segunda-feira, 19 de agosto de 2013

with all my heart.

Não te sei explicar o que é. De verdade. Não sei se é a música, se o sol, se o mar, se os prédios enormes. Não sei se é a rede a falhar em todas as ruas, os preços ridículos ou as dificuldades burocráticas. Não sei se são os sorrisos fáceis, a língua quente ou as infinitas possibilidades num só país. Não sei se eram os passeios de Sábado de manhã, o macarrão feito com amor-de-mãe ou os hábitos fantástico de acordar com um rádio a tocar, por exemplo.

© 2012 Meg

Sei que te parece estranho quando se me rasga o sorriso a meio daquela música ridícula. E os meus ombros não resistem ao movimento. Eu não pessoa de músicas ridículas. Eu não saio para dançar - ou saio muito pouco. Tu sabes. Não me faz falta, nem me dá particular gozo.  Mas a verdade é que aquela música me faz chorar. E rir. Faz-me sentir!, que é coisa difícil numa pessoa-menir como eu, as u know.

Não te sei explicar porque se me aperta o coração e me saem os suspiros, mas a verdade é que saem. Talvez pelas pessoas que conheci, pela forma como a minha vida mudou, pelas recordações fantásticas que não se apagam mesmo com memórias menos boas - que são más, na verdade.

A verdade é que sinto mais saudades daqueles morros e avenidas do que sinto de muitas pessoas  - shame on me. Porque uma pessoa como eu tem este tipo de problemas: demora muito a gostar de alguma coisa, a apaixonar-se. Mas quando gosta, é para sempre. E sofre com as distâncias e com as ausências. Por isso o meu coração está alegre - porque em 2014, afinal, vamos ter um bocadinho dele por cá - mas está tão triste, também: porque morro de saudades.

E tenho a certeza de que se tu me dissesses que era hora de fazer malas e ir sem data de regresso, eu te abraçaria, em lágrimas, e ia a correr. Assim.



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