quarta-feira, 31 de julho de 2013

Amor ou não-amor?

Às vezes ficamos confusos em relação às pessoas que consideramos ser as mais importantes do mundo. É uma coisa natural e que se vai alterando com os estágios da vida. No início, temos a certeza de que não há pessoa mais importante que a nossa mãe. Depois o pai vem tomando lugar, devagarinho, ao lado dela. Os irmãos, quando tomamos consciência deles, oscilam ali entre os mais odiados e os mais importantes. É o ciclo natural da coisa.

E vamos crescendo e notando que os amigos afinal são os mais importantes: vamos ser amigos para sempre, vamos viver juntos para sempre, vamos partilhar tudo e tudo e tudo. É a adolescência e as hormonas e o nosso cérebro um pouco louco. Natural e bonito de se viver, anyway. E continuamos a crescer. Na faculdade - ou no trabalho - começamos a ser mais selectivos. Já não é tão fácil fazer amigos, muito menos dar-lhes um lugar de destaque no nosso coração e na nossa vida. As pessoas mais importantes continuam a ser quase sempre as mesmas que na infância, com uma 'importância' diferente, porque mais sentida. Mais sábia. Mais responsável.

Até que conhecemos a pessoa que nos enche os dias. Que nos protege nas adversidades, que nos felicita e celebra connosco nos sucessos, que nos faz sentir plenos e preenchidos. A pessoa que toma rapidamente o primeiro lugar entre os mais importantes da nossa vida, por que, afinal, aquela pessoa É a nossa vida. E vai sê-la, desde o momento em que descobrimos que o é, até ao final dos nossos dias.

Por isso, quando temos uma decisão sobre o 'nós' a tomar, há esta coisa fantástica - e de que tantas vezes nos esquecemos - que é o facto de só uma pessoa importar. Aquela que é a nossa pessoa. O amor da nossa vida. Quem escolhemos para passar connosco tudo o que temos para viver.

É nela que temos que nos focar quando tentamos fazer o mais acertado São os seus sentimentos que importam, é a forma como ela abraça a nossa decisão. Só ela: não são os amigos, não é a família. A única pessoa que importa quando tomo uma decisão que me implica e ao meu marido, a única opinião, os sentimentos e o  único coração que importam são os dele.

 E se o meu amor não for suficiente para pensar assim, tenho, tenho mesmo que pensar se o benefício da minha decisão justifica causar uma ferida que jamais conseguirei sarar. Porque quando magoamos deixamos ferida aberta que não passa. Fecha, sim, mas não sara.

E se acreditar que justifica, então tenho que pensar se realmente amo a pessoa com quem estou...

[Já lêem cenas diversas no Facebook? :) ]

Sem comentários:

Enviar um comentário

Ocorreu um erro neste dispositivo