quarta-feira, 31 de julho de 2013

Amor ou não-amor?

Às vezes ficamos confusos em relação às pessoas que consideramos ser as mais importantes do mundo. É uma coisa natural e que se vai alterando com os estágios da vida. No início, temos a certeza de que não há pessoa mais importante que a nossa mãe. Depois o pai vem tomando lugar, devagarinho, ao lado dela. Os irmãos, quando tomamos consciência deles, oscilam ali entre os mais odiados e os mais importantes. É o ciclo natural da coisa.

E vamos crescendo e notando que os amigos afinal são os mais importantes: vamos ser amigos para sempre, vamos viver juntos para sempre, vamos partilhar tudo e tudo e tudo. É a adolescência e as hormonas e o nosso cérebro um pouco louco. Natural e bonito de se viver, anyway. E continuamos a crescer. Na faculdade - ou no trabalho - começamos a ser mais selectivos. Já não é tão fácil fazer amigos, muito menos dar-lhes um lugar de destaque no nosso coração e na nossa vida. As pessoas mais importantes continuam a ser quase sempre as mesmas que na infância, com uma 'importância' diferente, porque mais sentida. Mais sábia. Mais responsável.

Até que conhecemos a pessoa que nos enche os dias. Que nos protege nas adversidades, que nos felicita e celebra connosco nos sucessos, que nos faz sentir plenos e preenchidos. A pessoa que toma rapidamente o primeiro lugar entre os mais importantes da nossa vida, por que, afinal, aquela pessoa É a nossa vida. E vai sê-la, desde o momento em que descobrimos que o é, até ao final dos nossos dias.

Por isso, quando temos uma decisão sobre o 'nós' a tomar, há esta coisa fantástica - e de que tantas vezes nos esquecemos - que é o facto de só uma pessoa importar. Aquela que é a nossa pessoa. O amor da nossa vida. Quem escolhemos para passar connosco tudo o que temos para viver.

É nela que temos que nos focar quando tentamos fazer o mais acertado São os seus sentimentos que importam, é a forma como ela abraça a nossa decisão. Só ela: não são os amigos, não é a família. A única pessoa que importa quando tomo uma decisão que me implica e ao meu marido, a única opinião, os sentimentos e o  único coração que importam são os dele.

 E se o meu amor não for suficiente para pensar assim, tenho, tenho mesmo que pensar se o benefício da minha decisão justifica causar uma ferida que jamais conseguirei sarar. Porque quando magoamos deixamos ferida aberta que não passa. Fecha, sim, mas não sara.

E se acreditar que justifica, então tenho que pensar se realmente amo a pessoa com quem estou...

[Já lêem cenas diversas no Facebook? :) ]

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Idade ou hormonas?

Qual é o momento em que deixamos de ser amigos-normais e passamos a ser amigos-que-não-se-importam? Ando a pensar nisto desde qu,e no outro dia, a F. me disse que essa era a razão pela qual faltava sempre mais ao meu aniversário - tem uma amiga que faz anos exatamente no mesmo dia: porque tu entendes e não te aborreces.

Esta resposta, que antes me deixava orgulhosa, agora começa a angustiar-me. Deve ser da idade. Mas a verdade é que esta coisa do tu nunca te chateias não é tão verdade quanto isso. Que tento entender? Sim. Que tento não ficar aborrecida? Sim. Mas porque gosto das pessoas. Porque compreendo que seja preciso fazer cedências. Não porque não me aborreça, mas porque também eu tenho que fazer escolhas, de vez em quando, e sei como costumam ser difíceis.

O problema - o grande, enorme problema - que tem chegado com a idade [ou com as hormonas, sei lá eu], é que cada vez entendo menos e me aborreço mais. Não porque não tente entender ou porque não tente ficar aborrecida. Mas porque começo a esgotar os meus créditos de não aborrecimento. Porque apesar de tentar, todos os dias, I am not getting better at it.

Quando tenho de optar entre programas com uns amigos ou outros, obviamente que tento alternar: se na semana passada estive convosco então na outra estou com outros e vice-versa. Perceber que somos sempre os preteridos porque não nos aborrecemos e entendemos é algo que - novamente - com a idade, começa a magoar mais do que seria suposto.Muitas vezes fica aquela sensação de que somos ótimos amigos quando é preciso resolver problemas. Quando se quer ouvir o que outros não conseguem dizer. Quando se precisa de um conselho ou quando se precisa de um favor. E depois, somos os amigos preteridos porque não nos aborrecemos. Ou melhor ainda, porque és mais do que só amiga. Esta última razão também é boa para justificar escolhas, esquecimentos ou decisões. Porque és mais do que simplesmente amiga tornou-se o novo preto: resulta sempre. Porque contra isto não pode haver argumentos: se não somos convidados é porque ia pouca gente e eu sabia que ias entender. Se não somos escolhidos para algo é porque não precisas! És muito mais do que isso. Se não nos agradecem é porque é tão natural que faças, que aceites, que estejas...porque é como se fosses da família.

Acredito que tenha sido sempre assim e que isto sempre tenha feito sentido. Atualmente deixou de fazer. Porque também gostamos de receber quando damos, mesmo que não façamos uma coisa para ter outra. Porque também nos importamos. E nos aborrecemos.



quinta-feira, 25 de julho de 2013

Microalgas

Já era fã da Criada Malcriada. Depois desta entrevista fiquei ainda mais. Para além disso, roubei a ideia de começar a chamar às pessoas 'microalga'. Love it!


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Confissão

Desgracei-me nos saldos da Mango [online]. E um bocadinho nos da Foreva. E da Springfield. E de outros lugares cujos nomes não vou revelar.

Raios.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Podia ser publicidade, mas não é...

[Este post é, inevitavelmente, dedicado à minha amiga-quase-irmã ;)]

Eu sou uma pessoa poupada. A sério. Tenho um devaneio ou outro, tenho obviamente umas manias, mas sou, no geral, uma pessoa poupada. Odeio gastar dinheiro absurdamente e ando sempre à caça de promoções. Razão pela qual já desisti, por exemplo, de fazer compras em outros supermercados que não o Pingo Doce - e não, eu não ganho nada com isto, não tenho nada a ver com o supermercado e isto não é publicidade (até porque, como já aqui disse quando escrevi sobre o Nuno, eu só falo e escrevo sobre coisas de que gosto! ;). Uff. 

Continuando: como odeio gastar dinheiro absurdamente, já fiz trinta mil contas, já fiz a mesma lista de compras em vários supermercados, já testei as promoções, e acabo sempre a ir ao mesmo. Obviamente que isto não se discute, que os gostos de supermercado são muito pessoais - pelo menos, eu acho que são. Mas ainda hoje, por exemplo, dei por mim a olhar, estupefacta para a conta dos 21 artigos que comprei, ao final do dia.

Incluíam carne, fruta, queijo, iogurtes, legumes, ovos, alguns enlatados, hidratos de carbono and so on. Basicamente foi só comida. E gastei, em média, pouco mais de um euro em cada um dos artigos. Como?

Atirei-me às promoções (como atiro sempre) mas só das coisas que uso realmente. E a verdade é que quase tudo o que veio comigo estava com pelo menos 25% de desconto sobre o preço normal. Havia coisas com 75% de desconto. Mas o truque é este: só se compra o que se usa realmente. Nada de comprar em promoções só porque está com um preço mais baixo. Compro cereais com fartura a 50% do preço. Compro carne a mais que congelo. Compro iogurtes com um prazo alargado para poder aproveitar. E compro marca própria. Compro montes e montes de artigos de marca própria. Se gosto deles e se são mais baratos, não tenho problema nenhum. Isto não inclui detergentes, pastas de dentes, e algumas outras coisas. Mas inclui um monte de outras que me diminuem brutalmente a fatura no final do mês.

Portanto, por mais que me tentem convencer de que há outros supermercados mais baratos - por acaso a Deco teve um devaneio cómico e garante que o mais barato de Lisboa é o Pão de Açúcar das Amoreiras [onde se paga 2 euros por 200g de tomate...] - eu não arredo pé do PD. E às vezes até consigo convencer a T. a comer umas coisas impecáveis! :)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Críticas e desculpas.

Demorei anos - muitos - a aprender a pedir desculpa e a aceitar críticas. De verdade - o carneirinho que há em mim odeia baixar a cabeça e muito menos reconhecer que está enganado. Mas o tempo, como a vida, ensinam-nos que às vezes é mesmo melhor ouvir as pessoas que estão à nossa volta, deitar para trás as manias, e admitir que pode haver uma solução melhor do que aquela em que estamos a pensar.

Eu, uma crítica compulsiva [admito e aqui me confesso], tenho trabalhado todos os dias para deixar de o ser. Faz parte da minha aprendizagem para ser mais humilde, menos 'judgmental', mais atenta ao que passa no mundo, mais sensata e mais serena nas tomadas de decisão da minha vida.

Pedir desculpa é coisa que me continua a custar. Verdadeiramente. Mas peço. Às vezes até peço mais do que uma vez à mesma pessoa, pela mesma razão, se achar que realmente fiz asneira da grossa. E tal como não resisto a um pedido de desculpas [sou uma molinha], espero que o meu tenha igual efeito. Porque acredito - e sinto, cada vez que o faço - que só pedimos desculpa quando realmente gostamos muito da pessoa ou achamos que fomos os piores do mundo. E também acredito que é preciso grande coragem para o fazer, razão pela qual um pedido de desculpas merece, quase sempre, um grande abraço e um beijinho.

Com as críticas, é um bocadinho o inverso. Custam imenso a ouvir - claro. Mas parte delas [as que vêm, obviamente, de pessoas que sabemos que nos querem bem e que fazem sentido] são importantíssimas e podem mudar a nossa vida. Por isso, também tirei do meu vocabulário frases do género "eu acho que fiz tudo bem e que foi tudo maravilhoso" ou "vai ser assim porque é a melhor forma!". Posso dizer que "vai ser assim porque eu quero". Mas também já dei por mim a dizer: "devia ter feito como tu disseste, porque realmente da forma como eu quis não resultou". Mas tudo isto são aprendizagens. Fazem parte da vida. Custam, doem, são caminhos duros de trilhar e muitas vezes fazem mais mossa, a curto prazo, do que ajudam. Mas a longo prazo, são coisas que nos levam mais longe. Levam-nos a ser melhores. Sobretudo para quem nos rodeia.

Boa semana! :D

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Self esteem #2



 ‘Nenhum homem merece as nossas lágrimas’. Ouvimos esta frase cinquenta mil vezes, mas a verdade é que a apreendemos pouco. De repente, estamos numa relação em que fazemos mais vezes coisas de que não gostamos do que aquelas de que gostamos, damos por nós de mau humor a maior parte dos dias e começamos a achar que isso é a normalidade. Não sei se isto acontece por artes mágicas, mas certo é que facilmente estamos com alguém que não nos merece e acreditamos que nós é que somos as pessoas de sorte por a outra pessoa nos querer. Começamos a ignorar os sinais óbvios e daí até estarmos na fossa é pouco mais do que um passo.

Como que por magia deixamos de poder estar com os nossos amigos, porque os dele é que são bons. No entanto, não podemos falar muito com eles porque mais do que 10 minutos de conversa é sinalde que podemos estar interessadas. E isso é normal, acreditamos. Depois, passamos a ir jantar fora todos os dias, mesmo quando nos não apetece, ou quando não podemos [financeiramente] porque é idiota jantar em casa. E nós achamos que, obviamente, o problema é nosso. Depois são as férias, sempre nos mesmos lugares, com as mesmas pessoas e com programa pré-definido – que raramente passa pelo que nos apetece realmente fazer. Há ainda a questão dos hobbies e das viagens. Abdicamos dos museus, dos passeios a pé, dos almoços baratos de sandes na mão e gastamos o dinheiro em restaurantes caros e em lojas que há em todo o lado. Quando na verdade o que queremos é acordar cedo no país novo, fazer 10 ou 15 quilómetros a pé, ver as exposições patentes, gastar pouco dinheiro nos almoços para poder jantar nos melhores restaurantes, deitar tarde e voltar a fazer o mesmo no dia seguinte. Abdicamos de passar a manhã a ler jornais e revistas para fingir que gostamos de fazer nada a manhã inteira, almoçar com a família, passar a tarde em centros comerciais e a noite a beber cafés com amigos com quem não temos afinidade nenhuma.

A nossa vida passa a entrar numa espiral de momentos e de acontecimentos e de decisões que não têm nada a ver connosco. Estagnamos, deixamos de ser pessoas para ser ‘namorada de X’, deixamo-nos dormentes nesse mundo que não conseguimos dominar e acreditamos, sempre que estamos sós, que a culpa é nossa. E que a vida é assim mesmo. Que as relações não são perfeitas, que temos mesmo de fazer cedências, que temos que ir ao limite das nossas forças – e das nossas convicções – para salvar uma coisa que achamos que é o resto da nossa vida.

Mas não é. Nenhum amor, nenhuma relação nos deve apagar. Nenhuma pessoa [até os amigos] nos deve fazer sentir que somos ‘sortudas’ porque os temos – claro que o devemos sentir, e até é bom que o sintamos, mas não porque eles fazem questão de o mostrar. Nenhuma relação nos deve fazer afastar dos amigo ou esquecer que, antes de mais, somos uma pessoa, um indidvíduo, com todas as singularidades e todas as preferências que isso acarreta. Nenhuma relação nos deve fazer sentir menor, nos deve fazer sentir culpados ou tristes pelo que somos. Nenhuma relação nos deve fazer sentir saturados. Ninguém tem o direito de nos dizer que não somos bons o suficiente. E se não temos uma relação que nos faz sentir melhor, que nos faz ser felizes, em que temos que andar em bicos de pés, em que temos sempre medo de aborrecer o outro, então, saltemos fora! E vão ver como a auto-estima dispara! :)

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Brazilian Wax

People, the big Summer question is: Brazilian Wax, yes or no?

Hoje é dia de nova edição da Papel, e como tal, é dia de vocês lá irem ler o que temos andado a escrever. E como eu hoje escrevo por lá, convido-vos a dar uma espreitadela ;)


http://www.papelonline.pt/revista/brazilian-wax-margarida-vaqueiro-lopes/

Carmel-by-the-Sea

Foi uma das recomendações feitas pela tia M. com mais veemência: Vão a Carmel. Por favor, vão mesmo a Carmel. E nós fomos. Foi a primeira paragem depois de São Francisco, e foi de sonho. Chegámos era já noite cerrada e a única coisa que vimos foi um amontoado de casinhas arranjadas e alinhadas com cheiro a mar. A muito mar. O hotel, escolhido à última hora, era ótimo e no dia seguinte, quando acordámos, não queríamos acreditar. Verde e mar. Era só isto. Verde, mar e o tal monte de casinhas amorosas.

A primeira ida à praia foi precisamente aí, onde foi também o primeiro banho no Pacífico. Gelado, azul, salgado, maravilhoso. A praia quase deserta, recortada por entre os pinheiros selvagens e o azul do céu, com os chalés sumptuosos a toda a volta. As pessoas com a habitual disponibilidade de quem sabe receber turistas e a comida de chorar por mais quase nos fizeram alterar os planos e ficar o resto da semana por ali.

Carmel foi uma das minhas paixões da viagem. Queira a vida que um dia possamos lá voltar!

Eu ainda estava de pijama, portanto não me podia aventurar a uma foto melhor :)

o nosso hotel era de sonho <3

A praia.

A minha imagem favorita

quarta-feira, 17 de julho de 2013

self esteem.

A minha mãe diz muitas vezes, em tom de brincadeira, que acha que abusou ao trabalhar a nossa auto-estima. Depois, com um semblante mais sério, afirma que não. Que tem a certeza de que tem que ser assim.

Olhem à vossa volta e vejam se ela não tem razão: as pessoas com baixa auto-estima estão geralmente mal-dispostas, irritadas com a vida e com o mundo em geral. Não gostam de si e como tal, não podem pedir que gostem delas - porque também, convenhamos, não é fácil gostar de alguém que está sempre contra tudo e todos, a achar que o mundo é cruel e que há todo um esquema maquiavélico universal para lhes tramar a vida.

As pessoas com baixa auto-estima refugiam-se na compra de roupa - e eu conheço tanta gente que a deixa com etiqueta nos armários, durante meses -, nas relações superficiais onde todos são 'amigos', na inércia em mudar de trabalho. Acreditam que os homens ou as mulheres são "todos iguais" e fogem de relações a sério porque acham que ninguém vai gostar deles como são - naturalmente...se eles não gostam! Queixam-se constantemente da vida mas não fazem coisa alguma para a mudar. Arranjam desculpas que nunca passam por si mesmos para os sonhos não concretizados, para as relações falhadas, para os empregos de que não gostam. E acabam a fazer disparate atrás de disparate atrás de reconhecimento por parte de grupos estranhos.

São carentes. Absolutamente carentes e tantas vezes chatos por isso mesmo. Mas são, na sua maioria, pessoas absolutamente disponíveis para os outros - apesar de gostarem de cobrar a atenção dispensada.

Estar de bem connosco é estar de bem com a vida. É ter consciência do que somos ou não somos capazes. É exigir mais quando sabemos o que valemos, é ter coragem para arriscar, é ir mais longe se tivermos a mais pequena desconfiança de que podemos fazê-lo. É sair da zona de conforto, é ir contra as pessoas de quem gostamos quando estamos a fazer o que achamos certo. É ser!!

Estar de bem connosco é ter relações saudáveis, sabendo o que queremos, sabendo quem queremos, exigindo que gostem de nós, porque isso é o mínimo. Estar de bem connosco é ficar em casa uma noite inteira a ver séries e a pintar as unhas sem que nos sintamos abandonadas pelo mundo. É procurar esse silêncio porque nos queremos dar espaço para pensar, para nos ouvirmos, para ser.

Por isso é que a minha mãe teve imensa razão quando investiu no incremento da nossa auto-estima. Mesmo que isso nos tenha levado para 'longe' dela tantas vezes [fisicamente falando]. Mesmo que isso implique filhas que refilam, que põe à prova, que querem ser mais, longe do conforto de casa.

Porque implicou, também, ter pessoas melhores. Ter pessoas independentes. Ter pessoas que são, por si, e que não ficam à espera da aprovação do mundo para respirar.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Old habits die hard...

[roubado à Nossa Agenda]
 

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Hoje sou uma farmacêutica!

Esta semana foi a minha estreia no projeto de que vos falei há tempos. Vesti a bata de pseudo-farmacêutica e partilhei coisas de minha casa com o mundo.

É ir aqui ler. E espalhar a palavra. Go go go!!

Shoooopppiiiing!!!!

Este ano tenho vindo a desgraçar-me, lentamente, nas promoções - e os saldos ainda nem chegaram. Esta história de temos que estimular o consumo está a fazer as lojas enlouquecerem. Comprei o meu fato de banho deste ano com 30% de desconto (!!!), comprei a roupa desta Verão com descontos até 70% (!!!!) e por aí vai.

Mas apesar de ter diversificado as compras, há pelo menos duas lojas dignas de referência - e ainda vão a tempo para apanhar algumas coisas que valem muito a pena! Na Women's Secret vinguem-se nos básicos. Há promoções que chegam a 70% e a roupa interior deles é ótima. Aproveitem - a loja do Chiado já está muito fraquinha, mas a do Colombo e a das Amoreiras continuam a valer a pena - que compensa imenso. Eu aproveitei para reforçar também o stock de pijamas, camisas de noite and so on, que são coisas que quase nunca compro.
E depois, claro, a Kiko. A minha linda, fantástica e inigualável Kiko. Está com promoções de 50% e é um verdadeiro tormento para a minha carteira! Tentei não exagerar e comprar uns basicozinhos, mas quando tudo está a metade do preço fico difícil!
Agora faltam os sapatos, que tem sido a luta destas promoções. Ainda não encontrei uns que me enchessem as medidas - embora tenha havido uns que ficaram debaixo de olho. Preciso de sapatos de salto, confortáveis e o mais neutro possível. Se virem uns por aí, gritem. E agora aproveitem para ir as compras!! :D

Um dia eu explico...


"as minhas hormonas não existem mas eu já marquei no calendário".


sexta-feira, 12 de julho de 2013

We are familyyy!

Não, nós não somos uma família normal. Ou melhor, eu até acho que somos, porque a verdade é que nós achamos as outras famílias pouco normais... :D E porque é que eu digo isto? Porque nos último tempos me tenho deparado com uma cara de espanto por parte de muita gente com coisas diversas que 'descobrem' sobre nós.
Por exemplo, nós não falamos todos os dias. Ou melhor, até podemos falar, mas podemos não falar e não sofremos com isso - até porque já tinhamos morrido, visto que tirando uma das minhas irmãs, todos nós já vivemos fora e diminuímos para uma vez por semana as ligações. Sem drama.
Nós também não queremos saber da vida uns dos outros. A sério. Quero lá saber o que é que as minhas irmãs fazem todos os dias! Ou os meus pais..bem me chega o que eu tenho para fazer. E se vêm cá, quero somente saber a que horas chegam. Como vêm, com quem vêm e quando vão, confesso, é coisa que me não interessa. Nem a eles. Somos todos crescidos, independentes e despachados..enough!
Quando estamos em viagem, por exemplo, falamos perfeitamente apenas uma ou duas vezes. Geralmente eu ligo quando aterro e volto a ligar antes de descolar - tenha passado dois dias ou uma semana. O nosso lema é que as más notícias correm depressa. Quando está tudo bem, há silêncio.
Nós não nos vamos buscar uns aos outros ao aeroporto - excepto a minha mãe ao meu pai ou vice-versa. Não é por nada de especial, mas a minha família viaja com regularidade. Era como ir levar toda a gente ao terminal dos autocarros..please. Vemo-nos nesse dia ou no dia seguinte e pronto. Assunto resolvido - até porque, convenhamos, na verdade o que mais queremos quando chegamos de viagem é um banho quente e sossego.
Nós desmarcamos coisas uns com os outros e preterimos a família aos amigos. Porquê? Porque são família e vão perceber, perfeitamente, se quisermos ir ver um amigo que vemos menos ao invés de irmos a uma festa de família. Portanto sim, faltamos a aniversários uns dos outros se houver razão para isso. Não me parece que alguém tenha morrido, so far :)
E não, não sabemos todos da vida uns dos outros. Não sei quem são os colegas das minhas irmãs. Não sei, sequer, o nome da empresa em que o meu pai trabalha. Estive meses sem saber onde uma das minhas irmãs vivia. Não temos a chave das casas uns dos outros. E às vezes, nem temos os números de telefone de casa - muito menos do trabalho - uns dos outros.

Discutimos horrores. Imenso. Chateamo-nos sempre que estamos juntos. Fica logo tudo bem a seguir. Mas não fica coisa alguma por dizer o que nos faz estarmos sempre em sintonia.

E pronto. É isto. Bem-vindos à minha família. Que apesar de tudo é a melhor do mundo!
Roam-se de inveja!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Boa noite, Cinderela



O dia do nosso casamento foi um dos mais bonitos da minha vida. Para além de ter sido o mais importante. E apesar de toda a calma, de todo o tempo que tivemos para preparar tudo, a verdade é que inevitavelmente, nos últimos dias, os nervos se foram acumulando. Primeiro os meus, depois os dele, os das madrinhas, dos amigos… Eu, que até sou bastante extremista em relação a algumas coisas [I must confess], sou-o zero em relação a tomar remédios para nos acalmarmos, para conseguirmos dormir, whatever.

Portanto, um mês antes do grande dia, passei a tomar remédios que me ajudaram a dormir quando tinha insónias e que não tomando um por dia, era o suficiente para me regular os sonos durante pelo menos quatro dias – nos outros ia-me aguentando, mesmo quando dormia mal, porque também não estava para me entupir de remédios. E sinceramente, acho um disparate que as pessoas não o façam – tive mil pessoas a dizer-me “Ah, não tomes, isso é horrível”. Não só me borrifei de alto para esses conselhos – se eu estou nervosa e não consigo dormir, de que adianta não tomar nada? Para ficar mais nervosa, dormir menos e ficar com cara de cocó? – como até tomei remédios para dormir na véspera do grande dia. “Ah, não tomes, depois vais estar toda grogue, não te vais lembrar de nada do casamento…” Pois sim.

Como diz a MAB – e às vezes acho mesmo que ela tem razão -, eu posso ter caído num caldeirão de cafeína quando era miúda. A sério. E se as pessoas acreditam que um remediozinho para dormir me tira a energia…oh well! J A verdade é que tomei o remédioZinho, acordei a horas e desconfio que entre mim e as minhas madrinhas, fui a pessoa mais calma daquele dia. Sinceramente? Lembro-me de tudo, não estava nada grogue e nem sequer tomei um café – eu, a mulher dos cafés! Passei o dia lindamente, e não me arrependo nem um bocadinho de ter recorrido a ajuda para acalmar. Qualquer noiva precisa de ajuda para acalmar, mesmo que seja a noiva mais calma. Porque a verdade é que queremos que corra tudo bem .

Portanto, quando a M. me perguntou se devia tomar remédios antes do big day, eu não só disse que sim como lhes dei os que me tinham sobrado. And guess what? Acho que resultou…

PS: R., acho que também te vou dar a ti. És o noivo mais nervoso que conheci. Lord!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Must have!

Não tenho muitos!, mas este verão ha dois que não largo e que uso religiosamente antes de sair de casa. O hidratante da Victoria's Secret - já nem sei usar outros - e o spray com brilho da Água de Cheiro [edição especial Sabrina Sato (e eu que nem gosto da miúda..)].

O ultimo funciona lindamente sobretudo quando já temos uma corzinha: pernas, braços, colo. Não fica exagerado e dá um brilho mega glamouroso. Adoro! Sobretudo agora, que saio de casa muito mais cedo para trabalhar, preciso de algo que me anime e me faça sentir que não estou com cara de cocó o dia todo:)

terça-feira, 9 de julho de 2013

UAU!

São 18h30!, é de dia e eu estou a preparar-me para ir para casa! Ainda me custa esta mudança de hábitos e de vida, mas acho que me posso habituar a isto [ok!, tenho tido sorte que ainda não houve reuniões até tarde, mas...]

<3

Facebook

Quem é que ainda não segue este blogue no Facebook? Hum?

segunda-feira, 8 de julho de 2013

FestarOlas!


Se há vantagens em termos casamentos - para além, obviamente, da felicidade dos nossos amigos - é que eu tenho uma mega desculpa para precisar de modelitos novos no armário. Até ao ano passado, e durante os três anos anteriores, o meu roupeiro tinha imensos vestidos - ou saias, calças, corpetes, macacões que eu cá não tenho a teoria de que temos que ir sempre de vestido. Podemos ter imeeeeensa classe com outras alternativas  -   novos, com etiqueta, que ia comprando à medida que os via, e ia utilizando nos casamentos ou festas que tínhamos, à medida que iam surgindo.
 
Mas foram tantos os casamentos, festas, batizados e afins que no ano passado fiquei sem mais modelitos que pudessem ser utilizados - ou reutilizados - e tive que voltar ao investimento, o que me levantou algumas dificuldades imediatas: primeiro, porque não sou a favor de gastar um balúrdio em vestidos; depois, porque não pode, sequer, haver a hipótese de haver vestidos iguais no evento em questão.
 
Como se resolve? Opções pessoais:
 
Há muito tempo que não uso um modelo que tenha sido comprado em Portugal, ou que seja de cadeias de lojas corriqueiras (Zara's, Mango's and so on. No máximo, opto por lojas pouco conhecidas, preferencialmente fora de Lisboa). Como é que não se compra em Portugal, mesmo quando não se viaja? Fácil: na internet. O site da Asos tem sido um dos meus maiores aliados no que toca a vestidos e sapatos. É preciso procurar, é preciso ter paciência, mas vale bem o investimento.
 
Claro que em viagem é ainda melhor, porque garantimos que não vai haver um modelo igual - a menos que vão às Zaras desta vida - e além disso podem apanhar-se mega promoções. Foi basicamente o que me aconteceu este ano, quando andava às compras em NYC. Sem querer, de de caras com dois vestidos pelos quais me apaixonei à primeira vista. Ambos na Urban Outfitters, e ambos com 70% de desconto. Claro que os trouxe para casa e me resolveram os casamentos deste ano.Também já me aconteceu comprar vestidos no Brasil, em Madrid, em Paris... sempre que dou um satinho fora vejo se por acaso não há aquisições que valham a pena.
 
E obviamente que uso a mesma técnica para os sapatos, apesar de reutilizar sapatos imensas vezes - aliás, no último casamento usei os meus sapatos de noiva, que me custaram...58€! Já renderam! Compro sapatos fora do país [muitos vêm do Brasil, confesso] quando estou em viagem ou, novamente, mando vir da Asos, que tem uma ótima relação preço qualidade.
 
Os acessórios vão variando: geralmente são coisas que já tenho ou que peço emprestadas a alguém da família. Nunca gasto muito dinheiro com isso, porque tenho imensa coisa - a minha mãe, por exemplo, fez à mão a echarpe que levei ao último casamento. Lembram-se?
 
Guardo o investimento para o cabelo - já comentei, não é? Não há pior que um cabelo que se desmanche duas horas depois de a festa ter começado - e, às vezes, para a maquilhagem [muitas vezes faço-a em casa para rentabilizar a quantidade de make up que lá habita].
 
E a verdade é que esta técnica tem resultado. Nunca me aconteceu encontrar alguém com um vestido ou uns sapatos iguais aos meus. O meu cabelo, por norma, aguenta até ao final da festa e nunca me senti deslocada - mesmo que opte por um macacão de seda em vez de por um vestido de cerimónia - em nenhuma das cerimónias a que fui!
 
[Ah!, e também nunca troco de sapatos! Os que escolho para uma cerimónia têm que servir até ao final da festa.Ou se aguentam até ao fim [mesmo que com dores nos pés] ou então mais vale andar descalça. Não há pior que um bonito modelito estragado por uma Fly com sola de cortiça!]
 
 
 
 
 
 

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Três anos e meio

o que veio comigo.
Foi há exatamente duas semanas que encaixotei três anos e meio da minha vida e disse adeus ao jornal onde cresci tanto, tanto, tanto.

Daqui a três dias começa uma nova vida.

Let's pray!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

'Pede-convite'

Há uma nova moda um pouco estranha a espalhar-se com o Facebook. É a chamada moda dos 'pede-convites'. Já me tinha apercebido de algumas situações, mas achei sempre que eram pontuais, até as começar a contar - e perceber que já eram quase um dado estatístico.

A moda dos 'pede-convite' é chata porquê? Porque é embaraçoso. Ainda no outro dia uns amigos nossos anunciaram que estavam noivos. Entre as 775 mil comentários de 'FELICIDADEEEES', metade sucumbiram à moda e para além das congratulações tinham o clássico 'eu vou lá estar para ver, não vou?' ou o 'espero assistir a esse dia...' - este tem que ter sempre reticências! - ou ainda o 'felicidades. já têm data para pôr na agenda?'.

E é claro que eu não conheço as pessoas que fizeram os comentários, sendo que podem ser o primo mais chegado à tia de Aljustrel. E é indiferente. O que não é indiferente é o despropósito de tais coisas para mundo inteiro e arredores ver. Porque, vejamos, se é alguém muito chegaod que até vai ao casamento, cala-se e não tem necessidade nenhuma de anunciar que vai, porque isso melindra pessoas que não vão - nunca se sabe que estilo de casamento os noivos podem e querem ter. Se é um de 500 pessoas, que inclui todos os amigos do Facebook, ou se é de 80 pessoas só com os mais chegados. Se, por outro lado, é alguém que não sabe se será convidado, então mais calado deveria ficar, sob pena de os noivos se sentirem na obrigação de convidar só por causa do comentário ao estilo 'pede-convite'. E quem diz para casamentos diz para festas, jantares, convívios diversos, o que seja.

É de mau tom, minha gente, fazermo-nos convidados - excepto se estamos a falar dos nossos melhores amigos e NUNCA no contexto de uma rede social. É de mau tom insinuar que vamos ser convidados para que todos vejam mas não possam ir. É de mau tom, é despropositado e é uma tremenda falta de educação - para resumir muito.
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