e nós não temos muito - mas muitas vezes gastamos mais do que se comprarmos um bilhete em classe económica numa 'regular company'.
Já me aconteceu um par de vezes ter voos cancelados ou atrasados que depois não foram passíveis de remarcar, porque me pediam o dobro para o fazer e eu acabei por preferir comprar um bilhete novo noutra companhia. Ou então (como na easyjet), temos o circo da bagagem que acabamos por pagar para não nos aborrecerem. Feitas as contas, tínhamos comprado um bilhete noutra companhia, gasto o mesmo, e viajado sem chatices. Portanto, é por aí mesmo que temos optado agora: TAP, Iberia, KLM...não fica mais caro e é muito mais seguro. - tenho imensas amigas que acham que sou louca e que só viajam em low-cost. primeira discussão ::)

Outra coisa é o facto de não nos importarmos nada de dormir num hotel (ou num hostel) com quartos pequeninos e sem pequeno-almoço, desde que esteja no centro da cidade que vamos visitar. Ou seja, mesmo que com o mesmo dinheiro pudesse ficar num sítio melhor, mas muito mais longe, claramente vou escolher a proximidade. - muitas vezes dizem-me que preferem mil vezes um bom hotel mais longe do que um mau mais perto. segunda discussão :)

É óbvio que temos requisitos mínimos: casa de banho privativa, tudo mais do que limpo e um bom serviço. Dêem-me isso e têm uma cliente feliz.

Outra das estratégias pelas quais costumamos optar é fazer um almoço 'volante'. Quando estou pela primeira vez numa cidade faço sempre uma planificação super cheia, para não perder tempo nem deixar de ver as coisas que realmente quero conhecer. Portanto, aí agarramos numa mochila, vamos ao supermercado, compramos sandes e sumos (umas bolachas para a tarde e água para o dia) e seguimos caminho. Não só se poupa imenso dinheiro como se poupa muito tempo.- viajar com pessoas que me obrigam a fazer duas refeições sentadas por dia, e a gastar o  dobro ou o triplo de tempo e de dinheiro dá, obviamente, òrigem à terceira discussão.

Ao jantar, por outro lado, a ideia é experimentar os restaurantes 'típicos', desde que não sejam disparatadamente caros [se não gasto balúrdios a jantar em Lisboa, não o vou fazer fora. Para isso é preciso saber o preço médio das refeições nos países onde estamos e escolher em função disso]. - a quarta discussão pode aparecer se, eventualmente, a companhia de viagem quiser provar o melhor restaurante da cidade.

Geralmente levamos também toda a informação sobre a cidade e o país que se vai visitar: se há bilhetes turísticos de 3, 4 ou 5 dias; se dá para andar a pé; quais as cadeias puramente turísticas a evitar; quais os cartões que podemos usar para ter descontos em museus e afins.- não consigo viajar com pessoas que não querem ver museus, não querem andar a pé e só querem fazer roteiros turísticos. É obrigatório termos tempo para nos perdermos na cidade onde estamos e descobrir lugares onde geralmente os turistas não vão. - quinta discussão

A estratégia tem funcionado para podermos continuar a viajar sem precisarmos de gastar muito dinheiro, mas também sem ir com os trocos todos contados.  [é óbvio que adoraríamos não ter restrições orçamentais, mas enquanto temos, vamos fazendo assim e não corre nada mal:)]

E vocês, como é que geralmente viajam?

Nice shoes have the power to change your life

Já dizia a Cinderela. Eu cá estou rendida às minhas novas Melissa Incense. Além de lindas, são hiper confortáveis e não menos altas. Love it!


segunda-feira, 1 de outubro de 2012

I WANT TO KILL HIM

O Tomate miou a noite toda. E passeou pela casa tipo zombie. Não conseguimos dormir mais de uma hora seguida sem que ele desse sinal da sua linda (NOT) voz. Depois de duas noites a deitar-me às 3h30 e de um Domingo a trabalhar era tudo o que eu não queria.

Portanto, Mr. Tomatoe, BE AFRAID. BE VERY AFRAID!!!
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