sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Natal #1

No seguimento deste texto, eis que a nossa lista de Natal está, na realidade, quase completa! Amigos mais próximos - basicamente os padrinhos e pouco mais - família e crianças já têm os presentes comprados. Creio que nos faltam uns três e fechamos as compras de Natal.

O que é maravilhoso, porque assim não andaremos a correr quando toda a gente o fizer.

E para a semana é tempo de pensar nas [parcas] decorações de Natal! Yeeaaaayyy! I love Christmas time!!!!

T. | O melhor do meu dia

O almoço com a amiga-quase-irmã, em jeito de antecipação do Natal. Um almoço em que a parvoíce e o disparate tomaram lugar, alternados com alguma má-língua e tempo de colocar a conversa em dia. Houve até tempo para presentes de Natal, para conversas tolas com as [pacientes] senhoras das lojas e disparates vários.

O melhor do meu dia foi pautado de sorrisos e boa disposição. E até de dicas para passeios maravilhosos.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Wedding ring - again

Queridas bride-to-be,

tenho visto por aí muito engano no uso do anel de noivado, não só durante o período pré-casamento - mas disso já falámos aqui - como no próprio dia de casamento. Ora bem!, queridinhas:


a tradição mais ancestral - portanto, a válida! - diz que no dia do casamento o anel de noivado passa para a mão direita da noiva. Dessa forma dá lugar à aliança, na mão esquerda, que deve ser a estrela do dia. Durante esse dia, a noiva usa sempre o anel de noivado na mão direita. É uma forma de dar destaque ao ouro amarelo que agora brilha na mão de ambos, e ajuda na hora de todos os convidados olharem para ela.

No dia seguinte - ou nessa noite - o anel de noivado passa então para a mão esquerda novamente, e faz companhia à aliança. Geralmente ficam lindos, juntos.

Nada de não usar o anel de noivado no dia do casamento - então o anel que deu origem a tudo não estaria presente?? Tsc tsc tsc!

Vá. Não digam que não sou vossa amiga ;)

Frente e Verso: Presentes de Natal



Frente (Lénia)

Longe vai o tempo em que eu gastava rios de dinheiro (e de tempo) em presentes de Natal. Não havia o monstro da crise a berrar-me aos ouvidos e eu oferecia presentes a toda a gente. Depois veio o monstro e escassearam os presentes.
Não me passa pela ideia andar a contar tostões para poder oferecer presentes que vão acabar esquecidos algures, só porque "é suposto" oferecer alguma coisa a determinadas pessoas.
Cortei o mal pela raiz. Passei a só oferecer presentes aos meus filhos, às crianças da família (este ano são duas), aos sobrinhos emprestados (só uma, e vem outra a caminho) e ao marido.
Ainda assim, achei que devia ter alguns mimos para oferecer à família mais próxima, o que, no nosso caso, ainda representa um número considerável de "casas" (oferecemos por casa e não por pessoa, visto que oferecemos coisas que não são pessoais e intransmissíveis). Há uns 3 ou 4 anos dediquei-me a fazer doce de abóbora. Enfrasquei tudo (viva o Ikea, que tem uns frascos de especiarias que são mesmo o tamanho ideal para isto e que ganham em absoluto pela relação quantidade/preço (sim, quantidade e não qualidade: frascos são frascos; ali, o que me interessa é que vêm em packs de 4). Depois fiz umas bolachas com vários sabores (chocolate, canela e gengibre, limão, baunilha, etc.), fiz conjuntos com os diferentes sabores, preparei uns embrulhos bonitos feitos com papel celofane e está feita a festa: cada casa recebeu um pacotinho de bolachas e um frasco de doce.
Este ano deixo cair o doce de abóbora (na verdade, não vou ter tempo de o fazer) e fico-me pelas bolachas. É só mesmo um mimo, um aconchego de Natal.
Os amigos, esses, terão que ficar de fora da lista. Adorava poder oferecer presentes às minhas melhores amigas, por exemplo. Mas não posso mesmo e, lá está, não me vou endividar para isto. Há sempre aquele "presente" de valor incalculável que nos damos umas às outras durante todo o ano: a amizade.
Da mesma forma, não espero receber presentes de ninguém (marido, isto não te inclui a ti!). Já sei que os meus pais vão oferecer-me um mimo (e, desta vez, não é nada que me faça falta, é mesmo um presente-presente, oferecido por ser um sitio onde eu gostava muito de ir: é um bilhete para o RiR2014) mas, fora isso, não espero nada - e até prefiro não receber nada, falando muito honestamente. Não quero que as pessoas gastem tempo comigo e não há assim nada de que eu precise mesmo (bom, livros nunca são demais, mas mesmo assim é difícil acertar no que eu gosto).

Isto tudo para dizer o seguinte: há muito, muito tempo, os presentes eram um elemento importante do meu Natal. Hoje em dia, aquilo que me dá realmente prazer é ter uma mesa bem composta, é poder estar sentada com a família, a jogar Uno até às três da manhã, na noite da Consoada, e é, acima de tudo, ver a felicidade na cara dos meus filhos - que estão agora na tal fase em que adoram desembrulhar presentes. 

[Como já devem saber, o meu lado desta história está aqui]]

Quebrar um ciclo

O tráfico humano é uma realidade que parece estar longe mas que está muito mais perto do que às vezes podemos imaginar. Este ano, a APAV decidiu avançar com mais uma campanha de sensibilização para que não deixemos passar o tráfico humano da mesma forma que deixamos passar o dia internacional que tenta alertar o mundo para este flagelo. Às vezes é só olhar com mais atenção para quem está ao nosso lado, para quem trabalha em situações de que desconfiemos, para quem tenha um olhar mais triste do que deveria.


O vídeo foi idealizado pela Ogilvy, realizado realizado pela Diffuse, teve o apoio do Sushíssimo  e eu tive a sorte e a honra que participar na parte surpresa - que foi mesmo surpresa.

Vmaos ajudar a quebrar este ciclo?

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O lema de Baden-Powell e a estupidez humana

Hoje acordei e, como faço normalmente, dei uma olhadela às notícias e outra às redes sociais. Deparei-me com a partilha de um dos textos mais absurdas, ignorantes e presunçosos que alguma vez já li - e que obviamente me tocou mais por serem focadas questões pessoais.

2007

A Raquel Varela, investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, que já tinha sido notícia pelas tristes declarações no Prós e Contras onde o jovem Martim foi protagonista, voltou-se agora para o escutismo. 

A douta Raquel Varela - que por acaso é paga pelos meus impostos o que ainda me aborrece mais - acredita que os escuteiros são anti-proletários, e que andam, com o seu trabalho voluntário a retirar emprego ao País. Escreve a senhora:

"Hoje, por acaso justamente em Mafra, numa grande superfície, vi escuteiros a embrulhar presentes. Perguntei à responsável porque estavam eles ali, ao que ela me respondeu que estavam ali «a fazer aquele trabalho e a angariar fundos para ajudar as famílias carenciadas». Esclareci-a que, num país decente, aquilo era: 1) trabalho infantil mascarado de trabalho voluntário; 2) substituição de trabalhadores que ocupam aquelas funções por trabalhadores que não recebem ou recebem muito abaixo dos outros da mesma empresa; 3) que isso descapitaliza a Segurança Social e o Estado Social porque há cada vez menos gente a descontar. Finalmente, disse-lhe, com quietude, que ela não estava ali a ajudar famílias carenciadas, estava a contribuir para as produzir: estava a ocupar, com crianças, lugares de trabalhadores que, por aquela via também, não são contratado".

Portanto, e tendo em conta os meus 13 ou mais anos de escutismo, fiquei a saber que 1) fui explorada para trabalhar durante a infância; 2) roubei trabalho a pessoas; 3) sou culpada pela descapitalização da SS e do Estado Social.

Não sei o que esta senhora acha que se faz nos acampamentos, no trabalho para ganhar competências, no desenvolvimento humano e no trabalho fantástico que é feito em termos de desenvolvimento social e pessoal de cada um dos jovens que passam por este movimento, mas acredito que para tudo isto ela tenha uma explicação sobre como fazem mal ao mundo.

Mas Raquel Varela vai mais longe e diz mesmo que "Acredito que ela o faça por bem… tenho quase a certeza disso, na verdade; mas há homens que matam as mulheres porque «elas jamais conseguiriam viver sem eles»— ou como dizia certo velho com barbas: de boas intenções «está o inferno cheio!»"

Ou seja: um grupo de jovens a contribuir para o bem-estar social é comparado, preto no branco, a um assassino.

A Raquel Varela nunca foi escuteira. E também não deve ter convivido com muitas pessoas que o tenham sido. Mas à Raquel Varela, que possivelmente nunca lerá isto, eu gostava de deixar algumas palavras, ainda que eventualmente ela nunca as vá entender - uma vez que nós, escuteiros [porque "escuteiro uma vez, escuteiro para sempre"] somos a semente do mal.

1. O movimento escutista ajuda, há séculos, milhares de jovens em todo o mundo a encontrar o seu caminho. Pela minha mão, já quando fazia parte de equipas de animação, passaram jovens que andavam perdidos, que precisavam de regras, que precisavam de quem os ouvisse, de quem se preocupasse com eles, de quem confiasse neles: o escutismo dava-lhes isso e mais. Dava-lhes competência de liderança, de entreajuda; dava-lhes ensinamentos de orientação, canoagem, natação, amarrações e o que seja;

2. O movimento escutista, voluntário (imagine-se!!) vive, verdadeiramente, de pessoas que acreditam que devem dar o seu tempo aos outros. Os meus dirigentes deixavam em casa a família e iam acampar connosco uma semana para nos ensinar a viver em comunidade, para aprendermos regras de hierarquia, para conhecermos a natureza, para nos divertirmos, para fazermos amigos de outros lugares, países, até...pessoas que partilhavam connosco lenços, fardas e sobretudo o mesmo espírito.

3. O movimento escutista faz algumas pessoas encontrarem amigos para a vida. Faz-nos aprender quem somos em situações limite. Faz-nos todos iguais ser todos uns para os outros.

4. O movimento escutista tem poucos lemas. Um deles é "deixar o mundo melhor do que o encontrámos". Outro é "Sempre alerta para servir". Ambos são voluntários. Ambos querem apenas formar pessoas suficientemente altruístas que não batam numa pessoa como a Raquel Varela quando ela debita palavras tão idiotas quanto as que referi acima.

5. O escutismo faz-nos acreditar que podemos viver num mundo melhor, e que há sempre alguém que estará alerta para os problemas e necessidades de quem nos rodeia.

Acredito que a Raquel não entenda nada do que escrevi acima, porque são conceitos que claramente não domina. Mas Raquel, o escutismo também faz pessoas felizes somente a dar-se aos outros. E eu cá acredito que é isso que reamente a aborreça: o facto de haver pessoas que saibam ser felizes sem terem que fazer mal aos outros.

Ao contrário de si.




Wedding #x

E aquele momento em que nos apercebemos que nunca mais vamos casar!, e nunca mais poderemos usar outro vestido de noiva?

AAAAAHHHHHHHHH!!!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

"Não conte. Nada."

A Gina Indelicada - provavelmente a melhor personagem fictícia de sempre do Facebook - escrevia uma sábia frase esta semana: "Não conte. Nada. Quanto menos gente souber mais chance tem de dar certo.".

De há uns meses para cá este tem sido o meu lema de vida. Dizer pouco. Contar pouco. Antecipar pouco. Uma das minhas avós-emprestadas repete, insistentemente uma fras que nós teimamos em ignroar: "as pessoas às vezes nem se apercebem das más energias que deitam, mas a verdade é que quanto menos soubermos uns dos outros melhor. A inveja é uma coisa muito má".

Eu podia nem acreditar nela, mas o tempo tem-me mostrado que é mesmo assim. Por muito boas que sejam as nossas energias, nem sempre elas conseguem lutar contra as más que teimam em atirar para cima de nós.

ISto é também aquilo que mais tenho dito a quem me está próximo: não contes, não fales, não partilhes, não antecipes. Às vezes - quase sempre - as coisas boas ficam mais bem guardadas e sabem melhor entre quatro paredes que numa rede social inteira. 

and counting :)

bouquet e foto by MAB
e vão sete.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

New project




Este blogue está a pensar em cenas diversas para vós. Este blogue e o L. que é um artista. O L. entretanto vai arranjar tempo e vamos transformar isto num mega espaço mega giro!

Nos aguárrrdem :)

domingo, 24 de novembro de 2013

Warm clothes | O melhor do meu dia

Se há coisa deque tenho saudades - como já escrevi aqui - é de poder trabalhar com roupa confortável e, no Inverno, quente. Hoje, o melhor do meu dia, foi acordar com este frio glaciar e poder calçar as minhas botas quentinhas, as minhas camisolas de malha e os meus calções confortáveis.


Sunday

Se soubessem o que eu dava para amanhã poder ir trabalhar assim...

sábado, 23 de novembro de 2013

Obrigada #2 | o melhor do meu dia

Boss,

Nunca me vou esquecer - de verdade - daquele primeiro dia em que nos sentámos a tomar um café. "Disseram-me que és ambiciosa. Só preciso de saber se isso é bom ou mau". Nesse momento, senti a réstea de confiança que ainda me sobrava - passei aqueles dias a pensar 'onde é que me vou meter' - a desaparecer.

Quando cheguei já te apontavam como o melhor na tua função. Foi por isso que também sempre desejei trabalhar contigo. E ainda que nas primeiras semanas tremesse da cabeça aos pés cada vez que me dirigias a palavra, no fundo sabia que estava a trabalhar com a pessoa certa.

No dia em que escrevi o meu primeiro texto para ti chamaste-me, com ar descontraído, e explicaste-me o que estava mal. Mas não te esqueceste de dizer o que estava bem. E essa foi uma das coisas de que sempre gostei em ti: apesar de seres a pessoa mais exigente que conheço, de seres duro nas críticas de não deixares passar erros, também não te coíbes de apontar o que está bem feito. De ver as qualidades. E é isso que faz de ti tão bom líder.

Lembro-me também daqueles meses difíceis que atravessámos, em que toda a gente andava estoirada. Depois de uma semana desastrosa chamaste-me e disseste: "Preciso que te concentres. Estás a entrar em auto-gestão. Sei que estás cansada, mas o texto de hoje está miserável". Sabes que tive vontade de chorar logo a seguir, não sabes? Mas a verdade é que me foquei. E dois dias depois dizias-me:"vês o qe acontece quando não estás em auto-gestão? ;)"

Espicaçaste-me, deste-me a mão, apontaste-me as falhas, exigiste, fizeste-me ser mais e melhor mesmo quando eu não queria. E de cada vez que eu me insurgia tu explicavas as tuas razões. Tinhas sempre uma!

Não é que não tenhas mau feitio. Tens. Mas eu também. Portanto às vezes não falávamos o dia inteiro mas a coisa dava-se :)

Quando decidi sair foste a primeira pessoa com quem falei, como sabes. Não sairia se não me dissesses "Vai". A tua opinião para mim sempre foi das mais válidas, depois de termos começado a trabalhar juntos. Não te deixaria, sobretudo depois daquela conversa que tivemos pouco tempo antes de eu ter recebido esta proposta. Sabia que podia contar contigo.Confiavas em mim. E eu confiava em ti e não te queria desapontar.

Sempre te disse que gostei de trabalhar contigo. Elogio-te ainda hoje pelas qualidade de líder, pela inteligência, pela boa escrita. Mas hoje...hoje tinha que escrever este texto [sou muito melhor a escrever do que a falar como sabes] de agradecimento para deitar cá para fora a emoção toda que senti quando ontem li as tuas palavras.

Porque, depois destes meses sem trabalharmos juntos, és tu quem continua a fazer-me acreditar que afinal sou capaz de muito mais.

Obrigada! De coração!

[este post, em jeito de carta, serve de desabafo e de elogio público ao meu antigo editor. que, claramente, continua a inspirar-me todos os dias. mesmo sem eu dar conta. perdoem-me a lamechice do Sábado de manhã. e claro, as palavras que recebi dele foram o melhor do meu dia. e dizer obrigada é o melhor do meu dia de hoje. garantidamente]

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Frente e Verso: A cozinha

Frente: Lénia

A minha mãe tem um jeitaço para a cozinha. Lembro-me de ser pequena e de

ouvir ralhetes por não querer aprender a cozinhar. Aprendi o básico dos básicos:

mexer ovos, cozer esparguete, fazer arroz, grelhar bifes. Dava para safar, era o

suficiente. Depois, aos 24 anos, comprei uma casa e fui para lá acampar (sim, fui

sem ter móveis, mas isso é pano para outras mangas). Ora, vi-me perante o óbvio:

não sabia cozinhar e tinha que me alimentar. Está bem que era só eu e podia

perfeitamente viver de congelados e de massa cozida com massa e de cereais.

Podia, mas não queria.

Comecei a aprender. Explorei. Fui seguindo receitas e em pouco tempo estava

a inventar. Comecei a fazer jantares de amigos lá em casa e a ter um prazer

enorme em cozinhar para eles. Os jantares em minha casa nunca eram pizzas

da Telepizza ou frangos de churrasco com batatas! Esmerava-me, aplicava-me,

tentava ir cozinhando coisas novas (embora tenha havido uma fase em que me

pediam sempre para fazer lasanha de requeijão e espinafres, coisa que fazia de boa

vontade, mas que já deitava pelos olhos!).

Depois vieram o marido e os filhos e cozinhar passou a ser obrigatório: tenho que

alimentar as tropas, sob pena de protestos fortíssimos. É a parte que me chateia

nisto de cozinhar: a obrigação. Nem sempre me apetece, confesso. Há dias em que

me apetecia correr toda a gente a Chocapic, mas não dá. Portanto... cozinho. E

quando estou ali, estou mesmo ali, perdida em pensamentos. É terapêutico.

Apesar de adorar cozinhar, não descansei enquanto não arranjei uma Bimby: quem

tem filhos pequenos e Bimby sabe o jeito que aquilo dá! Faço o jantar enquanto

dou banhos, só tenho que ir lá mexer de vez em quando, para acrescentar alguma

coisa ou desligar a máquina. Não acho nada que as pessoas que têm Bimby

cozinhem todas da mesma maneira: raramente sigo receitas à risca, ponho sempre

o meu toque, acrescento coisas ou elimino coisas, consoante me apetece. E passei

a cozinhar muito mais depois da Bimby do que antes: nunca tinha feito jardineira

e agora faço imensas vezes, por exemplo. Claro que, à conta da Bimby, no mês a

seguir a tê-la recebido alaparam-se-me cinco quilos ao lombo, mas paciência... é

o preço a pagar por gostar de cozinhar E de comer... (e dava-me tanto jeito não

gostar de fazer nenhuma das duas coisas...!)


Como habitualmente, o meu lado deste tema está aqui

Náuseas.

Eu não vi notícias ontem à noite. Eu, que gosto de notícias, que vivo de notícias, não vi notícias. Aliás, tenho evitado ver. Porque as notícias de ontem deram-me náuseas, a começar na manifestação das forças de segurança e a acabar no discurso sem nexo de Mário Soares.

Ontem, onde as pessoas viram esperança para o País porque as forças de segurança quebraram 'ordeiramente' a barricada , eu vi um problema sério: com que moral e com que autoridade a polícia impede a partir de agora que manifestantes subam até às galerias da AR?

Ontem, onde as pessoas ouviram um discurso "contra Cavaco e a Ditadura" (?) eu ouvi supostos líderes intelectuais e políticos a incitarem à revolução. À violência. A algo que ninguém sabe bem no que poderá acabar, na verdade.

E mais uma vez decidi alienar-me. Porque nesta alturas eu tenho vergonha (muita vergonha) de ser portuguesa. De viver num país onde as pessoas não sabem arregaçar as mangas e construir o que é preciso em vez de criticarem o que está mal feito. Onde os discursos demagógicos se repetem há décadas por pessoas que já provaram ser iguais aos que hoje condenam, e que o povo aplaude, de pé.

Tinha tido o mesmo sentimento nauseante aquando da apresentação do livro do Sócrates onde tive que estar por motivos profissionais. Ontem senti o mesmo. Com a diferença de que pude 'abandonar' a sala e fingir que vivo num País que me faz feliz.


quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Vive la France!

Pois quese a minha casa de banho fosse francesa desconfio de que não teria mais produtos franceses do que actualmente. Pois bem...depois de já vos ter falado da minha tara pelos produtos da Avene, eis que também tenho qeu falar dos produtos da Uriage.

Presentes diversos
Não vou mentir: obviamente não conheço a gama toda. Mas digo-vos três nomes que me conquistaram desde a primeira vez  que os usei: o Hyséac gel de limpeza, para peles mistas, com que desde há 4 anos lavo o rosto TODOS os dias; o Uriage Crème Lavante (na foto) e o Uriage Suppléance (<3). O Hyséac tornou-se de tal forma um vício que se passo dois dias sem o usar - acontece esquecer-me de o levar quando vamos passar fins-de-semana fora - sinto a minha pele a gritar "LIMPEZAAAA". É um gel ótimo, nada agressivo, que dura imenso tempo e que faz maravilhas a peles que tendem a ser acneicas, como a minha. Há quatro anos que o uso (culpa da I.) e já não passo sem ele (custa cerca de 13 ou 14 euros cada embalagem de 250 ml).

Depois há o Suppléance, que só falha mais vezes lá em casa porque é caro (custa cerca de 20 euros cada frasco). São embalagens de meio litro, mas ainda assim não supera os 5 dólares por 250ml da Victoria's Secret de que já falei aqui...Mas a verdade é que nunca experimentei ainda um creme que se comparasse ao Suppléance. Sobretudo no Inverno. É um arraso!!

E depois há o Crème Lavante..que experimentei algumas vezes e que agora mora lá por casa - obrigada, I., again!!!!. É a-bo-lu-ta-me-nte maravilhoso: hidrata a pele, suave, com um cheirinho hiper suave... Além de que dá um toque super saudável e bonito à minha banheira, que durante os minutos que dura o duche sempre me ajuda e imaginar que estou em Paris :) À minha pele consegue enganar quase um dia inteiro..lucky me.

Se por acaso forem até França, aproveitem para comprar os produtos lá, onde são bastante mais baratos - basicamente é isso que tenho feito e digo-vos que compensa.  E tragam para mim, sff :p

Quem ainda não experimentou, eu cá aconselho vivamente. A vossa pele vai achar que está num Spa. Juro!!




John | O melhor do meu dia

Hoje de manhã, quando ia a sair de casa aperebi-me de que não tinha comigo o passe - sim, eu ando de transportes todos os dias ;) Despejei a mala, revolvi papéis e casacos e nada. Sem tempo para procurar melhor, vim a correr para o trabalho, paguei o bilhete normal e mandei um sms ao João a pedir que ele confirmasse se teria ficado no carro, ontem.

Pouco mais de uma hora depois de eu chegar ele liga-me. Estava à porta do não-habitual-local-de-trabalho onde estou esta semana, com o passe na mão e um abraço e beijinho matinais. Se o dia começa assim só pode acabar bem.

Velhice

Troia Design Hotel
Sabemos que estamos a chegar a uma idade respeitável quando, após quatro dias consecutivos a usar saltos altos, temos dez minutos de cãibras nos pés.

Nossa...

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Saudades

Aquilo de que eu tenho mesmo, mesmo, mesmo saudades - se calhar não são saudades, mas é algo de que realmente sinto a falta, vá - é...

poder usar umas calças de ganga e umas botas com forro de lã para trabalhar... Ou poder vestir uma sweat-shirt. E apanhar o cabelo com canetas.

Disso é que eu tenho realmente saudades.

Let's sing christmas carols!

A Catarina é uma pessoa maravilhosa. Conheci-a há seis anos (Crap!, seis anos???) numa viagem fantástica a Taizé, e felizmente não perdemos o contacto - apesar de termos perdido a proximidade. Há alguns anos que a Catarina se envolve num projeto fantástico chamado 'Lanche Solidário', na zona onde vive. Basicamente, organiza um lanche para toda a família com música, com concursos de desenhos, com pinturas faciais e outras actividades, e o dinheiro das entradas (4€ / 2€ para crianças) reverte para a associação Novo Mundo Exército da Salvação.

Se pensarmos bem, isto é menos do que gastamos num lanche que decidamos tomar ao Sábado. Logo, vamos lá ajudar o Exército da Salvação que faz um trabalho fantástico, e no próximo dia 7 de Dezembro vamos até Sintra lanchar. Quem está in?

Todas as informações aqui: Vos garanto que este é um lanche solidário a sério!

Perdão | O melhor do meu dia

Ontem foi dia de esclarecer situações. De pedir perdão. De abrir o coração a esse perdão, assim que esteja pronto a ser dado.

E há poucas coisas que nos façam sentir melhor do que tentar ter os amigos novamente perto.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Resolução Ano Novo #1

Eu sou uma pessoa bruta. De verdade Aliás, o João costuma chamar-me de 'menirZinho' - só para terem noção de quão antipática eu posso ser. Sou. É feitio e é uma chatice. Ser bruta, às vezes antipática e frequentemente falar sem pensar, tem-me trazido problemas. Como não podia deixar de ser.

Magoo pessoas, deixo-as tristes, não consigo explicar-lhes que eu sou assim e que não estou a ser 'mais bruta' com elas. Ainda assim tenho tentado fazer, diariamente, um trabalho de controlo do génio. Sei que estou muito melhor do que há cinco anos, mas que ainda há coisas para trabalhar.

Claro que o controlo se perde quando estou com pessoas de quem gosto mais, ou que acho que aguentam melhor o embate: o filtro salta e se estou de mau humor, as pobrezinhas apanham com tudo o que nem sequer deviam ouvir. O meu marido é quem mais tem sofrido com isto - a minha mania de falar antes de pensar, a minha frieza e antipatia descontroladas, a minha frustração acumulada a disparar. Mas não é o único. E isso é uma chatice.

Portanto, resolução de ano novo antecipada: controlo da antipatia, da frieza, da brutidade. Por favor, ajudem.me a controlar a minha pessoa que até eu já me canso de mim, às vezes.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

O drama da ex-namorada

"ponham-se a pau com os meninos que não resolvem bem as relações e que depois chegam com a desculpa esfarrapada de que foram demasiado fracos mas que vos amam é a vós."

O texto ocmpleto pode ser lido aqui, onde de vez em quando deixo as minhas berlaitadas ;)

Getting married | R&R

Este ano foi claramente o ano dos casamentos. O ciclo fechou-se este Sábado, mas já sabemos quando reabre, para o ano. Uffa! Chegar à idade de casar tem destas coisas tramadas, mas tão felizes. Sábado foi dia de casar o meu irmão. Que conheço já lá vão mais de dez anos, com que partilho tantas coisas da minha vida, mais ou menos sérias. O padrinho do meu gato, o meu amigo, confidente, a pessoa que me liga para comentar séries ou para perguntar qual a melhor forma de pagar impostos. Quando ele me ligou a dizer que ia pedir a Rute em casamento, senti o primeiro baque "Holly, crap. we are all getting married!", pensei.

clicar para aumentar

E com a emoção à flor da pele lá me preparei para um dia em que chorei mais em que no meu próprio casamento, de uma felicidade e nostalgia que só se sentem com aqueles de quem se gosta tanto. Foi um dia maravilhoso. Apesar do frio o sol decidiu brindar os noivos e foi numa Igreja amorosa e lindamente recuperada que os ouvimos dizer sim - obrigada por terem tido a coragem de correr o risco de me ouvir cantar num dia tão importante!Foi com uma felicidade imensa que o vimos desfazer-se em lágrimas quando olhou para a Rute, tão bonita e simples como ele esperava - "ela vai simples. Tenho a certeza de que vai simples. Como ambos gostamos".

Foi ainda com mais alegria que vimos que partilharam connosco, para além de algumas músicas, um dos celebrantes - o Pe. Tiago vai ganhar todos os casamentos do grupo :D E foi por eles e para eles que dançámos a noite toda, que conhecemos pessoas fantásticas que partilharam connosco a mesa e a noite, que contámos histórias na primeira pessoa que há anos ouvíamos pelo Rodolfo. Que nos rimos, que brindámos, que celebrámos a felicidade e o amor. À deles e à de todos nós!

Foi com a maior alegria do mundo que lhe dei um abraço apertado e que o mandei cuidar bem dela. E que a avisei de que vou estar de olho para que a felicidade de ambos esteja sempre acima de tudo.  Isto tudo num sítio fabuloso que não conhecíamos (Quinta Valle do Riacho) e com a melhor comida do mundo (A Lareira, o nosso-restaurante-de-coração)

"Amar só se conjuga com o verbo perdoar". E nós não só reforçámos esse aviso como prometemos continuar a trazê-lo connosco todos os dias da nossa vida.


Noivos:
Rodolfo e Rute no seu smart a caminho da Quinta :)
Me:
Vestido by-my-unique-stylist
Cabelo: Nuno de Oliveira
Sapatos: Asos 
Clutch: vintage (mommy's)
Make up: Kiko, Rituals and me ;) - a sombra dourada conquistou-me para sempre!


sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Natal | 1

Mãe,
eu sei que lês este blogue - pai, eu sei que tu também lês. E portanto, numa tentativa desesperada de te envergonhar publicamente - algo que eu já deveria saber que não resulta! - serve este post para dizer:
 não te esqueças do que pedi de presente de Nataleeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!

Obrigada, mãe. Até dia 24 de Dezembro :)

imagem retirada da internet

A chegada da mana | o melhor do meu dia

A mana chegou de viagem. Depois de uma semana e meia - eu sei que às vezes estamos sem nos ver mais tempo -, sempre que ela volta sinto aquela coisa de miúda [de irmã mais nova!]: as saudades, a espera pelo abrir da mala.. os anos passam e passam e passam mas houve uma coisa que a mana mais velha nunca deixou de fazer: trazer presentes de cada viagem que traz. O que faz com que a chegada dela seja um misto de ansiedade pela presença dela e de regresso à infância porque é um Natal antecipado. Ela voltou e o meu dia acbaou mais cheio. Dela.*

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Frente e Verso: Sobre o bullying...


Frente - Lénia 

Outra coisa não seria de esperar: miúda feia, olhos rasgados, óculos gigantes, a melhor aluna da turma e com um nome esquisitinho. Alvo perfeito, portanto. Durante anos fui gozada por toda a gente. Caixa-de-óculos, toupeira, chinesa, lêndea, ténia. Sei que houve mais nomes “carinhosos”, mas estes são os que ficaram guardados. Não sei muito bem como é que “sobrevivi” ao bullying, confesso. Mas sobrevivi.

Lembro-me de ser excluída de tudo o que era cool: os meus colegas iam todos ao café, mas deixavam-me propositadamente para trás. Havia festas para as quais eu não era convidada. Não tinha um grupo de amigos, fazia as vezes de satélite de uma data deles. Mas não me chateava muito com isso. Continuei a estudar, a ser a melhor aluna da turma e mantive o nome que os meus pais me deram (apesar de ter considerado a hipótese de o mudar… mas só o podia fazer aos 18 anos e tinha a certeza que, quando chegasse essa altura, já não ia ter importância nenhuma.

Houve, inclusive, uma miúda que andava na mesma escola que eu - mas de quem nunca fui colega de turma - que implicava comigo de tal maneira que deu o meu nome a uma cadela que teve, só para ter o prazer de andar pela rua a dizer “Lénia, senta”. Maravilhoso.

Sei que nunca liguei muito ao bullying que fui sofrendo. Talvez por saber o que era e por ter uma personalidade forte (sempre tive, não adianta negar). E nunca dei parte de fraca. Numa das vezes em que me ameaçaram numa aula. A rapariga chegou ao pé de mim, encostou o nariz ao meu e ameaçou que me dava uma carga de porrada. Respondi qualquer coisa como “força, gostava de ver isso”. Claro não me deu carga de porrada nenhuma.

Mas este bullying foi antes do advento da Internet e as coisas começavam e acabavam ali, na escola (ou onde fosse, mas era uma coisa localizada e pontual). Até podíamos ser gozados, mas não passava disso nem saía daquelas fronteiras. Os pais não nos defendiam de tudo e mais alguma coisa e não nos tratavam como se fôssemos principezinhos (os meus, pelo menos, não me tratavam assim!). Éramos responsabilizados pelo que fazíamos e ai de mim se levasse queixas para casa ou se chegasse aos ouvidos dos meus pais que eu andava por aí a asneirar.

Havia respeito, mais do que outra coisa. Hoje em dia perdeu-se o respeito. Aos pais, aos professores, à autoridade. Os mais velhos são “apenas” gente que tem que se dobrar à vontade dos miúdos e quem manda são estes e não os outros.

Hoje em dia vale tudo. É permitido pisar para subir. E tenho para mim que isto tem muito a ver com a ausência de figuras de autoridade em permanência na vida dos miúdos. Os pais trabalham e os filhos acabam por andar um bocado ao Deus dará, sem regras, sem rédeas e sem dar cavaco a ninguém. E depois, a forma de compensar os filhos pelas ausências passa por lhes dizer “amém” a tudo, por permitir tudo. E, algures nos últimos tempos, os filhos passaram a ser vistos pelos pais como seres perfeitos, a quem nada pode ser negado. Só que depois a atenção que falta aos miúdos em casa é compensada com estas buscas desesperadas por atenção e por validação - eles só querem ser os maiores e que toda a gente saiba disso.

Acredito que todos os pais querem o melhor para os filhos. Só que o melhor para os filhos não são gadgets, nem viagens, nem roupa de marca. É atenção, é carinho. E isso só pode ser dado por quem está presente, por quem se entrega no dia a dia à tarefa de educar.

E com isto desviei-me do bullying… ou talvez nem por isso…


 [Como habitualmente, a minha opinião sobre isto está no blogue da Lénia]
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