quarta-feira, 19 de março de 2014

Celebration

Eu adoro fazer aniversário. Desde que me lembro que adoro fazer aniversário, e, segundo o meu pai - que conta esta história todos os anos, várias vezes - parece que quando era miúda começava um mês antes a dizer a toda a gente: olheeeeeem, faço anos daqui a um mêêêêêêêês.

Não me é difícil acreditar porque ainda hoje - alegadamente uma pessoa crescida e com juízo  - continuo a adorar anunciar. Gosto de fazer listas, de dizer à família toda o que gostaria de receber no aniversário, de pensar em que como será o dia, qual será o bolo...enfim.

Gosto mesmo do dia de aniversário, e é raro não trabalhar: não sei, gosto de fazer a minha vida normal e receber parabéns. Gosto mesmo. Portanto, por norma trabalho o dia todo e depois celebro ao jantar. Se no dia só me encontro com a família, uns dias mais tarde - geralmente no final de semana seguinte - junto os amigos e faço uma mega celebração. Da vida. Da amizade. Do que a vida me dá.

Não me lembro da última vez em que não celebrei com todos os que me são queridos o meu aniversário. Ou com um lanche, ou com um copo depois do jantar, ou com um jantar...

Este ano, adorando fazer aniversário, vou estrear-me nas não-celebrações. Não sei porquê, mas este ano não me apetece celebrar com pompa e circunstância. Apetece-me celebrar, agradecer, mas tranquilamente. Este ano não há festa, não há lanche, não há jantar com mil pessoas. Este ano vamos embora passar o final de semana a outro lugar, com nada na agenda a não ser aproveitarmos a companhia um do outro e celebrarmos mais um ano de vida.

Mas com ou sem celebração, a verdade é que estou aqui em pulgas. A minha irmã do meio tem razão: é difícil que haja alguém que gosta tanto de fazer aniversário como eu!


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