sexta-feira, 12 de abril de 2013

Certezas

Os meus amigos são o mais importante que existe na minha vida - não incluo neste grupo a minha família nuclear porque, pura e simplesmente, me parece óbvio que é insubstituível. Os meus amigos, na sua diversidade, puxam por mim, ralham-me, espicaçam-me, ajudam-me, apoiam-me, divertem-me, chamam-me à atenção. No fundo, estão.

Sei que escrevo imenso sobre amigos. Demasiado, pensarão vós. O problema é que realmente são eles que fazem os meus dias mais brilhantes, razão pela qual não posso deixar de o fazer, mesmo que alguns achem aborrecido. No dia do meu aniversário fiz algo que não fazia há anos e que foi uma pequena antecipação daquilo que vai ser o 'nosso grande dia'. Juntei os amigos mais queridos, vindos de mundos tão diferentes, na mesma celebração. E podia não ter acontecido mais nada e podíamos ter ficado ali só a conversar uns com os outros, sem comida, sem bolo, sem vinho(s). Quando me encostei a um dos cantos da sala e olhei, era claro como água quem ali estava:

- Ali, sentados, os amigos das jantaradas. Sempre disponíveis. Que ligam para dizer que gostaram do texto que leram esta manhã no jornal, para discutir política ou para combinar um brunch com compras. O S. e a A. tornaram-se naqueles amigos sem os quais já não passo, mesmo que as nossas agendas sejam um desastre para acertar. Com eles há sempre boa disposição e disponibilidade garantidas.

- Depois, a V. e o D. Os de há mais tempo, ela, sobretudo. Que me surpreendem todos os dias, porque ainda que a vida nos tenha levado para caminhos tão diferentes, não se deixaram ir. Na praia, em casa, em aventuras que incluem caminhadas e bolhas nos pés, lá estão eles. Animados. Diretos. Simples. Genuínos. Fantásticos.

- A T. e o T. são sempre os mais atrasados a chegar. Mas são uns amores. Que se lembram das coisas mais engraçadas, que são uns pais exemplares, que trabalham incansavelmente mas têm sempre  tempo para os amigos. Que tomaram decisões fantásticas e que são pessoas de tanto mas tanto valor que até me custa ter que os descrever. Porque será sempre injusto.

- No outro canto, o R. e a M. Amigos mais recentes, que devagarinho se foram chegando e encontrando o seu lugar. A M. espicaça-me. Puxa por mim. Tem o olhar objetivo que às vezes o meu entusiamo por tudo tolda. É uma amiga super atenta que não se esquece de traçar um plano muito claro para os nossos futuros e fazer-me olhar para ele como quem diz: atenta que já não temos 18 anos. Há decisões agora que são importantes...

- Ao lado deles o D., um amigo sui generis, que tem uma boa onda capaz de animar qualquer um. Que passa um Domingo à tarde a arranjar estores, se pedirmos, e que se senta connosco a contar as histórias mais mirabolantes das suas aventuras e desventuras amorosas. Um coração mole que adoramos.

- A C. e o P. chegam a correr, como sempre, animados, divertidos, atentos. A C. tem um estilo muito próprio mas é impossível não gostar dela. Acutilante, divertida, inteligente, informada. E uma eterna indecisa. Adoro-a. De verdade.

- E na conversa com eles estão o L. e a I., que são quase impossíveis de descrever. Estão sempre - mas é mesmo sempre!! - bem dispostos, elétricos e completamente loucos. E são das pessoas mais generosas que nos cruzam ao caminho. Amigos daqueles a sério, com quem gostamos de passar férias, com quem a conversa nunca se esgota. Amigos com projetos bons, com ideias maravilhosas...[e que ainda por cima cozinham sempre. Um mimo]

- Daquele lado, mesmo ao lado da mesa, os quatro inseparáveis que eram amigos dele e agora também são meus. Que carregam mesas, partem molduras, fazem festas-surpresa...tudo o que possam imaginar. São os mais novos. Mas já são dos melhores.

-  E a L. e a C., que entretanto chegaram e saíram, que enchem sempre a casa de gargalhadas e de bolos, e que estão sempre prontas para a festa? A C. conheci por intermédio da L. mas já não passo sem ela. Sem elas. Que me dão os jantares mais divertidos, as conversas mais idiotas e os conselhos mais parvos de sempre. às vezes. às vezes dão dos bons ;) .

- E claro, a M. e a T. Que chegam aos gritos, acordam a vizinhança, espalham coisas pela mesa, passeiam pela casa toda, e ficam até depois de todos os outros se irem embora. A M. e T. que não pedem atenção, não se furtam a disparates diversos - sobretudo se ninguém está a ver - e que estão sempre bem dispostas. Nesse dia ficaram, comentaram tudo até à exaustão, e quando enfim sucumbiram ao cansaço, não deixaram o prédio sem avisar a vizinhança que o faziam. Ora pois.

Podia ficar horas a escrever sobre eles. Sobre os amigos. Os bons. Aqueles que permanecem.Por hoje é isto. Que já me acalmou o coração, palpitante, que dizia: escreve, fala, mostra, elogia. Porque eles merecem. Mesmo que não leiam este blogue.


2 comentários:

  1. <3 não sei o que dizer, a não ser: vamos continuar a fazer o mesmo por muitos e bons anos. sabes que a amizade é... O maior compromisso!

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