quinta-feira, 30 de maio de 2013

Entrega

Respirar fundo e entregar. Tudo. A vida, as decisões, as escolhas. Respirar fundo, sorrir e deixar andar. Que a vida e Ele darão conta do recado. Saberão o que é melhor. Respirar fundo e agradecer todos os dias as pessoas que nos cruzam o caminho. Fazer delas porto-seguro, porto de abrigo. Respirar fundo que a vida é demasiado boa par anão ser vivida em descanso e plenitude.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Happy Birthday, J.

No dia de aniversário do esposo [ahahah!], decidimos ir jantar fora, só os dois, para uma comemoração tranquila e sem confusão, visto que o regresso da lua-de-mel foi absurdamente traumático para nós. Surpresa para mim, fomos ao recém-aberto Cais da Pedra, e não podia deixar de partilhar convosco a experiência!

Eu tinha gostado muito da comida do Sá Pessoa quando experimentei o Alma, embora este, obviamente, seja totalmente diferente. Anyway, como tivemos que esperar 20 minutos por uma mesa - porque obviamente não nos passou pela cabeça que estivesse cheio a uma terça-feira - aproveitámos para beber uns cocktails absolutamente deliciosos no bar, à entrada. O meu foi escolha do barman, o dele foi escolha nossa. Divinais, é o que vos digo.



Seguimos para o jantar de hamburguers e batatas e molhos e temperos e vinho do bom e foi absolutamente delicioso. O Henrique Sá Pessoa tem o tipo de cozinha de que eu gosto: despretensiosa mas com um quê de charme, muito bem executada e com ingredientes muito muito bons. Até o pão das entradas é ótimo. Não conseguimos provar as sobremesas porque ficámos absurdamente empanturrados, mas elegemos o Cais como um dos lugares para voltar - algo que praticamente não tem acontecido nas nossas mais recentes descobertas gastronómicas. Thumbs up!



Para além do mais, tem vista para o Tejo. Remate final :)

terça-feira, 28 de maio de 2013

Uma questão de timing


As relações são uma coisa divertida, mais que não seja porque podem ser analisadas de mil pontos de vista. E se há quem acredite em destino, facto é que tudo também é uma questão de timing. No nosso caso, por exemplo, sem dúvida que foi destino - sendo que eu cá acredito mais que Ele é que destine o nosso destino - mas foi muito uma questão de timing. Quando nos conhecemos, eu estava um caco. Estava emocionalmente destruída por uma relação que nunca chegara a ser, mas que me ficara - ficou - para sempre gravada no coração. Durante alguns anos - sim, anos - fechei o meu coração e queria saber de pouco no mundo. Todo o grande amor, só é bem grande se for triste, já dizia Jobim.

O João pegou em mim, apanhou os cacos e foi reconstruindo, sem que eu desse conta, o meu pequeno coração tão ferido. Limpou-me lágrimas, fez-me sair de casa, foi o amigo-para-todas-as-ocasiões. E para mim não podia passar disso. De um amigo. Porque era demasiado pensar em outra coisa. Não o podia fazer com alguém de quem gostava tanto e não sabia. Parece que a nossa mente nos quer, inconscientemente, proteger de novas dores, de novos sofrimentos.

Depois os anos passaram. Nós fomos reconstruindo as nossas vidas, longe um do outro, sempre ligados por um passado que nos ligava e por um futuro que , adivinhava-se já, passava pelo caminho um do outro. Fomos tendo as nossas pessoas, que nos fizeram crescer, que apareceram no timing certo para o que precisávamos: conhecer, crescer, bater com a cabeça na parede. Namorar é mesmo para isso. Para conhecer a pessoa. Para descobrir se é ou não o queremos para o resto da vida. Não é preciso ser para casar, sempre disse a minha mãe. E em todos os namoros que tive, pelo menos uma certeza se firmava: aquilo não era o que eu queria para o resto da vida. - creio que ele descobriu mesmo, ou não estaríamos onde estamos hoje!

Mas de repente o timing foi o certo. Passados anos - muitos - eu tinha um coração curado e a certeza de que a questão não tinha sido eu. Tinha sido Ele. Que queria para mim outro caminho que não aquele que em tempos eu achara que fazia sentido. Finalmente a auto-estima voltou, com todas as alegrias fenomenais que isso pode trazer: sentia-me mais bonita, mais confiante, mais certa do que queria para a vida. Um homem que saiba o que quer e que saiba que me quer a mim

Um almoço, um jantar, uma conversa, uma exposição, uma venda de garagem... e de repente, no timing certo, a certeza de que éramos nós que fazíamos sentido. Agora sim, no timing certo. Dos dois. Agora tínhamos os dois a certeza de que estávamos prontos para ser melhores para e um com o outro. 

Por isso sim, acredito que as relações, as melhores, são também uma questão de timing. E nós cá estamos como prova disso mesmo :)

Wedding: a Quinta

Foi possivelmente a nossa escolha mais rápida, à semelhança do restaurante responsável pelo catering. A Quinta do Sanguinhal faz parte da minha vida praticamente desde sempre, uma vez que fica ao lado da vila onde morei desde miúda.

Para além disso, a família a quem pertence é, possivelmente, das melhores e mais amorosas que algum dia conhecerei. São amigos dos meus pais há muitos anos e temos com eles uma relação que não nos poderia fazer ir para outro sítio. Para além disto tudo, tínhamos a garantia de qualidade assegurada, algo que me preocupa nestas coisas. Portanto, e depois de consultar o noivo, a escolha foi rápida e assertiva: a receção e jantar seriam na Quinta do Sanguinhal, mesmo que ainda não tivéssemos decidido onde seria a cerimónia.

Outro elemento que pesou na nossa decisão foi o facto de a Quinta não ter uma tenda, mas sim um edifício-a-sério para a refeição. Não somos adeptos de tendas, que por norma são ou demasiado quentes ou demasiado frias e que implicam toda uma logística com a qual não gostaríamos de lidar. Acrescentem a isto um cenário totalmente campestre, em que só se vê verde, castanho e alguns pontilhados de cor - visto que já era Primavera - e tínhamos o cenário perfeito para o que queríamos: sentirmo-nos confortáveis, quase como se estivéssemos em nossa casa.

E foi praticamente isso que aconteceu. A receção foi servida no jardim das traseiras daquela casa que conheço tão bem, e à porta estavam algumas das pessoas que fizeram do nosso casamento uma festa tão bonita: a M., que fez uns arranjos lindos para as mesas e que tratou da logística toda; a A. que tratou de tudo - até daquilo que nos esquecemos - sempre com um sorriso nos lábios e uma boa disposição contagiante; e a Tia M. que nos deu a alegria da sua presença ao jantar. E apesar do ventinho que obviamente não podia deixar de se fazer sentir, o cenário não podia ter sido mais perfeito. tirámos fotografias no tanque, junto ao poço, nos jardins que antecedem as vinhas..de sonho! :)

A sala do jantar não destoou e estava exatamente como tínhamos imaginado: simples, campestre, acolhedora e quentinha...tudo aquilo de que gostamos e sem sequer termos tido que nos preocupar. Tudo foi tratado pelas pessoas que fazem da Quinta do Sanguinhal um sítio tão fantástico, porque se entregam e ajudam sem que tenhamos que nos preocupar com nada, como se a festa fosse deles.




Todos os direito reservados por Diogo Maurício

Todos os direitos reservados por Diogo Maurício





Growing up is f*cking hard #2

Ser crescido é tramado. As preocupações diáarias passam de ver se 'a semanada chega para mais uma festa 'para 'o que vai ser o jantar'. E as decisões importantes são tanto mais do que 'o que vestir'. E o tempo? Que escorre entre os dedos enquanto parece que o que temos para fazer nunca mais acaba? E as despesas que não param de chegar, as tarefas que não têm fim, as festas que agora somos nós a planear, a responsabilidade de cuidar daqueles de quem gostamos porque agora é a nossa hora ?

Growing up is f*cking hard. Mas é a vida. Que ser criança também não é coisa que se queira para sempre.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Colichio-my-love


Nos meus tempos de Brasil, a minha amiga-quase-irmã viciou-me nas primeiras temporadas do Top Chef. Vai daí que eu nunca mais fui a mesma pessoa e a vontade de provar cada vez mais e melhor comida foi-se adensando com o tempo. Para além disso, desenvolvi um amor platónico pelo Tom Colichio, o meu chef  de eleição mesmo sem provar nada dele.

Vai daí, não podia aproveitar melhor oportunidade do que estar em NYC, em lua-de-mel, para realizar um daqueles sonhos que só não era de criança porque não conhecia o Colichio nessa altura: ir a um dos restaurantes dele jantar com o meu sweet husband e a seguir sair, em plena Broadway, e rematar com um passeio nocturno pela cidade-mais-fabulosa-do-mundo (muito taco-a-taco com Paris, I must say).

E como seria de esperar, não houve desilusões. Fomos ao Craft Bar, comemos carne e peixe e rematámos com uma sobremesa esplêndida. O restaurante é fantástico, a comida estava absolutamente deliciosa e o nosso jantar foi mais do que um sucesso. O serviço foi praticamente perfeito e nem sequer o preço nos desiludiu!

E eu estou uma snob feita, a habituar o meu paladar a sabores completamente absurdos, e depois a ter que viver com a minha própria comida...ninguém merece ;)




Wedding: as Flores

O nosso casamento foi maravilhoso, que foi, mas também teve os seus quês. Por exemplo, as flores da Igreja foram uma mega aventura - sendo que é um facto que me preocupei pouco com elas. Mas adiante. A Igreja onde casámos é suficientemente cheia de talha dourada para precisar de poucas flores. Depois de passarmos três missas a olhar em volta, decidimos que só queríamos margaridas. Parece simples, não é? Margaridas coloridas, nada de flores nos bancos, e dois arranjos grandes no altar. Simples e eficaz.

E o que me aparece na Igreja no grande dia? Rosas (nossa), coroas imperiais (affff) e gerberas (menos mal). E perguntam vocês: e as margaridas? Pois é: no idea! Não havia uma margarida dentro daquele lugar. Minto! Havia algumas nos bancos porque as minhas madrinhas colocaram umas dentro dos tubinhos de ensaio amorosos que tínhamos comprado, de manhã. E havia outras no meu bouquet. Mas nos arranjos? Nem UMA! O que é maravilhoso, tendo em conta que eram as únicas flores que eu tinha pedido...

Oh well, pouparam-se uns quantos euros e só nos lembramos da questão quando revemos o vídeo e as fotos. Podia ter sido pior...

(podiam ter posto também estrelícias...)


quinta-feira, 23 de maio de 2013

Genial

Eu sou uma otimista por natureza. Há mesmo muitas pessoas que me não suportam porque eu tento, realmente, ver sempre o copo meio cheio de uma história. Claro que tenho os meus momentos, claro que às vezes acho que a minha vida vai ser sempre miserável, claro que tenho dias em que me apetece atirar tudo aos pardais e ir mudar-me para a casa [agora vazia] que os meus pais têm no campo, cortando nas despesas, e sendo feliz a trabalhar sabe-lá-Deus-a-fazer o quê.

SP, 12.03.2009

Mas hoje dei conta de que sou uma otimista por natureza porque tenho pessoas à minha volta que só espalham inspiração e otimismo. Eu sei que já falei do Hugo aqui umas quarenta e sete mil vezes - se não quiserem ouvir mais uma, é a altura de fecharem a janela. Mas é que hoje fui ouvir uma palestra do Hugo - um dos elementos da dupla criativa que criou o anúncio mais visto de sempre - e não posso deixar de falar do assunto.

O Hugo é um rapaz de pouco mais de trinta anos, de sorriso aberto e com um brilho nos olhos que só tem quem faz aquilo de que gosta. É publicitário, é genial e tem, sozinho, mais boa disposição que cinco portugueses juntos. O Hugo trabalha que se farta, tem ideias que se farta, como ele diz de si próprio, é "como o Isaías. Remato sempre que posso. Nove em cada dez vezes não se marca golo, mas quando se marca, pode ser um golaço".

O que o Hugo tem de sucesso compara, em diametral oposição, com o que tem de humildade. Acha sempre que as campanhas [muitas delas premiadas] foram "uma boa", mas encostar-se à sombra delas é coisa que não lhe passa pela cabeça. O Hugo fala como se ainda estivesse a provar ao mundo quanto vale, é a verdade é que ele não tem noção da forma como marca as pessoas por quem passa.

Hoje, na palestra que aconteceu numa sala da nossa antiga faculdade, parte dos lugares encheram-se de ex-alunos. Que o conheciam, que já tinham ouvido falar dele, que decidiram gastar o seu tempo ali. Porque com o Hugo aprende-se sempre alguma coisa, mais que não seja a lutar por aquilo que se quer muito. A cair e levantar até se chegar a um sítio. Aprende-se a sorrir e a tentar novamente. Aprende-se que ser mais e melhor só parte de cada um de nós e não do mundo em redor.

A vida do Hugo, que devia ser contada a todos os portugueses, é uma vida cheia de exemplo. E eu saí daquela sala, abraço dado, de coração apertado por não chegar nem aos pés daquele rapaz, meu amigo de há já uns anos, que a cada conversa me ensina que a  vida pode ser aquilo que nós fizermos dela. Que não depende 100% de nós, mas que depende uns 99%...

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Facebook

Pessoas diversas, hoje escrevo aqui, como já vem sendo hábito. Que isto de ser o verso da Lénia é um compromisso muito grande :)

E como o tempo tem sido pouco para escrever em muitos lados - e como também é a escrever que eu ganho a vida - isto tem sido mais dinâmico na nossa paginola do  Facebook. Quem é que ainda não segue aqui a chafarica? Aqui.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Parabéns!!

Já lá vão dez, mas a verdade é que este é que é o primeiro do resto das nossas - sobretudo da tua - vidas. Fomo-los passando mais ou menos juntos, a jantar, a beber um copo ou somente com um abraço ali entre o café no -1 e a aula de TRP.


LA, May 2013
 
O tempo foi passando, por nós, por ti, com os naturais obstáculos, desafios, vitórias e um montão de gargalhadas partilhadas. Passámos, desde que nos conhecemos, muito mais aniversários juntos que separados, creio. No teu penúltimo até deu para nos aborrecermos e mais tarde deitar tudo para trás das costas - como se vê :)

Foste crescendo de uma forma deliciosa: sempre focado no teu caminho, sempre sensato e, acima de tudo, sempre coerente em todas as decisões, fossem elas mais fáceis ou difíceis. Nunca conheci ninguém que respeitasse tanto os outros como tu - e por isso te aborreces tanto por eu me aborrecer com opiniões diferentes da minha. Aprendo contigo, a cada dia, que se pode ser mais e melhor, com menos aborrecimentos e mais gargalhadas. Mantiveste sempre esse sorriso aberto mesmo quando a vida te decidiu não sorrir. Como tão bem escreveu o L., fazes da felicidade dos outros o caminho da tua própria felicidade, o que faz da tua vivência uma constante dádiva ao mundo. E aos que têm a sorte de fazer parte do teu.

E obrigad(inh)a por me deixares ser parte dele. No fundo, e como sempre, obrigada por seres.

Hoje o dia é teu! Parabéns, marido!!

[Que este é o primeiro ano em que posso usar este vocativo foleiríssimo para te felicitar e eu não podia deixar escapar! ;)]

She's back :)

Quantos anos terão passado? No outro dia pus-me a tentar fazer contas, e a verdade é que já não tenho bem a certeza. Creio que são uns 16, de qualquer forma. Acho que, na verdade, ainda nos conhecemos de lenço amarelo, mas que realmente só passando para o verde nos tornámos amigas de verdade.

Noites de frio e de calor. Cansaço físico levado ao extremo. Exercício, dietas, Malhação, torradas com capuccino em frente à lareira de tua casa. Músicas, teatrinhos, atividades diversas e scones com chá em frente à lareira de minha casa. Passámos pelos amores e desamores de adolescentes, de jovens e de mulheres feitas, já. Chorámos os dramas dos cortes de cabelo a mais, das noites mal dormidas da faculdade; fomos a concertos, ao cinema ou somente jantar a duas ou com mais amigas. Partilhámos noites de demasiado álcool, de pouco sono, de gargalhadas que nunca mais acabaram entre 'ela está cheia de Halibut na cara' e por aí em diante.

Contigo o difícil tornou-se cada vez mais fácil porque crescemos juntas, sofremos juntas, caímos juntas, tomámos decisões juntas, tantas vezes. Dos dezasseis anos que conto - conta também tu que podem não ser - passámos uns quantos separadas. Houve Bruxelas, Milão, Barcelona, Índia e Brasil (curiosamente este último foi das duas ainda que em períodos de tempo desfasados). Sentiste-nos longe? Eu não... É maravilhoso como nem continentes e oceanos enormes e distantes têm poder para apagar tanta história que ficou escrita das nossas vidas. A Eslováquia, os Açores, os disparates nos aeroportos... Os avisos, as lágrimas, as dores e as canções que repetíamos sem parar: 'um amigo é um bem / um tesouro que se tem...', lembras-te? :)

Agora, pessoas crescidas - mulheres casadas, tu já mãe - a História continua a escrever-se, entre nós, exatamente como antes. É quase assustador a forma como me pareces sempre presente mesmo quando a vida nos prega rasteiras e nos afasta em momentos tão importantes. Estás presente com esse sorriso gigante e esse cabelo-louro-de-sol-de-Verão.

E eu só consigo agradecer todos os dias por te teres cruzado no meu caminho e seres, ainda hoje, minha amiga do coração, pessoa-conchinha que sabe de mim mais do que eu própria.

Que bom que voltaste! Tinha tantas saudades :)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

HoneyMoon #1

Organizar casamentos e casar cansa - é muita agitação, muito beijinho, muita beleza junta - e como tal, rematar com uma das nossas viagens de sonho foi a cerejinha  no topo do bolo. Sabíamos que não queríamos ir para um 'resort' durante duas semanas - nem durante uma - que não somos pessoas com paciência para isso.

Também não queríamos Europa e, na impossbilidade de ir até à Austrália - está no topo dos sonhos, mas ainda é ligeiramente mais caro do que daria para pagar - fomos para o outro lado: a viagem começou em São Francisco, na Califórnia, continuou pela costa Oeste [de carro] até LA e depois uma semaninha em Nova Iorque.

Em resumo? De sonho.

As fotos e os 'must see and do' vêem mais tarde. Agora fiquem só com uma imagenZinha da vista que tivemos durante uns dias*

San Francisco, 04.2013

domingo, 19 de maio de 2013

Wedding: as fotografias e o vídeo (agora sim!)

Como se foram apercebendo - acho eu - com os textos sobre a organização do nosso mega dia, eu sou uma pessoa poupada. Detesto os disparates de se gastar rios de dinheiro "porque é um dia único na vossa vida", e detesto que me digam que "tem que ser aquela pessoa a fazer porque é a melhor..." e quando vamos ver não só o trabalho não é transcendente como nos cobra um absurdo.

Quando chegou a hora de escolher o fotógrafo, havia duas ou três coisas que sabíamos sobre as fotos do dia do casamento: não queríamos a tradicional sessão, que inclui fotógrafo em casa, bla bla bla, e as fotos da praxe. Queríamos alguém que apanhasse a nossa essência.E que já agora não levasse preços disparatados - os 'fotógrafos da moda' andam a fazer orçamentos em que a base são 1.700 euros. I mean...seriously?! É que mesmo que quiséssemos era coisa que não podíamos pagar, pelo que a coisa se adivinhava complicada.

Portanto, lembrámo-nos de um ex-caloiro-conhecido-amigo que tinha feito umas fotos ótimas no casamento de uma amiga nossa, há uns dois anos, e perguntámos-lhe se por acaso não queria fazer também o nosso - ele não faz casamentos, por norma, mas para além de nos conhecer sabíamos que tinha tudo o que nós queríamos: a técnica, a descontração, o olho... Para além disso, se vou pagar por um trabalho, prefiro então que esse dinheiro ajude pessoas cuja qualidade eu reconheço e que me são próximas.

Tendo ele aceitado as fotos, aproveitámos e pedimos-lhe também que fizesse o vídeo e o trabalho saiu, como seria de esperar, fantástico. Não há, até agora, uma pessoa que se não tenha emocionado com o vídeo [que aprovámos à primeira]. Não escolhemos um plano, não escolhemos a música, nada: ele, pura e simplesmente, soube ler-nos e aquilo que mais ouvimos até hoje foi "o vídeo está a vossa cara!".
E claro que eu ando a correr as fotografias TODOS os dias desde que as recebi, com vontade de as emoldurar e espalhar todas pela casa, de tão bonitas que estão todas. A luz, as cores, a edição...

Portanto, ter escolhido o João Cunha [que teve a ajuda do Diogo na fotografia] foi até agora, uma das decisões de que mais nos orgulhamos. Porque para além de confirmar que ele é um fantástico profissional, nós ainda nos divertimos bastante, sem o drama do fotógrafo que quer as poses mais sinistras do mundo, e com imagens fantásticas [ainda sem ser num álbum] que, temos a certeza, nos vão fazer sorrir sempre que olharmos para elas.

Todos os direitos reservados por João Cunha

Todos os direitos reservados por João Cunha

sexta-feira, 17 de maio de 2013

"Como uma flor..."*



 [imagem retirada da internet]

Eu não sou amiga de metades. Nunca fui por uma razão muito simples: não o sei ser. Confesso que não percebo as pessoas que só estão disponíveis às vezes, que não têm tempo - e eu por norma tenho pouco - que nunca podem, a quem as semanas não chegam. Não percebo porque sempre me ensinaram que, quando se quer, se tem tempo para tudo. Para todos, sobretudo.

Claro que há alturas malditas: que o trabalho não pára de chegar, que há mil coisas marcadas na agenda, que os dias não chegam para tudo. Mas depois desses dias, eu sou do género de trocar o sofá pelos lanches, os jantares, os pequenos-almoços com os amigos. Porque a minha vida é feita de pessoas e não de sofás.

Ah, mas descansar é preciso. Verdade. Aliás, ontem à noite já me estava a queixar do fim-de-semana que aí vem, cheio de compromissos e de tarefas que já não podem esperar mais - parecendo que não estive três semanas 'fora do ativo', e a agenda ressente-se. Sim, descansar é preciso. Mas sinto que há quem chame de descanso à preguiça e é isso que me aborrece.

A amizade dá trabalho. Como tudo na vida, dá trabalho. Às vezes cansa. Muito. Mas quando precisamos de alguém que nos ralhe, que nos conforte, que nos ajude a pensar, que nos abrace, que nos sorria, que nos ouça, que nos obrigue a parar, quem o faz não é o sofá. São os amigos. E eu não me sinto no direito de pedir se não der.

E por isso custa-me ver que há a quem custe tanto enviar um SMS. Responder a um mail. Arranjar tempo para um almoço. Escrever três linhas no Skype, no Facebook. Fazer uma chamada de um minuto. Para dizer olá. Para dar um beijinho. Para saber se a pessoa está viva. Somente. Ou para dizer: não tenho tido tempo para combinar nada. Desculpa. Gosto muito de ti.

E é por ver pessoas assim à minha volta que gosto cada vez mais das minhas pessoas. Que se preocupam. Que perguntam. Que estão disponíveis [até para me tratar do gato quando estou fora]. Que arranjam tempo mesmo quando ele teima em fugir. Que se importam, não importa quantos mil quilómetros nos separem.

*"...tem que ser regada todos os dias"

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Operação Verão

A decisão já tinha sido tomada no ano passado, mas este ano é que tomou jeito. Disse adeus aos biquinis e regressei aos fatos de banho - maiô para vocês, queridas amigas brasileiras. E porquê?

Primeiro, porque me sinto muito menos elegante do que antes. E lamento, mas eu não acho que seja bonito ver pessoas com barriguinha a usar biquini. Acho que um biquini pode ser lindo se no corpo certo. Sem ele, é só muito mau - e eu não quero ser a pequena orca das praias a que vou.

Depois, porque cada vez mais acho os fatos de banho muito mais elegantes. Em qualquer pessoa. E sinto-me claramente mais confortável ao usar um. Portanto, já fiz a primeira compra do Verão e estou a preparar-me para fazer mais uma, que não há melhor do que ter várias opções para atravessar o tempo de praia.

Amanhã espero ter algum tempo para ir experimentar uns que já tenho debaixo de olho, a ver se puxo o calor. E por aí? Já se anda na saga dos biquis, as well?! :)


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Wedding: os acessórios

Como já repararam, o vestido era super simples, e portanto, os acessórios também não se queriam nada de especial. Não levei pulseira, o único anel que constava era o de noivado e só levei brincos e uma travessa no cabelo - porque, again, não levava véu! Tanto uma coisa como outra foram emprestadas por amigas-muito-queridas. E assim se cumpria mais uma parte do ditado [something borrowed...]
O cabelo ficou precisamente, também, como eu queria. A minha cabeleireira e maquilhadora - mas a make up fica para outro dia - [vinda diretamente de São Martinho do Porto] conhece-me como ninguém e portanto fez uma coisa que tem tudo a ver comigo. E digo-vos que não houve um cabelo a sair do lugar até às 5h da manhã!;)






E claro, o bouquet...O bouquet foi a coisa mais linda, feita pela amiga-madinha mais talentosa. A Mary, para além de ser uma ótima jornalista - e uma mega amiga - é também uma miúda cheia de talentos escondidos. E portanto, fez o único bouquet que eu poderia alguma vez levar: colorido, leve, simples e feito com muito amor :) A saber: peónias, rosas e margaridas!


 

terça-feira, 14 de maio de 2013

Wedding: o vestido #2

[Cliquem para aumentar. Que assim podem ver todos os pormenores ;)] 

Newly weds!


o sobrinho levou as alianças


Ainda em casa


À saída, com a nossa 'mega-amiga-mega-mestre-de-cerimónias'

Wedding: o vestido

Foi uma saga pequenina, a coisa do vestido. Depois de experimentar uns quantos vestidos em lojas diversas - na verdade acho que foi só na Pronovias e na Rosa Clará -, o clique deu-se logo num dos primeiros. Houve outros muito bonitos, fantásticos, giros, mas aquele foi amo à primeira vista assim que me vi ao espelho. Não queria nada de muito espetacular - nada de rendas, nada de tules, nada de muito suspiro wannabe - que eu sou uma pessoa de gostos simples.

As costas do vestido, curiosamente, foram as primeiras a ser escolhidas, e foram sugestão da Mary - a madrinha-fofinha-que-também-fez-o-meu-bouquet. Portanto, basicamente a questão era escolher um vestido que se adequasse às costas que eu queria. Depois era colocar tudo nas mão da minha costureira de sempre e esperar. Isto porque também já tinha decidido que não iria pagar os preços absurdos que pedem por um vestido de noiva com a teoria de que "é um dia mágico". Que é. Mas eu não gasto 2.000 euros para um vestido que vou usar durante 12 horas. Portanto, foi certificar-me que a senhora costureira me fazia o vestido e não pensar mais no assunto.

Nos entretantos, também decidi utilizar o bordado guipur que a minha mãe tinha usado no vestido de noiva dela, há quase 40 anos [something old, something new...].

Modelo escolhido, conversa com a costureira, partir em busca do tecido. Sair de Lisboa para garantir que não me levavam o couro e o cabelo mas comprar numa boa loja de tecidos. Sem dar conta, acabei por escolher e comprar exatamente o mesmo tecido que Sua Alteza Real Kate Middleton utilizou no seu vestido de noiva. Não foi assinado pelo atelier Alexander McQueen mas quase ;)

Entretanto, como não ia levar véu - eu não gosto de véus, não percebo a sua utilidade e seria muito difícil alguém obrigar-me a usar um ;) - convinha arranjar algo que me tapasse os ombros durante a celebração [e que me ajudasse a não morrer de frio, uma vez que o tempo em Abril é tão incerto como nos Açores]. Portanto, arranjei uma estola de pelo branco que ficou lindamente e que era quentinha que só ela.E depois de diversos contratempos, que incluíram uma gripe violenta e um pé partido da costureira, o que reduziu o número de provas para apenas três, lá estava ele: exatamente como o tinha imaginado!

E sabem que mais? Senti-me realmente maravilhosa no vestido que escolhi. E se fosse hoje escolheria exatamente o mesmo!! O resultado foi uma mistura de um modelo da Rosa Clará e de um vestido da Pronovias, fenomenalmente executado pela melhor costureira do mundo: a minha!

O bordado da mãe; as costas; uma das provas do vestido; a estola, durante a cerimónia.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

"Sobre o Amor", disse ela


(Museum Of Modern Art, NYC, May 2013)
Faz sentido. O primeiro texto da saga de textos sobre os dias que se passaram teria que ser sobre o Amor. Ela (a minha amiga-quase-irmã) assim o sugeriu, e realmente faz sentido. Por que por mais cliché que possa parecer, sem ele, o Amor, nada do que teria passado se passou.

Não creio que tenha nada de novo a dizer sobre o Amor. Poderei ter algo diferente para dizer sobre o meu, o nosso amor. Mas esse é tão nosso que sei lá eu se se aplica a quem por aqui passa e nos lê. Mas bom, o Amor..

O nosso amor é bom. É um daqueles amores que se foi construindo sem que nos déssemos conta, firmado numa amizade que sabíamos - sempre soubemos - especial. No nosso amor há sorrisos, confiança e cumplicidade. No nosso amor há, acima de tudo, serenidade e espaço individual que nos permite ser mais e melhores quando estamos juntos. No nosso amor há respeito, há conforto e há silêncio. Muito silêncio - e embora seja eu a pessoa mais faladora do mundo, nada me dá mais conforto do que umas horas de silêncio de vez em quando. Um silêncio bom, de paz. No nosso amor há poucas discussões e há muita verdade. Que um amor sem verdade não é verdadeiro e nós não queremos ser pessoas de não amor. Mas acima de tudo, no nosso amor há muita parvoíce. 

Uma parvoíce que nos deixa sãos quando o mundo parece todo louco. Uma parvoíce que nos diverte e acalma e nos afasta da vida real durante aqueles instantes só nossos, cheios de disparates e tonterias de que tanto gostamos. No nosso amor há certezas. E foram essas que nos levaram àquele que foi até agora o dia mais feliz da minha vida: a certeza de que quero sempre sempre voltar para os braços dele, porque é lá que está o meu porto seguro. É nos seus olhos que me perco e me escondo. E é no seu sorriso que ganho a força para o que a vida nos reserva. E essa certeza, de que o amo e de que o quero amar, é uma certeza que apenas o verdadeiro Amor nos dá. 

E por isso mesmo, passar a vida toda com ele tornou-se simplesmente óbvio. E por isso, sob o olhar de todos os que são importantes para nós, e sob o olhar d'Ele, dissemos sim um ao outro. Para sempre. Como o Amor deve ser.

sábado, 11 de maio de 2013

...e já se acabou

foi ótimo, foi lindo, foi maravilhoso. Houve passeios, praias, comida, comida, comida, namoro do bom e muitas coisas novas. Foi maravilhoso. Mas já acabou. E agora aquela mala gigante está ali a olhar para mim como quem diz esquece-te de me desfazer que eu digo o que faço à tua roupa nova. E é isto. Agora vou ali dormir e para a semana conto-vos tudo das duas primeiras semanas como senhora casada. E do dia do casamento. E do vestido. E dos acessórios. E da festa e tudo e tudo e tudo!!

Fica só uma fotinha do que ficou para trás!!

Até já!!



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