terça-feira, 14 de maio de 2013

Wedding: o vestido

Foi uma saga pequenina, a coisa do vestido. Depois de experimentar uns quantos vestidos em lojas diversas - na verdade acho que foi só na Pronovias e na Rosa Clará -, o clique deu-se logo num dos primeiros. Houve outros muito bonitos, fantásticos, giros, mas aquele foi amo à primeira vista assim que me vi ao espelho. Não queria nada de muito espetacular - nada de rendas, nada de tules, nada de muito suspiro wannabe - que eu sou uma pessoa de gostos simples.

As costas do vestido, curiosamente, foram as primeiras a ser escolhidas, e foram sugestão da Mary - a madrinha-fofinha-que-também-fez-o-meu-bouquet. Portanto, basicamente a questão era escolher um vestido que se adequasse às costas que eu queria. Depois era colocar tudo nas mão da minha costureira de sempre e esperar. Isto porque também já tinha decidido que não iria pagar os preços absurdos que pedem por um vestido de noiva com a teoria de que "é um dia mágico". Que é. Mas eu não gasto 2.000 euros para um vestido que vou usar durante 12 horas. Portanto, foi certificar-me que a senhora costureira me fazia o vestido e não pensar mais no assunto.

Nos entretantos, também decidi utilizar o bordado guipur que a minha mãe tinha usado no vestido de noiva dela, há quase 40 anos [something old, something new...].

Modelo escolhido, conversa com a costureira, partir em busca do tecido. Sair de Lisboa para garantir que não me levavam o couro e o cabelo mas comprar numa boa loja de tecidos. Sem dar conta, acabei por escolher e comprar exatamente o mesmo tecido que Sua Alteza Real Kate Middleton utilizou no seu vestido de noiva. Não foi assinado pelo atelier Alexander McQueen mas quase ;)

Entretanto, como não ia levar véu - eu não gosto de véus, não percebo a sua utilidade e seria muito difícil alguém obrigar-me a usar um ;) - convinha arranjar algo que me tapasse os ombros durante a celebração [e que me ajudasse a não morrer de frio, uma vez que o tempo em Abril é tão incerto como nos Açores]. Portanto, arranjei uma estola de pelo branco que ficou lindamente e que era quentinha que só ela.E depois de diversos contratempos, que incluíram uma gripe violenta e um pé partido da costureira, o que reduziu o número de provas para apenas três, lá estava ele: exatamente como o tinha imaginado!

E sabem que mais? Senti-me realmente maravilhosa no vestido que escolhi. E se fosse hoje escolheria exatamente o mesmo!! O resultado foi uma mistura de um modelo da Rosa Clará e de um vestido da Pronovias, fenomenalmente executado pela melhor costureira do mundo: a minha!

O bordado da mãe; as costas; uma das provas do vestido; a estola, durante a cerimónia.

2 comentários:

  1. E os vestidos mais simples são sempre os mais bonitos. Muito bonita mesmo :)

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