quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Frente e Verso | Surpresas

Frente: o ódio da Lénia a surpresas :)

 Odeio surpresas. Ou melhor: odeio surpresas dirigidas a mim. Sou demasiado control freak para gostar de surpresas. Já aconteceu ser surpreendida e odiar o que me ofereceram. Claro que fiquei com cara de pescada enjoada e... não é bom!
Eu sou o tipo de pessoa que, um mês antes do Natal, informa o marido acerca do que é seguro oferecer-me. Não deixo muito espaço de manobra, é um facto. E ele não acha muita graça, mas até já prefere ser conduzido do que pôr-se a inventar e eu não gostar do que ele inventa.
Surpresas para os outros é um departamento diferente. Acho o máximo. Ainda na semana passada a Margarida organizou uma festa de aniversário surpresa para uma amiga e eu vibrei com o pouco que acompanhei da coisa. Mas só porque não foi nada comigo. Isto deve ter uma explicação rebuscada qualquer, mas sou assim desde que me lembro. Gosto pouco de deixar o meu "futuro" nas mãos de outras pessoas.
Dou de mão beijada o efeito surpresa em troca da certeza de que gosto do que me vão fazer/oferecer. Não sei se reagiria muito bem a uma coisa do género festa de anos surpresa: mil pessoas em minha casa, eu a entrar e tudo aos gritos. Não é a minha onda.
Acho que as únicas surpresas que será seguro fazerem-me (marido, lê isto) incluem viagens. Não me importava nada de ser levada para o aeroporto sem sequer fazer ideia de que ia para o aeroporto. Desde que não fosse para me levarem para um cenário de guerra, de certeza que ia amar!
De resto... poupem-se e poupem-me. Não precisam de inventar, não precisam de queimar pestanas a produzir eventos altamente complexos, nada. Sou uma miúda simples. E control freak, já disse?

[Eu, cá, adoro surpresas. Aqui]

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