terça-feira, 3 de junho de 2014

Frente e Verso | Vísceras



Frente | A Lénia odeia tudo o que sejam vísceras...
 
Iscas. Fígados. Mioleiras. Corações. Tripas. Esqueçam. Só a ideia de pôr estas coisas à boca é bilhete directo para uma má disposição. Odeio. Das vezes em que, numa canja, calhou não dar conta de um pedaço de fígado e finquei o dente naquilo, dei por mim a contorcer-me. Aquilo enrola-se-me na boca até ao vómito. Não consigo mesmo. E não percebo como é que há quem babe por estas coisas. A sério. Ultrapassa-me.

Dobrada. Imaginar o sabor daquilo, coadjuvado pelo sabor dos feijões (outra coisa que só consigo comer muito bem disfarçada e/ou triturada) é um castigo duro de cumprir. E nem tenho razões para isto. Em casa dos meus pais sempre houve feijoadas e vísceras a rodos. Dobrada nem tanto que é a única comida de que a minha mãe não gosta, mas feijoadas? Favas? Muitas, muitas vezes. E eu tentei. juro que sim. Só que não dá mesmo. E tem tudo a ver com a consistência da coisa: aquilo desfaz-se e enrola-se em pasta. Cola-se ao céu da boca. Blarghhhh!!

Agora, e porque eu sou uma miúda de contradições, fiquem sabendo que adoro almoçar a ver o Hannibal, sabem? Aquela série em que um serial killer canibal passa o tempo a matar pessoas e a cozinhá-las, para as comer a seguir? Aquilo é tudo muito visual e há ali muitas vísceras em vinha d'alhos. Isso nada contra. Agora eu comer coisas que se pareçam com fígados... não mesmo!!


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