quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Amiga-quase-irmã #2

Há dias do caraças. Daqueles mesmo difíceis, em que trabalhamos quinze horas, vamos a correr para casa, pensamos que não vamos aguentar o dia seguinte. Dias em que não conseguimos comer, em que não vemos o nosso marido nem à saída nem à chegada, em que as dores de cabeça nos não largam e em que só queremos uma cama e descanso.

Dias em que ninguém parece lembrar-se de nós, porque o mundo às vezes é mesmo assim: tão rápido, tão a  correr, que as pessoas se tornam invisíveis umas para as outras. Nestes dias, a minha amiga-quase-irmã nunca se esquece. Nunca falha. Nunca se faz distante. Nesses dias, a minha amiga-quase-irmã lembra-me porque também me apaixonei tanto por um país que podia ser meu, tivesse eu nascido um Oceano mais ao lado. E merece mais obrigados do que aqueles que eu lhe consigo dizer, todos os dias.

Pão de Açúcar, 2009

SP, 2009

SP, 2009

Lx, 2012

RJ, 2011

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