quarta-feira, 27 de novembro de 2013

O lema de Baden-Powell e a estupidez humana

Hoje acordei e, como faço normalmente, dei uma olhadela às notícias e outra às redes sociais. Deparei-me com a partilha de um dos textos mais absurdas, ignorantes e presunçosos que alguma vez já li - e que obviamente me tocou mais por serem focadas questões pessoais.

2007

A Raquel Varela, investigadora do Instituto de História Contemporânea da Universidade Nova de Lisboa, que já tinha sido notícia pelas tristes declarações no Prós e Contras onde o jovem Martim foi protagonista, voltou-se agora para o escutismo. 

A douta Raquel Varela - que por acaso é paga pelos meus impostos o que ainda me aborrece mais - acredita que os escuteiros são anti-proletários, e que andam, com o seu trabalho voluntário a retirar emprego ao País. Escreve a senhora:

"Hoje, por acaso justamente em Mafra, numa grande superfície, vi escuteiros a embrulhar presentes. Perguntei à responsável porque estavam eles ali, ao que ela me respondeu que estavam ali «a fazer aquele trabalho e a angariar fundos para ajudar as famílias carenciadas». Esclareci-a que, num país decente, aquilo era: 1) trabalho infantil mascarado de trabalho voluntário; 2) substituição de trabalhadores que ocupam aquelas funções por trabalhadores que não recebem ou recebem muito abaixo dos outros da mesma empresa; 3) que isso descapitaliza a Segurança Social e o Estado Social porque há cada vez menos gente a descontar. Finalmente, disse-lhe, com quietude, que ela não estava ali a ajudar famílias carenciadas, estava a contribuir para as produzir: estava a ocupar, com crianças, lugares de trabalhadores que, por aquela via também, não são contratado".

Portanto, e tendo em conta os meus 13 ou mais anos de escutismo, fiquei a saber que 1) fui explorada para trabalhar durante a infância; 2) roubei trabalho a pessoas; 3) sou culpada pela descapitalização da SS e do Estado Social.

Não sei o que esta senhora acha que se faz nos acampamentos, no trabalho para ganhar competências, no desenvolvimento humano e no trabalho fantástico que é feito em termos de desenvolvimento social e pessoal de cada um dos jovens que passam por este movimento, mas acredito que para tudo isto ela tenha uma explicação sobre como fazem mal ao mundo.

Mas Raquel Varela vai mais longe e diz mesmo que "Acredito que ela o faça por bem… tenho quase a certeza disso, na verdade; mas há homens que matam as mulheres porque «elas jamais conseguiriam viver sem eles»— ou como dizia certo velho com barbas: de boas intenções «está o inferno cheio!»"

Ou seja: um grupo de jovens a contribuir para o bem-estar social é comparado, preto no branco, a um assassino.

A Raquel Varela nunca foi escuteira. E também não deve ter convivido com muitas pessoas que o tenham sido. Mas à Raquel Varela, que possivelmente nunca lerá isto, eu gostava de deixar algumas palavras, ainda que eventualmente ela nunca as vá entender - uma vez que nós, escuteiros [porque "escuteiro uma vez, escuteiro para sempre"] somos a semente do mal.

1. O movimento escutista ajuda, há séculos, milhares de jovens em todo o mundo a encontrar o seu caminho. Pela minha mão, já quando fazia parte de equipas de animação, passaram jovens que andavam perdidos, que precisavam de regras, que precisavam de quem os ouvisse, de quem se preocupasse com eles, de quem confiasse neles: o escutismo dava-lhes isso e mais. Dava-lhes competência de liderança, de entreajuda; dava-lhes ensinamentos de orientação, canoagem, natação, amarrações e o que seja;

2. O movimento escutista, voluntário (imagine-se!!) vive, verdadeiramente, de pessoas que acreditam que devem dar o seu tempo aos outros. Os meus dirigentes deixavam em casa a família e iam acampar connosco uma semana para nos ensinar a viver em comunidade, para aprendermos regras de hierarquia, para conhecermos a natureza, para nos divertirmos, para fazermos amigos de outros lugares, países, até...pessoas que partilhavam connosco lenços, fardas e sobretudo o mesmo espírito.

3. O movimento escutista faz algumas pessoas encontrarem amigos para a vida. Faz-nos aprender quem somos em situações limite. Faz-nos todos iguais ser todos uns para os outros.

4. O movimento escutista tem poucos lemas. Um deles é "deixar o mundo melhor do que o encontrámos". Outro é "Sempre alerta para servir". Ambos são voluntários. Ambos querem apenas formar pessoas suficientemente altruístas que não batam numa pessoa como a Raquel Varela quando ela debita palavras tão idiotas quanto as que referi acima.

5. O escutismo faz-nos acreditar que podemos viver num mundo melhor, e que há sempre alguém que estará alerta para os problemas e necessidades de quem nos rodeia.

Acredito que a Raquel não entenda nada do que escrevi acima, porque são conceitos que claramente não domina. Mas Raquel, o escutismo também faz pessoas felizes somente a dar-se aos outros. E eu cá acredito que é isso que reamente a aborreça: o facto de haver pessoas que saibam ser felizes sem terem que fazer mal aos outros.

Ao contrário de si.




42 comentários:

  1. Esses "bujardas" são de gente invejosa e ignorante. São autenticamente "vozes de burro ..." as quais dispensam quaisquer comentários.

    ResponderEliminar
  2. Belas palavras. Bom, agora alem do meu 'mau-feitiu' ja sei que também sou um agente do mal! Mas uma coisa é certa... .sou tão feliz assim! e aprendi tanto com o Escotismo!!! Bem haja, e Sempre Pronto / Sempre Alerta!

    ResponderEliminar
  3. Confesso que quando li o artigo desta senhora pensei que nem a valia a pena responder, mas mostraste o contrário. Só porque afinal de contas até faço parte deste grande grupo de escuteiros que, e ainda bem, dá nas vistas a quem faz compras neste hipermercado. Sim, perceber nos dias de hoje a experiência do serviço, do trabalho repartido, da entreajuda é muito difícil. Não se vai lá pelos estudos, vai-se pela vida, pelos gestos concretos de quem abdica do seu tempo a favor dos outros. Sim, o mundo está muito para além de um monitor de computador. Talvez lancemos a esta senhora o mesmo desafio que BP nos deixou "quer deixar o mundo um pouco melhor do que encontrou?" Se sim é arregaçar as mangas, sair de casa, enfrentar de peito aberto o frio, aprender a saber acolher o outro, lançar sorrisos. Iria no fundo ver que não custa nada.

    ResponderEliminar
  4. Não conheço, não tenho vontade nenhuma em conhecer essa tal Raquel e espero bem que nunca me apareça à frente, tenho um estômago sensível e posso vomitar ao vê-la.Só uma pessoa ignorante, com um caracter de muito baixo nível pode proferir tais afirmações.Foi no escotismo que encontrei os melhores amigos e hoje aos 66 anos de idade tenho a maior alegria quando vejo os jovens com quem convivi a darem-se como voluntários em diferentes tarefas por esse mundo fora.
    Quando quiser falar de escotismo e dos escoteiros venha passar umas temporadas connosco, vai ver que vai sair muito mais enriquecida e com uma visão completamente da vida.

    ResponderEliminar
  5. Criticam muito mas a raquel tem razão

    JL

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Se achas que a Raquel tem razão é porque além de inculto (de não saberes do que falas - podes ler sobre os escuteiros que até te fazia bem), não tens a mínima noção de sociedade e de entreajuda!

      Eliminar
  6. Obviamente pelas razões que refere no texto Meg

    ResponderEliminar
  7. A sério? Os escuteiros andam a tirar emprego ao mundo? [se isto não fosse grave eu ria-me. Muito. Porque ela pensar assim não me surpreende. mas haver quem ainda concorde com ela...]

    ResponderEliminar
  8. para quem não conhece: https://www.facebook.com/raquelvarelahistoriadora
    sempre lhe podem mandar esta belíssima resposta por mensagem
    e já agora JL, só vamos embrulhar presentes porque mais ninguém quer aquele trabalho e porque, nesta época natalícia, vamos conseguir ajudar alguém com o dinheiro angariado

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Duvido que ninguém queira esse trabalho com a taxa de desemprego existente no nosso país

      JL

      Eliminar
    2. Nem para a agricultura querem ir, não vês as notícias?

      Eliminar
    3. Já fui escuteiro durante 6 anos da minha vida, só comento porque sei do que falo. Também vejo notícias e conheço desempregados que davam tudo para embrulhar prendas e receber qualquer coisita ao fim do mês. Garanto que sei do que falo

      JL

      Eliminar
    4. JL, sou apenas um jovem de 18 no entanto ja passei 10 anos da minha vida associado a este grande movimento chamado escutismo. Acho que o que dizes e a Sra. Raquel tambem nao faz qq sentido..
      Muitas pessoas preferem estar no bem bom do que ir trabalhar, a aturar pessoas durante 8 ou mais horas.
      Se os escuteiros nao estivessem la muito provavelmente nem se iria colocar alguém naquele "posto de trabalho" como o chamam. E isso acontece em muitas superfícies comerciais, e so esta la alguem porque nos voluntaria-mos, nada mais. Não tiramos emprego a ninguem...
      As pessoas se quisessem mesmo trabalho, saiam do bem bom da cidade e iam para o campo, onde há falta de pessoas para trabalhar...

      Eliminar
    5. A questão de "embrulhar os presentes" não passa por roubar o lugar de emprego a ninguém. Muito simplesmente porque não é um posto de trabalho. Existem duas opções para esta situação: ou os supermercados ajudam os escuteiros e deixam-nos fazer isso; ou ninguém vai estar a embrulhar os presentes. É fácil de perceber. Aquele lugar é criado de forma a ser uma oportunidade para nós, escuteiros. Não é realmente um posto de trabalho, uma forma de emprego.

      Eliminar
    6. Tás enganado, eu própria quando não tenho emprego vou candidatar-me, mas já no ano passado me disseram que não valia a pena porque haviam voluntário a fazê-lo, ganhado menos ou até trabalhando de borla, e já que tenho um filho para sustentar procuro tudo o que possa fazer....

      Eliminar
    7. Já pensaste nas pessoas que tem filhos, como podem ir para campos isolados onde nem irão dar alojamento a todos na família, e para ter de os levar à escola ou infantário, o que na maioria das aldeias portuguesas não existe....

      Eliminar
  9. se fomos ver por esse prisma... Sendo o escutismo uma actidade voluntaria, todo o '' dinheiro''que entra tem que sair... Pondo a economia a girar...ou seja, cria emprego...

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. e esse dinheiro sai! quem disse que não?!
      outro que não é escuteiro...
      TPC - 1º- ler sobre o escutismo e pesquisar sobre o que é feito no movimento
      - 2º- pensar em alguma coisa com sentido e com veracidade e útil para dizer
      - 3º- dizer alguma coisa de jeito!!

      Eliminar
    2. és tão ignorante que não percebeste que ele estava a defender a tua ideia

      Eliminar
    3. peço desculpa, não tinha percebido

      Eliminar
  10. huuum interessante... então quer dizer que neste momento ando a fazer um CIP para me aprofundar os meus conhecimentos do mal, para ensinar as crianças a serem maldosas, a "roubarem" emprego. tá bem. 16 anos de Escutismo para no final perceber que afinal andei este tempo todo a fazer mal aos outros. segundo a teoria desta senhora, todas as associaçoes sem fins lucrativos deste pais (onde a maioria das pessoas que as integra, faz as coisas de bom grado, por amor a camisola) andam a contribuir para o desemprego do pais. BP acabou de dar 7 voltas no caixão com este triste comentário.

    ResponderEliminar
  11. Acho que disses-te tudo o que havia a dizer e que toda a exploração infantil trouxe-se tanta diversão como o escutismo traz!

    ResponderEliminar
  12. também sou escuteira, também faço muito voluntariado, e também preciso de dinheiro para sobreviver.. Mas sr ou sra JL poupe-nos!
    e sabem a melhor? este natal enviei o meu currículo para um shopping e responderam-me a perguntar se queria o lugar para embrulhar presentes. respondi que sim claro, e perguntei as condições:
    - de 24 de novembro a 24 de dezembro
    - 8h por dia
    - sem uma única folga
    - (e agora a melhor parte) 300€

    ou seja, 1 mês de trabalho, 8h diárias por muito menos que o ordenado mínimo.
    digam-me lá agora quem é que quer fazer este trabalho...

    e digam-me que se não for os escuteiros, quem fará este trabalho.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Querem as pessoas que não tem outro meio para o ganhar, e que tem de alimentar e vestir os filhos.....

      Eliminar
  13. acho que nem vale a pena estarmo nos a chatear com isto. acho que falo por todos os escuteiros (-e escoteiros) q estamos de consciência tranquila em relação ao desemprego que causamos durante estes quase 100 anos de CNE.

    é algo que só quem tem um lenço ao pescoço entende

    ResponderEliminar
  14. Completamente de acordo dos meus 6 anos de escuteiro nunca fui tao feliz na minha vida e ajudar as pessoas faz parte da minha felicidade

    ResponderEliminar
  15. "O escuta e' filho de Portugal e bom cidadao", "O dever do escuta comeca em casa"

    ResponderEliminar
  16. Acho que está aqui muita gente confusa, o que está em causa não é a atitude nem o lema dos escuteiros, mas sim com a sra diz o trabalho feito por crianças e mais problemático ainda, é o facto de pagarem muito menos que a uma pessoa que estivesse a realizar as mesmas funções.
    Tenho uma amiga que quando estava desempregada ia aos hipermercados procurar este tipo de trabalho, o de embrulho de presentes, e agora a resposta que ouve é que os voluntários fazem-no de borla ou mais barato que já não é necessário contratar alguém.
    Penso que o lema dos escuteiros é bom e solidário, mas o que está em causa é a "mameirice" dos grandes empresários, que assim ganham mais um pouco e evitam despesas com a segurança social e finanças....

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. obrigado! é isto mesmo! focaram-se num suposto ataque da Raquel Varela aos escuteiros como entidade, quando o que ela critica é precisamente isto.
      e quem acha que a Raquel Varela é contra um "mundo melhor", esse mundo que pelos vistos os escuteiros é que criam, não leu muitos textos ou intervenções da investigadora...

      Eliminar
    2. Isso é verdade. mas também todo o dinheiro que la ganhamos investimos ou em acampamentos ou material escutista, o que quer que seja, ou seja também ajudamos a economia. logo ajudamos a criar emprego a diferença é que o dinheiro vem da boa vontade das pessoas e não dos donos dos hipermercados.

      Eliminar
  17. Se formos a pensar bem, os escuteiros do concelho de Mafra já fazem este trabalho voluntário há anos... Os outros hipermercados de Mafra aderiram agora à colocação de escuteiros "voluntários" para o embrulho de presentes e, antes disto, não havia uma única pessoa a fazer os tais embrulhos. As grandes superfícies ganham, com isso? Se calhar sim, mas não em todos os casos. Estando os escuteiros a fazer embrulhos em sítios onde nunca contrataram pessoas para os fazer, não retiram emprego a ninguém, e por ser uma angariação de fundos para famílias carenciadas, a superfície paga aos escuteiros qualquer coisa simbólica que não pagaria a ninguém caso não fossem os escuteiros a oferecer o seu trabalho! Isto visto de um ponto de vista mais "técnico". Do ponto de vista de Escuteira, também realizeu muitas angariações de fundos para o meu agrupamento, vendi muitos bolos, muito pão quente, calendários, rifas e etc etc etc. Se foi trabalho infantil? Estava a trabalhar para um bem comum, ganhar dinheiro para toda a secção poder fazer um acampamento mais longe, para construir a sede de escuteiros, pada poder ajudar as pessoas mais carenciadas a ter um natal melhor. Agora pensemos, mandar um filho para um acampamento para ele ter de montar a sua tenda e ter de fazer as construções da sua equipa etc etc é trabalho forçado? É trabalho forçado quando para as escolas as crianças também andam a vender rifas? Ou quando as crianças aprendem a reciclar na escola e recolhem o lixo do chão? A escola também está a poupar numa empregada de limpeza...
    É certo que muita gente quer emprego e não o tem, é certo que por muito baixo que fosse o ordenado, muita gente ia querer... Mas no concelho de Mafra esse posto de trabalho não existia nem ia passar a existir, porque não deixar os escuteiros tomá-lo à vontade?
    Outra coisa, por 300€ um mês sem folgas, o que sobra é gente a não querer o emprego, porque somos um país de comodistas. Ninguém quer ficar tanto tempo fora de casa a aturar pessoas mal educadas sem paciência, trabalhar no dia de natal e etc, no fundo, trabalhar. Se os escuteiros querem, ainda por cima para fazerem o bem por, se calhar, quem não pode... Qual é o grande problema?
    "O escuta é filho de Portugal e bom cidadão", e somos uma entidade credível como tantas outras.
    Dra Raquel Varela, se algum dia precisar de presentes embrulhados, ficarei contente por saber que não se dirigiu aos escuteiros para os embrulhar e que não está a contribuir para o trabalho escravo infantil. E se algum dia, na eventualidade de ser das pessoas que PRECISAM, precisar, saiba que os escuteiros fariam isso por si... Mas acredito que seja orgulhosa ao ponto de, num futuro hipotético, não aceitar a ajuda que precisasse. Sim, porque muitas das pessoas carenciadas no nosso concelho de Mafra são idosas, não trabalham porque não podem, e vivem à base da esmola do outro. Não há vergonha nenhuma nem escravidão nenhuma em colocar jovens com 15 e mais anos a embrulhar presentes (que muitos até gostam) !
    SM

    ResponderEliminar
  18. Meg parabens por publicares... estou chocada... sou escuteira ha 21 anos, desde os 6 e tenho 27, interrompi na altura da faculdade. Sou sociologa e tambem faço parte da equipa da animação da 1 secção, e o que esta senhora Raquel diz é um atentadi aos conceitos de cidadania, voluntariado e boa educação...mas resumindo, no meu agrp tb vamos embrulhar presentes e a remuneração tem vários fins, entre elas actividades que promovem conhecimento de novas realidades culturais, atraves de tecnicas escutistas, a socialização, e o crescimento saudavel assente em valores escutistas da criança e do jovem, e agora vao nos chamar de egoistas? Enfim... sejam felizes...

    ResponderEliminar
  19. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
  20. Grande texto! Parabéns!

    ResponderEliminar
  21. O que é que aborrece exactamente a autora no facto de a Raquel Varela ser paga com os seus impostos? Tem um problema com a existência de investigadores que não sirvam os seus interesses? Se a Raquel escrevesse um texto a louvar a acção dos escuteiros já merecia o dinheiro que recebe?

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Não, Pedro, não tenho problema nenhum com bons investigadores. Com pessosa que sejam inteligentes - e isso implica passar a inteligência para tudo o que faz e diz a vida e não apenas para os trabalhos académicos :) Não é isso que esta senhora tem demonstrado! Tenho pena que os meus impostos paguem a investigadores menos bons. Desculpe, mas realmente não consigo evitar. :)


      Eliminar
  22. Anda tudo tão preocupado com "fait divers"..

    J. Botelho

    ResponderEliminar
  23. a coisa mais absurda que já li na minha vida, mas infelizmente Portugal está cheio destes eruditos intelectuais que pensam que detêm a verdade absoluta. Apenas me irrita os meus impostos pagarem esta estupidez!! Meg, estou contigo!!

    ResponderEliminar
  24. Há que ter calma e não levar as coisas a peito só porque envolve uma instituição que nos é querida e da qual fazemos parte. Creio que a autora do texto e muitos dos que aqui comentam não entenderam nada do que a Raquel Varela disse. Ela não disse que o escutismo era mau, nem a origem do mal, nem que explorava criancinhas nem nada disso. Ela apenas limitou-se a criticar uma má decisão de algum dirigente de um agrupamento Escuta. Sim, foi uma má escolha colocar escuteiros a fazer este género de trabalho. Há muitas formas de fazer voluntariado e de ajudar os outros e de certeza todos vós conhecem pelo menos meia dúzia de outras actividades, quer porque já as praticaram ou porque testemunharam outros escuteiros a praticá-las. De facto neste momento há muito desemprego e o Natal era sempre uma altura em que muita gente conseguia emprego durante alguns meses devido ao reforço que as grandes superfícies fazem nesta quadra. Vir ocupar esses postos de trabalho de forma voluntária não ajuda ninguém a não ser os donos dessas grandes superfícies, que estão a ter trabalho feito sem ter de contratar nem pagar a ninguém e entretanto umas quantas dezenas de pessoas perderam a oportunidade de conseguir ganhar algum dinheiro que decerto lhes faria muita falta. Vamos a ter calma. Esta decisão não foi de facto boa, mas criticar uma má decisão não é o mesmo que vilipendiar toda a instituição! Além disso nada nem ninguém está acima de julgamento algum nem imune a criticas e há que saber reconhecer que o Escutismo tem trazido muitas coisas boas, mas também há que reconhecer quando acontece um erro (precisamente para que não se repita). Vá, párem lá de transformar a senhora no diabo em pessoa só porque emitiu uma opinião e se preocupou com os desempregados. Não faz parte do escutismo atender aos outros que estão pior que nós? O que interessa é continuar a praticar um bom trabalho (e já agora não deixar que entidades com outros interesses que não o do bem comum se aproveitem da boa vontade dos escuteiros)!

    ResponderEliminar

Ocorreu um erro neste dispositivo