sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Frente e Verso: These shoes were made for walking




Frente | Lénia

Sapatos: objectos que se usam nos pés, para proteger das condições climatéricas e para evitar andar com os pés em carne viva.

Não sou apaixonada por sapatos. Não fui educada assim, e, talvez inconscientemente, continuo a praticar o que me ensinou a minha mãe. Tenho pouco calçado e não faço muita questão de ter mais.
A regra é: cada coisa, em preto e castanho. Portanto, tenho umas botas pretas, de salto alto e umas castanhas rasas. Tenho uns botins cinzentos e uns castanhos. Sandálias e sabrinas, tenho mais porque compro na Primark, e não gasto mais de 10 euros em cada par. Sapatos de salto alto são o que tenho mais – porque compro quando preciso de qualquer coisa para um evento qualquer, tipo casamentos e baptizados. Mas não me perco por sapatos, não tenho coisas que comprei sem precisar, só porque passei na loja e gostei do que vi. Já tive, já fiz isso, mas hoje em dia não faço.
Mesmo para os miúdos, a regra é a mesma: um ou dois pares de cada tipo de calçado e chega bem.

Não tenho nada contra quem tem mais sapatos do que dias no ano para os usar. Em podendo, não vejo por que não. Mas eu perco-me por outro tipo de coisas (e haverá uma semana em que vamos escrever sobre isso, parece-me!), não por sapatos – nem por malas, nem por acessórios. Até no que toca a roupa, já fui bem mais consumista do que sou hoje.

Depois, tenho o bloqueio do preço. Tudo o que custe mais de 10 euros é caro. Então mas não compras nada por mais de 10 euros? Compro, se tiver mesmo que ser: se precisar de uns sapatos e não encontrar nada que me agrade por menos do que isso, que remédio. Mas tenho uma barreira psicológica que termina nos 40 euros. Por exemplo, uma vez comprei uns sapatos pretos, na Aldo, por 40 euros. No dia seguinte fui devolvê-los: não consegui lidar com a compra. O calçado mais caro que tenho são umas botas que já estão a fazer o terceiro inverno e que uso quase todos os dias – ou seja, custaram 70 euros, mas estão mais que pagas, dado o uso que já tiveram. Há dias estragou-se um dos fechos. Troquei os fechos, pus capas novas, paguei 22 euros e, mesmo assim, acho que compensa, em oposição a ir comprar umas botas novas.

Claro que não vivo num buraco e sei que um bom par de sapatos ajuda a compor a imagem. Há alturas em que me visto em função dos sapatos que escolho e, nesses dias, aquele é um item importante. Só que isto acontece aí umas três vezes por ano, portanto acho que não minto se disser que não é um caso de paixão.

Agora imaginem: sai-me o Euromilhões. Continuo a comprar sapatos na Primark? Provavelmente não. Mas não hei-de precisar de mudar de casa só para ter uma assoalhada para sapatos...

[a minha opinião sobre o assunto, como sempre, está no blog da Lénia]

1 comentário:

  1. também não me perco por sapatos. dou mais do que 10euros, têm que ser mesmo confortáveis. saltos não uso (só em casamentos e é um sufoco). botas, ténis e sandálias rasas são o que mais gosto :)

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