quinta-feira, 27 de março de 2014

Eu tenho dois amores

À terceira é de vez, dizem. E com esta coisa do Papado, foi mesmo assim. Quando nasci e até depois dos meus 20 anos, o Papa João Paulo II era o único que conhecia. Gostava dele, sem grande empatia, mas gostava dele. Tinha mais ar de avô do que de Papa mas não conhecia outro, portanto aquele tinha que servir.

Depois veio o Bento XVI. Nunca fui com a cara do senhor. Era inteligente, dizia e escrevia umas coisas com as quais eu realmente concordava, mas faltava-lhe...amor. Ternura no olhar. Não sei. Faltava-lhe algo. Recordo, inclusivamente, que nem tive muita curiosidade para o ir ver aquando da visita dele a Lisboa - e não fui, mesmo.

E depois chegou o Francisco. Que tem mais amor e ternura no corpo que todos nós juntos. O Francisco que liga para as Irmãs a desejar Feliz Ano Novo. O Francisco que atravessa os jardins para ir levar croissants quentes a Bento XVI. O Francisco que recusa demasiadas seguranças e barreiras entre eles e o povo de quem é Pastor. Francisco será sempre o meu Papa, desconfio. O Papa que mudou mais a imagem da Igreja em apenas um ano, que outros num pontificado inteiro. O Papa do amor.

Esta semana, o meu Papa [meu e de todos mas gosto de dizer meu que sou uma pessoa muito possessiva!, sim?] encontrou-se com o meu Obama. E eu fiquei arrepiada só de imaginar aquele encontro. Olhem só a boa energia que se sente no ar. Não-aguento!




 PS: Se alguém tiver o contato dos senhores, por favor avisem que o melhor presente de aniversário era uma chamadinha - ou um sms - de cada um. Juro! [I WOULD DIE]

*As fotos são das agências EPA e AP.

1 comentário:

  1. Percebo em relação ao Papa, mas em relação ao Obama. A primeira coisa que fez no seu primeiro mandato foi enviar mais tropas para o Paquistão. Não percebo no que contribuiu para melhorar o mundo, nem seque o seu país, onde não cumpriu ainda nada d que prometeu.

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