sexta-feira, 11 de abril de 2014

Das dietas

Quem me conhece sabe que eu e dieta não são coisas compatíveis. Sou o tipo de pessoa que gosta de comer, bem, e muito, e que tirando alguns cuidados básicos para não morrer de enfarte ou colesterol, pouco mais faço em termos de dieta. Tento comer sopa, legumes e fruta todos os dias, carne e peixe - embora tenda mais para a carne, quase sempre branca - tenho a felicidade de não gostar particularmente de doces, mas perco-me nas batatas fritas.

Por isso, quando chegou a moda dos sumos detox, das dietas malucas, das corridas loucas, fui assistindo a tudo da bancada. Comecei a fazer desporto porque a idade não perdoa, mas duvido de que alguma vez tenha o culto do corpo. Nunca tive. Gostava de me sentir melhor comigo, e preciso de cuidar da minha saúde. Mas dietas a sério? Não, obrigada.E os casos que têm vindo a lume têm-me ajudado a reforçar a minha posição. Em duas semanas, dois casos: Peache Geldof e Anais Osio, ambas na casa dos vinte e cinco, morreram devido a dietas tontas.

Uma tinha por hábito só beber sumos durante oito dias, a outra fez uma dieta que lhe levou trinta quilos - e a vida.

É claro que isto são casos extremos. É claro que isto não acontece a pessoas com um pouco de bom senso. Mas isto são os casos que nos devem fazer pensar no que andamos a cultivar: é mesmo preciso andarmos todos a trabalhara para sermos 'magras que dói'?  É preciso cultivarmos essa moda, esse hábito, de não podermos ter um corpo menos bem definido?

Comer bem é importante por uma questão de saúde: eu dantes também fechava a boca durante duas semanas e perdia 3 quilos. Agora preciso do dobro ou do triplo do tempo, porque a idade nos muda. As carnes vermelhas não fazem bem ao organismo, se em excesso. Os refrigerantes estão cheios de açúcar; os fritos aumentam o colesterol; os queijos, o pão e os enchidos...Enfim, todos nós sabemos quais as consequências de uma má alimentação e do sendentarismo.

Mas cuidar de nós pela saúde e para nos sentirmos bem é uma coisa. Entrar em exageros e só viver para a imagem parece-me ser outra. Desconfio de que os casos de mortes em consequência destas dietas tontas não pararam por aqui. Oxalá eu me engane.


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