quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Espetacular!

"Temos medo de estar. De sermos felizes".

"Sofremos que nem uns cães, mas com isso sabemos lidar. Não sabemos é lidar com a felicidade".

"É muito difícil chegar ao ponto em que não nos importamos de deixar de agradar aos outros".

"Amar-nos. É isso o mais importante. Amar-nos, amar-nos. Se formos capazes de o fazer, depois o amor desdobra-se para os outros. E descobrimos que realmente é tudo o que importa. O amor".

"A vida é espetacular. A sério: a vida é espetacular!"

Marta Gautier, 12 de Fevereiro 2014

Creio já ter escrito por aqui que não tenho muitos grupos de amigos. Nunca tive. Sempre fui mais do género de ter amigos diferentes que são um grupo quando estão comigo. Não são bem um grupo, mas são o meu grupo. Tenho amigos diferentes porque sim. Não foi algo premeditado, foi algo que aconteceu na minha vida. As pessoas foram entrando, saindo ou ficando e tornando-se importantes simplesmente porque sim. Tenho amigos que mantenho desde o tempo da primária, outros que apareceram somente na preparatória ou no secundário mas que se foram mantendo.

Depois tenho os amigos que apareceram no tempo da faculdade ou do trabalho. São muitos anos a viver na capital para não ter amigos por cá. Houve amigos que vieram do Brasil e outros que apareceram via internet. E houve os amigos dos amigos que ficaram meus amigos sabe Deus porquê.

Ontem, numa girls night out juntei três amigas de quem gosto muito. Uma vem de muito lá de trás. Outra vem do meu segundo trabalho. Outra vem através de um amigo que já era amigo desde o tempo da faculdade.

Elas, as três, têm pouco em comum, à primeira vista - para além de mim, que já devia ser muito! ;) - mas têm um lugar importante na minha vida. Muito importante. Foram chegando e, tendo com todas experiências e vivências tão diferentes, o meu coração fica realmente maior quando estou com elas.

Ouvir a Marta Gautier tem sido um desafio por razões várias. Ontem, ao longo de uma primeira parte em que o meu peito se apertou e tinha nós na garganta, dei por mim a agradecer, interiormente, por ter aquelas três pessoas ali, comigo. A partilhar aquele silêncio de quem ouve. De quem está. De quem se entrega.

Ontem, quando cheguei a casa, exausta, dei por mim a agradecer não ter um grupo de amigos. Mas ter amigos bons. Diferentes. Com pouca coisa em comum, às vezes, mas que têm importâncias diferentes na minha vida. Diferentes na sua génese e não no seu grau de importância. Diferentes porque de pessoas diferentes que me fazem bem em questões diversas. E sim, isto que digo é tremendamentee egoísta. Como é qualquer relação de amizade: precisamos delas, antes de elas precisarem de nós. O bonito é descobrir essa necessidade recíproca ao longo do tempo.

Obrigada, meninas, pela companhia de ontem.
Obrigada, Marta, novamente.







Sem comentários:

Enviar um comentário

Ocorreu um erro neste dispositivo