quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

BOAS FESTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAS!!

Queridos todos que acompanham as cenas diversas que vou aqui escrevendo!, espero que tenham um super hiper mega FELIZ NATAL!! Que seja uma época de renascimento, de amor, de gratidão, de serenidade e de muita alegria!

Que seja um Natal repleto de coisas boas e que 2015 vos traga tudo aquilo por que lutam. Que nos traga a todos!

ATÉ JANEIROOOOO!!!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Letras & Magnólias | Natal



Natal é tempo de dar. Para o último Letras & Magnólias do ano, decidimos que poderíamos dar-vos mais um pouco de nós. Combinámos que enviaríamos uma à outra, sem combinar coisa alguma, cerca de dez perguntas. O envio teria que ser feito ao mesmo tempo para não nos influenciarmos. O resultado são perguntas muitos diferentes e respostas à medida. Aqui podem conhecer melhor a Lénia. As minhas Letras estão no blogue do costume.


1. Qual a coisa que mais te angustia?
A morte. A ideia de que tenho um tempo finito por aqui e saber que não poderei fazer tudo o que quero fazer. Não é a morte em si que me assusta. É pensar em tudo o que deixarei para trás. Curiosamente, antes de ter filhos não tinha nada esta preocupação. Depois, com a chegada deles, veio o medo e a angústia perante a morte.
2. Qual é a tua relação com o poder? Incomoda-te?
Tenho uma relação estranha com o poder. Não nasci para mandar - não naquele sentido institucional, de ser chefe de pessoas e assim. Tenho muito respeito por hierarquias e tendo a ser um bocado subserviente, o que é horrível. Incomoda-me o despotismo. Já tive disto num dos meus ex-empregos e, obviamente, não aguentei a coisa muito tempo. Não percebo aquelas pessoas que vivem para trepar, para chegar a lugares de topo. Nunca fui assim. Sou muito pouco ambiciosa (e isto tem tanto de bom como de mau, aviso já!).
3. Tinhas sonhos, quando eras criança. Quais deles se concretizaram?
Lembro-me de ser muito miúda (uns 12 anos, talvez) e de ter tido a ideia claríssima de que um dia haveria de viver sozinha. Na altura, dizia que era quando fizesse 18 anos. Concretizou-se aos 24, quando comprei a minha casa. Também sempre quis muito ser mãe e sempre achei que seria mãe aos 28. Bingo.
Sonhava viajar muito, mas viajei muito menos do que sonhei, até agora.
4. Que sonhos tens agora?
Há muito tempo, apenas um: fazer-me escritora. Não tenho pressa nenhuma com isto, não escrevo a metro nem com a pressão de editar a primeira porcaria que termine. Tenho tempo (ou não tanto - ver resposta à pergunta 1). Acredito mesmo que um dia acontecerá. Sei que esse é o meu caminho. Nunca quis fazer nada tanto como quero escrever.
5. O que gostavas de deixar ao mundo?
Livros, lá está. Assusta-me a ideia de não perdurar para lá da minha morte, mas não é isso que me faz escrever. A verdade é que tenho muitas, muitas histórias por aqui, a pedir para serem contadas.
6. Qual a coisa mais importante que gostavas de ensinar aos teus filhos?
Quero que percebam que podem ser quem são sem passar por cima de ninguém. Quero que sejam generosos, equilibrados, curiosos, trabalhadores, empenhados. Quero que sonhem e que lutem pelos sonhos que tiverem. Quero que sejam felizes e que saibam que, para isso, só precisam de acreditar neles mesmos. Quero ensiná-los a levantarem-se depois de caírem e que percebam que isto é muito mais importante do que saber evitar as quedas.
7. O que procuras nas pessoas?
Defeito de fabrico (sou uma psicóloga frustrada - tive, durante muito tempo, o sonho de ser psicóloga forense, ideia rapidamente "descartada" pelo meu pai, que não me queria a trabalhar com criminosos), procuro ler sempre para lá do que me mostram. As pessoas são muito mais o que escondem do que o que exibem e é isso que me fascina.
Nas minhas relações sociais, procuro essencialmente gente descomplicada. Não tenho muita paciência para salamaleques nem para espalhafatos. Gosto de gente que se ri de si própria, que não se leva muito a sério e que não tem problema em assumir as suas fragilidades.
8. Se te dissessem que tinhas três desejos que podias ver concretizados, como o Aladino, quais seriam?
Hummmm... difícil, esta!
Então: Pedia para ter os meus filhos, os meus pais e o meu marido para sempre comigo - que nenhum adoecesse nem morresse, isto é. Depois pedia tempo: que o Génio me arranjasse mais uns 200 anos para viver (podia ser à conta de plásticas tipo Duquesa de Alba, sem problema!). E depois pedia fundos ilimitados, monetariamente falando - o tipo de fundos que me permitisse fazer tudo o que me falta fazer: viagens, viver uma temporada em Nova Iorque, conhecer países esquisitos como o Irão e o Bangladesh, por exemplo. Ah, e com os tais fundos ilimitados punha sorrisos na cara de muita gente: ajudava os amigos e a família para que também eles pudesse concretizar os seus sonhos.
9. O que te faz levantar todos os dias?
Os meus filhos, na verdade. Sei que, até eles estarem encaminhados na vida, a minha missão e cuidar deles e guiá-los. Nos entretantos, vou fazendo pelo meu próprio sonho - o tal da escrita. Mas, para já, o que quero é vê-los crescer felizes e é por isso que me mexo todos os dias.
10. Quem é que te inspira?
Ui... confesso que não te sei responder a isto. Já me senti inspirada por pessoas que se revelaram verdadeiras vendedoras de banha da cobra, portanto acho que já evito um bocadinho ir por aí.
11. Como é que se chega à "verdadeira" Lénia? What does it take?
Eu sou muito complicadinha: sou super extrovertida mas sou ainda mais reservada. Contra-senso? Não. Uma é a face pública, visível: sou muito dada, faço amigos (conhecidos, vá) com muita facilidade, sou comunicadora. A outra é a face privada: muito pouca gente me conhece a fundo. Não se trata de esconder o que sou. Trata-se de reservar o que é só meu para um círculo muito restrito de pessoas. No fundo, acho que tenho alguma dificuldade em confiar nas pessoas a 100%, porque já me desiludi muito. É uma defesa, se quiseres. Aquilo que eu mostro ao mundo é aí 5% do que eu sou. E não é por mal...

domingo, 14 de dezembro de 2014

É isto o Natal?

Portanto, as horas continuam a passar velozes, neste pequeno quadrado de mundo - o meu - e o trabalho vai-se empilhando e empilhando enquanto eu loucamente lhe tento dar vazão. A semana começou hoje depois de a semana passada ter tido mais horas do que alguma vez julguei ser possível. Tenho mais quatro dias pela frente, e todos eles se adivinham infinitamente grandes.

O Natal - de que eu tanto gosto - está a chegar, e eu tenho menos espírito natalício que a rena Rodolfo em Agosto. Não tenho tempo para pensar no Natal. Na verdade, nem quase para pensar. Ah!

Mas entretanto, ontem, por vicissitudes várias - que nada têm a ver comigo, que eu tinha os mimo de Natal tratados no final de Novembro, como já referi.. - precisei de enfrentar o Colombo. Isso. O Centro Comercial Colombo a duas semanas do Natal. E a loja da Disney. E outras que tais. Não sei qual o sentimento que me consumiu mais rápido: o que me fazia querer fugir dali para fora ou a profunda tristeza de assimilar aquilo em que se transformou o Natal.

Eu venho de uma família simples, cresci numa vila ainda mais simples e os meus Natais sempre foram incríveis. Era o tempo de estar com as pessoas, de trocar bolinhos, bolachinhas, de ter roupa nova ou os livros que não podiam ser comprados ao longo do ano. Trocávamos velas, postais de Natal. Coisas simples. E tentávamos dar algo a quem tinha menos.

Na Disney [uma loja odiosa, para dizer a verdade], apetecia-me chorar. Verdadeiramente. Certo, eu ando um pouco cansada e com isso mais sensível, mas realmente apetecia-me. À minha frente desfilavam sacos com vestidos de princesa, de homem aranha, sabrinas de plástico rosa, tiaras e demais bonecas absolutamente inúteis com preços a roçar o ridículo. As pessoas largavam, naqueles balcões, dezenas, centenas de euros. Em coisas inúteis. Havia quem saísse de lá com quatro bonecas de 30 euros cada. E eu confesso que olhava, aparvalhada, para tudo o que acontecia e pensava que o problema era meu. Tinha que ser meu. Tem que ser meu.

Eu sei que no Natal as crianças pedem brinquedos. Eu também pedia. Os meus sobrinhos também pedem - e well, eu estava na Disney, right? Eu não sou a tia que dá brinquedos. Eu sou a tia que dá livros, que dá jogos didáticos, que dá roupa quando é preciso. Sou a tia chata que se recusa a dar 30 euros por uma boneca inútil ou por um fato de homem aranha. Porque não cresci assim. Cresci com os meus pais a mostrar-nos que no Natal é também tempo de dar coisas úteis. Aquelas coisas que até podem ser um bocadinho dispensáveis, ou mais caras, mas que de alguma forma são úteis no resto do ano.

E eu tento levar isso para o meu Natal - quando posso. Este ano todas as minhas amigas vão receber lembrancinhas de nada. Porque não podia não lhes dar algo, mas também não podia dar mais. São coisas para elas usarem, que de alguma forma me fazem estar perto. É assim o meu Natal. Usámos mais um bocadinho de dinheiro que o habitual para comprar comida para o Banco Alimentar e tentámos participar em acções de solidariedade para que o Natal pudesse chegar a todos.

E eu não gosto do Natal em que só se compram brinquedos, inutilidades e se gasta muito dinheiro. Incomoda-me. De verdade. E nestes dez minutos do meu dia, achei que o devia partilhar convosco. Para o facto de haver alguém aí que sinta o mesmo que eu. 



quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Ouro sobre azul

O desafio foi-me lançado pela Célia Ventura, que criou o divertido e útil Shoe Committee. Eu odeio ser fotografada - a querida Rita, da Still Photography, tem andado a trabalhar nisso comigo, mas...- só que o fotógrafo era o Mário, que já conhecia da papel. E de qualquer forma, estávamos a falar de sapatos, e esse assunto é-me sempre caro. Logo, não deu para recusar. E saiu isto! Estes são os meus sapatos-amor [tenho outros, mas só podia escolher um par. E este diz-me muito].

Ide, pessoas queridas, ide. Ide e dizei-me o que acham da minha prosa. E dos meus sapatos. Claro.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Letras&Magnólias | O elogio do elogio


O da Lénia:

Nisto dos elogios, há uma coisa que me irrita solenemente. Sabem aquelas pessoas que, quando as elogiamos, seja com um “és muito bonita”, um “essa roupa fica-te muito bem”, um “foste fenomenal naquela situação” ou um “fizeste aquilo muito bem”, se saem com um “não sou nada”, “não fica nada”, “oh... não foi nada de especial”, “nem por isso”? Odeio.
 
As pessoas esquecem-se do elementar: à partida, e partindo do princípio de que não lhes devemos favores nem lhes prestamos vassalagem, quando fazemos um elogio estamos a ser sinceros. Fazemo-lo porque achamos merecido, porque achamos mesmo o que estamos a dizer. E as pessoas, esquecendo-se disso, minimizam o elogio, não o aceitam, refutam, rebatem e tornam-se muito cansativas. Não há nada mais chato do que elogiar alguém e, na volta, em vez de um sorriso ou de um simples “obrigado”, recebermos toda uma contraposição ao que acabámos de dizer.

As pessoas deviam perceber e aceitar que têm capacidades e qualidades e que fazem algumas (muitas coisas) bem, a ponto de merecerem elogios. Deviam simplesmente entender que, talvez mais vezes do que pensem ser possível, alguém vai achar que elas se destacaram de alguma forma e vai elogiá-las. Saber aceitar elogios não é falta de humildade, não é presunção, não é ter a mania. É, simplesmente, saber ouvir e entender que sim, que os elogios são merecidos e não significam que a pessoa elogiada passe a achar que é a última Coca-Cola do deserto.


Portanto, e resumindo, aquelas pessoas que não sabem aceitar elogios e que, em vez de agradecerem, começam todo um debate que visa provar que não merecem ser elogiadas, são chatas e muito, muito irritantes. E eu sou uma dessas pessoas.

E o meu, no sítio do costume.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Dia de Ação de Graças

Eu, o computador no colo, o gato aconchegado na manta que nos aquece a ambos. No frigorífico há comida. Nos armários, também. Há cobertores, aquecedores, lençois quentinhos, água escaldante, toalhas fofas. Há botas quentes para calçar, casacos que nos permitem ficar secos, camisolas que nos mantêm quentes. Hoje, com o temporal que cai lá fora, parece que se adensa e se aprofunda este sentimento. De gratidão. Eu não sou muito de adotar feriados e festividades de outros países. Mas sempre gostei do Dia de Ação de Graças americano. Porque gosto que sejamos gratos. Sou muito muito grata por tudo o que tenho, pelas armas que me foram - que me são - dadas para lutar por tudo o que acho que faz sentido.

Sou grata pela família que tenho, com todas as suas particularidades. A que vem de há trinta anos e a que comecei a criar há quase dois. Sou grata pelos amigos, os mais e menos presentes, os que me ensinam tanto, todos os dias. Sou grata pelo meu trabalho, pelas oportunidades que me têm sido dadas. Pelas pessoas que têm passado pelo meu caminho ao longo da vida. Por todas elas: as que permaneceram e as que nos entretantos decidiram seguir outros rumos. Porque com todas aprendi algo. Cresci. Fiz-me quem sou.

Sou grata pelo que tenho. E tento lembrar-me disso sempre que quero mais, para não perder a noção de que ter mais não é sinónimo de ser mais. Sou grata pelos erros que cometi e pelas falhas que tenho e nas quais tento trabalhar todos dias.

Sou muito grata pela sorte que a vida me tem dado. De coração. E ao longo dos tempos fui tendo a certeza de que quanto mais grata sou, mais motivos a vida me dá para que esteja grata. Ou talvez seja o facto de me sentir tão grata que me mostra tantas coisas pelas quais agradecer.

Não sei. Sei que hoje é dia de agradecer por tudo o que temos - aliás, todos os dias são. E não de pensar em tudo o que não temos. Porque há-de haver sempre algo que não temos. Há-de haver sempre coisas que nos faltam, de que gostamos, que queremos. Sempre. Mas é tanto mais o que temos, que não há motivos para não estarmos sempre gratos.  Nem que seja pela nossa vida. Por acordarmos. Por termos pessoas quem gostam de nós. Por termos pessoas de quem gostamos. Por termos um teto sob o qual nos abrigarmos. Por termos o que comer. O que vestir. Por sermos. Todos os dias. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Infinitamente feliz

Cinco dias. 49 horas. Três dias. 24 horas. Milhares - literalmente, milhares e milhares e milhares - de caracteres escritos. Uma tendinite que não passa.  Esta semana não será, nem de longe, parecida com a semana passada, mas o esforço redobra-se por acumulação do cansaço. Pede-se à cabeça que pare, mas o trabalho acumula-no fatídico caderno onde vamos escrevendo as ideias que quase queremos não ter. Estás bem? Estou espetacular. Mais ou menos. Quase espetacular. Um sorriso e um suspiro. A semana começou, também, com uma quase paragem de digestão - sabem?Quando a digestão não pára mas demora mais de 12 horas a ficar concluída?

Espetacular. Porque alguém tem que mostrar que há motivos para sorrir. Aconteceu isto, ouve-se no primeiro telefonema do dia. E mais isto, no quarto. Sucedem-se os acontecimentos, os problemas para resolver, as coisas para fazer enquanto se escoa por entre os dedos o tempo que teima em não aumentar. Não temos já cabeça ou memória para assimilar o que nos dizem. Não é por mal. É por incapacidade. É por falta de sinapses que o permitam. Ah, e não vais fazer A e B e C? Não. Quando a semana acabar - e hoje acordei com a profunda convicção de que era quinta-feira - só quero dormir. E não o vou poder fazer. Pelo menos não poderei fazer SOMENTE isso. Portanto, sofro por antecipação. E sofrer por antecipação cansa.

Estou feliz. Infinitamente feliz. Mas se pudesse encostar-me só um bocadinho e dormir por mais de sete horas seguidas, duas noites, seria muito feliz. Enquanto não o faço, desligo o telefono, esqueço-me de mensagens, de emails, e tento esquecer-me também de que o mundo continua a rodar. Infinitamente feliz implica sacrifícios. Esquecer o mundo, às vezes, é um deles.


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Letras & Magnólias | Como reagimos quando desiludimos alguém?


"E quando somos nós a desiludir os outros? E se somos nós a razão da tristeza, do desapontamento? E se esperam de nós mais do que conseguimos, podemos ou queremos dar?
Há dias, porque desapontei uma pessoa, fiquei a pensar nisto. Passei dias angustiada, a sentir-me péssima, a duvidar de mim, das minhas capacidades. Sentia-me estranha no meu próprio corpo, uma coisa violenta que não gostei de sentir. Não foi a primeira vez que aconteceu, claro. Nem sei por que me tocou tanto. Sei que me senti aquém, senti-me pequenina. E, repito, não gostei. O meu marido, percebendo-me assim e sabendo as razões, deu-me o veredicto dele: "ignora". Não fui capaz.
Pedi as desculpas que havia a pedir, tentei emendar a situação, compensar a pessoa pelo mal que lhe causei (que, avaliando bem e com alguns dias de distância, não foi nada de especial) e isso apaziguou o meu coração. Mas fiquei a sentir que falhei - e vou sempre lembrar-me desta falha.
É duro ver no olhar do outro a desilusão. Saber que somos motivo de mágoa é coisa que faz doer. Mas há que aprender a seguir em frente. Se pedimos desculpa, se assumimos os erros que cometemos, pouco mais há a fazer. É deixar o tempo seguir. E mostrar que não foi intencional, que não quisemos magoar nem desapontar ninguém.
Todos nos desiludimos com as pessoas. Há sempre um momento em que alguém não chega à fasquia que levantámos para essa pessoa. E todos estamos, de vez em quando, do outro lado da barricada. Só temos que perceber que o facto de desiludirmos alguém não faz de nós más pessoas. Faz de nós humanos que falham, como toda a gente. E isso não tem mal nenhum - pode, inclusive, servir de trampolim para crescermos: se percebermos o que fizemos mal, na próxima vez podemos evitar a repetição da asneira. Nem tudo é mau nisto de ficarmos atrás do que esperam de nós, não é?
Mas, e voltando ao que me fez querer escrever sobre isto, esta desilusão deixou-me marcas - talvez até mais fundas do que em quem desapontei (e digo isto apenas porque o inverso também já me aconteceu: desiludir-me com alguém, esquecer o assunto, e sentir, passado muito tempo, a pessoa ainda melindrada e eu já sem saber porquê!). Não quero repetir a dose, mas sei que  é inevitável que aconteça. Talvez com o tempo passe a falhar menos. Ou talvez passe apenas a aceitar melhor as minhas falhas. Ambas as coisas são melhores do que o buraquinho escuro onde caí aqui há uns dias!"
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 Esta magnólia é da Lénia. Eu deixei as minhas letras no blogue dela.
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