terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Frente e Verso: Saldos



Frente | Lénia
Saldos: aquelas épocas do ano em que aproveito para comprar roupa para os miúdos. Para o ano seguinte. A roupa de criança não é cara. Ou antes: a roupa de criança que eu compro não é cara - que eu não dou para o peditório da roupa de ir à missa, como tão bem sabe quem já me conhece. Mas, mesmo assim, prefiro comprar as coisas com um ano de antecedência, a metade do preço normal. Ah, a moda... What? Moda?? São miúdos! Jeans, camisolas de malha, longsleeves de algodão, t-shirts, leggings, calções - não tem nada que ver com moda! Os temas infantis são mais ou menos sempre os mesmos: bonecada, umas frases avulsas, manchas de cor. Os modelos são tão básicos que estão sempre na moda - e mesmo que não estejam, acreditem, não quero nem saber!
Não aproveito os saldos para comprar coisas melhores, como faz a Margarida. Aproveito mesmo para comprar o que vai fazer falta, dali a um ano. Por isso compro sempre tamanhos acima do que eles vestem agora - e mesmo que ainda vistam este ano as coisas novas, se tiver que dobrar mangas, dobro, se tiver que fazer dobras nas calças, faço. Eles não ligam nenhuma ao facto de usarem roupa que lhes comprei há um ano, na verdade. Já fiz compras maravilhosas em saldos, sempre nas lojas que frequento. As minhas melhores amigas são a Zippy, a C&A, a Primark e a Zara (sendo que a Zara só serve mesmo em época de saldos e só para as coisas que faço questão de serem melhores, nomeadamente calçado). Na Primark não aproveito grande coisa dos saldos porque, bom, aquilo já é sempre baratíssimo, não dá para "saldar" por aí além. Nas outras sim.
Então e para mim? Hummm... pois, não. É raríssimo comprar coisas nos saldos e quando compro é mesmo porque a coisa está muito barata. Felizmente, não preciso de comprar calças clássicas, nem camisas nem casacos. As malas são reles e vão aguentando enquanto não se desfazem - e quando se desfazem são substituídas por outras malas igualmente reles (e já lá vai o tempo em que eu trocava de mala para combinar com a roupa; agora ando sempre com a mesma: uma pequenina, de usar a tiracolo, onde só me cabem os documentos do carro, o porta-moedas, o telemóvel, as chaves de casa e do carro). As botas de pele foram compradas há 3 anos, por acaso fora dos saldos porque foram prenda de Natal - ainda há coisa de um mês se estragou um fecho e eu... mandei substituir.
Há uns anos - ou melhor, até há quatro anos -, eu era menina para alinhar a sério nisto dos saldos: aproveitava as horas de almoço para ir às minhas lojas e fazia compras conforme me apetecia. Não planeava grande coisa: comprava o que me fazia falta e que estava a bom preço. Sei que fiz bons investimentos porque ainda hoje uso essas peças (e as que não uso é porque deixaram de me servir!). Mas sou incapaz de dizer que, se pudesse, hoje em dia aproveitava os saldos para investir em mim. Por uma razão: porque não preciso. Tenho mais roupa do que a que consigo usar e, na verdade, o que me apetece mesmo é ver-me livre de uma data de peças. Se tudo correr bem, acontecerá em breve...

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