quinta-feira, 20 de março de 2014

Frente e Verso | Musicais



Frente | O ódio da Lénia aos musicais
Adoro cinema, assim mesmo muito! Não sou cinéfila daquele género de estar sempre batida em tudo quanto seja festival de cinema, mas gosto de estar a par das novidades. Não sou grande fã de cinema mainstream. Adoro cinema indiano (do bom!), iraniano, coreano. Os melhores filmes que vi não são americanos. Sou fã de cinema europeu (do bom, obviamente... que, por exemplo, aquela coisa de "A Bela e o Paparazzo", sendo português, é cinema europeu e não vale nada!).
Uma das poucas coisas que não suporto são musicais. Estar a ver um filme em que toda a gente desata a cantar assim, do nada, é coisa para me mexer com os nervos. Fico ali, à espera de diálogos, e só oiço cantigas. Eu sei que o propósito dos musicais é mesmo esse, mas aquilo parece-me tudo tão pouco natural que não me cativa minimamente. Tive imensa pena que o "Anna Karenina" que estreou no ano passado fosse musical. É por isso que ainda não o vi - nem faço questão de ver. Por muito que queira conhecer a história (sim, que o livro continua ali na estante à espera para ser lido), recuso-me a ver aquilo na versão musical. Idem para o "Les Misérables", que é um dos meus livros preferidos de sempre. Mas isso não chega para aguentar o Hugh Jackman a cantar... (nem o facto de o homem ser giro o safa, convenhamos!)
Arrastarem-me para o cinema para ver um musical é sinónimo de dor de cabeça na certa (odeio música aos berros - com excepção de discotecas, e mesmo assim não são todas) e de um intenso e constante revirar de olhos do início ao fim do filme.

Há excepções: Moulin Rouge, de que gosto muito porque ali a história se sobrepõe à cantoria e porque gosto mesmo muito da banda sonora, e o velhinho Música no Coração - sim, adoro este!, e vejo-o sempre que dá na televisão, apesar de já ter perdido a conta às vezes que o vi. 

Agora, ver um musical na Broadway ou no West End poderá ser uma coisa completamente diferente. Em teatro,a cantoria não me choca assim tanto. A falta de naturalidade é muito mais aceitável em teatro do que em cinema e acho que não me custaria tanto. Aliás, um dia que vá a Nova Iorque hei-de fazer questão de ir ver um dos clássicos da Broadway, quanto mais não seja pela experiência. Talvez depois disse falemos sobre isto novamente. Até lá, musicais no grande ecrã, não, muito obrigada!

* E agora, contra todas as expectativas, a minha opinião sobre isto, aqui*
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