quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Frente e Verso: Viagem de Sonho



Frente (Lénia)

Agora estalava os dedos e aterrava… onde? Fácil: no Japão. Esqueçam o Japão tecnológico, das mil luzes sempre a piscar, do barulho, dos carros alucinados, dos japoneses aos guinchos e aos saltos, da mangá e do anime. Esqueçam. O “meu” Japão não é Tóquio.
Aquilo que me fascina no Japão é a ancestralidade, a história, as tradições (e o sushi, mas isso é outra conversa...). Portanto, se pudesse estalar os dedos, aterrava já em Kyoto. E porquê Kyoto? Culpa de um livro que me marcou muito, “Memórias de uma Gueixa”, de Arthur Golden. Quando o li pela primeira vez, há uns 10 anos, apaixonei-me em definitivo pelo país do sol nascente – e se já era aficionada por via do Karate (que pratiquei durante uns anos), mais fiquei depois de ler o livro que, tanto quanto sei, retrata muito fielmente o que se passa na cidade.

Gostava muito, muito mesmo, de poder conhecer ao vivo esta cultura que tanto me diz. Gostava de ver de perto as gueixas, de assistir a uma sessão de Kabuki (teatro tradicional japonês), de comer sushi no sítio onde o sushi nasceu.

Podia perfeitamente andar por lá umas três ou quatro semanas, para ter tempo de respirar profundamente o país. Mas, lá está, aquilo que hoje em dia caracteriza o Japão não me diz rigorosamente nada, portanto ficava-me pelo Japão profundo e não punha os pés na capital.

Isto é mesmo uma viagem de sonho, que só farei em sonhos. Pode ser que muita coisa mude e que um dia consiga mesmo concertizar isto. Mas eu diria que esta viagem, para mim, fica apenas no domínio da ficção. Até porque, se pudesse, o primeiro sítio onde ia fica para o outro lado, para oeste: NYC.

Mas, enfim, sonhar não custa... portanto, continuo a sonhar com Kyoto, com o Gion (o bairro de Kyoto onde vivem as gueixas – coisa que hoje em dia existe mais para turista ver do que outra coisa), com o Palácio Imperial... (E era tão bom que me saísse o Euromilhões entretanto...!)

[O verso, para variar, está aqui]

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