segunda-feira, 21 de julho de 2014

30's and fabulous*

Parte das minhas amigas são solteiras e sem namorado. Parte das minhas amigas têm 30 anos ou estão muito perto de os fazer, o que poderia provocar-lhes vários dilemas existenciais, não fosse o facto de serem pessoas demasiado inteligentes - e bonitas - para que deixem que isso aconteça - claro que há sempre uma ou outra, mas no geral, elas sabem olhar para algumas das coisas boas que o facto de serem desimpedidas lhes traz:

1. Mundo: Quando se está sem uma relação, uma das coisas que a vida nos pede é que conheçamos o mundo. À nossa maneira. Que combinemos saídas com as amigas, programas fora de horas sem constrangimentos, viagens loucas sozinhas ou acompanhadas e disponibilidade para conhecer, saber, olhar, cheirar;

2. Foco total na carreira: tenho algumas amigas par quem esta questão é particularmente relevante. E eu acho que faz sentido. Quando não temos alguém ao nosso lado, torna-se, por vezes, mais fácil focarmo-nos na carreira de uma forma que, quando estamos numa relação, às vezes nem sequer nos interessa mais. São os anos fundamentais de mostrarmos quem somos, como trabalhamos, o que queremos. A nossa garra. A nossa forma de ver o trabalho e o que queremos dele. Poder dedicar alguns anos à carreira torna-se sobretudo essencial nos tempos em que vivemos, quando os homens teimam que não são machistas e os salários mostram a diferença ridícula entre homens e mulheres;

3. Reflexão: quer se queira quer não, estar sozinhas faz-nos refletir sobre quem somos, sobre o que queremos e sobre a nossa vida. Muitas vão descobrir que nem sequer querem ter uma pessoa ao seu lado para o resto da vida. Outras vão descobrir que querem, mas chegar à conclusão de que realmente ela ainda não apareceu. Estar sozinhas faz-nos ter tempo para trabalhar a nossa relação connosco, faz-nos aprender a gostar de nós, faz-nos saber o que queremos e o que não queremos para a nossa vida. A partir daqui, a vida torna-se mais fácil simplesmente porque percebemos que rumo lhe queremos dar.

4. Autonomia: é ótimo ir viajar, jantar, tomar um copo acompanhadas. Faz-nos sentir bem, obviamente. Mas sabe tão bem fazermos isso tudo sozinhas, saber que somos capazes de fazer isso tudo sozinhas e sentirmo-nos bem por sabermos que não precisamos de ter alguém ao nosso lado para  sermos absolutamente valiosas: ser independente, desenrascada e descolada é a melhor coisa do mundo.

5. Compras: aquela altura em que sempre podemos fazer as compras que queremos, sem controle e sem pensar "será que a pessoa vai gostar?" - bom, a parte boa é que depois de ter uma relação a pessoa também continua a fazer isso, mas inevitavelmente pensa duas vezes. É arriscar naquelas calças, naqueles sapatos fantástico, naquele casaco que nos deixa poderosas. É trocar a cor do cabelo, usar uma mala diferente, abusar na make up e ser feliz!!

6. Disponibilidade: Conhecer pessoas novas acontece, inevitavelmente, mais, se estivermos sozinhas. Sempre foi assim e sempre será. Por um lado, quando estamos numa relação, não sentimos necessidade de conhecer pessoas novas. Depois, não temos tanta disponibilidade para isso. Quando estamos sozinhas, conhecer pessoas novas é o 'hobbie'. E surpreendemo-nos com tantas pessoas maravilhosas, divertidas, cheias de garra e de vida, que nos espantamos por não entender como não tínhamos dado por elas há mais tempo!

As minhas amigas solteiras e sem relacionamentos são, na sua maioria, pessoas inteligentes, de bem com a vida, bonitas e com uma inteligência que coloca vários homens a um canto. Elas são decididas, destemidas, ambiciosas e isso dá-lhes uma beleza fora do normal. Elas cuidam de si, não somente para os outros, mas para si. Porque querem sentir-se bem com elas, querem mostrar ao mundo que não estão desesperadas por não terem alguém ao seu lado, embora todo o mundo ache que elas deveriam sentir-se na fossa.

Acho que às vezes nem passa pela cabeça do mundo que haja quem não queira casar, ter uma vida conjunta, filhos, sei lá...porque há quem não queira. Há quem não precise. Há quem não esteja nem aí...[e inevitavelmente lembro-me da tia Bia, que tem 80 e poucos anos, nunca casou, trabalhou a vida toda em coisas super divertidas e ainda se fartou de viajar com as amigas. Hoje continua a ser uma mulher linda, desenrascada e de uma vivacidade incrível. Sem ponta de remorso por nunca ter casado, porque na verdade nunca quis].

É por todas estas coisas que chegar aos 30 solteira, sem namorado, não tem que ser um problema: pode até ser uma coisa maravilhosa. Assim se sintam igualmente felizes pela pessoa que são, que foram descobrindo ao longo de todos esses anos. E ao lado de todos os amigos que não sendo um namorado, são as pessoas que apagam a nossa solidão e nos mostram que a vida é efetivamente espetacular. Porque é. E ela é bem mais do que um costume que nos diz que aos 30 estamos velhas para o amor. Mais do que um costume que nos diz que sem um amor para a vida não seremos felizes.


*a todas as minhas amigas. A todas.


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Gratitude II

A vista de 'casa'. SP
Oh, how I missed this. RJ
And this...
And this...[Buzios]


Poder voltar aos lugares que nos fazem tão felizes é uma graça. Poder voltar com a pessoa que escolhemos para caminhar para sempre connosco é algo absolutamente maravilhoso. E que nos enche o coração de uma gratidão e de uma alegria difíceis de explicar.
[juntem a isto poder estar com a vossa amiga de coração!, ser recebidos como se nunca tivessem partido e ainda as ferias nem estarem a meio e imaginem como se transborda de alegria!, por aqui!]

[acreditar sempre. arriscar sempre. rezar sempre. querer. fazer. agradecer. agradecer. agradecer]

sábado, 12 de julho de 2014

Home!!

Há poucas coisas que me fazem sentir em casa. Começar o Sábado aqui, assim, é uma delas.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

o primeiro dia.

É mais um ciclo que se fecha, hoje. Com a consciência tranquila e a certeza de que o que aí vem será melhor. Hoje fecha-se um ciclo e a vida olha-me, de frente, com tantas coisas boas à espera - sei disso! - que mal as consigo abarcar todas. 

Hoje, aqui, dá-se graças por todas as pessoas que nos cruzaram o caminho. Por todos os amigos que nos sorriram de volta e nos disseram que 'vai correr bem'. Por todos aqueles sem os quais a minha vida não faria tanto sentido. Por todos aqueles que hoje também estão comigo, no encerramento deste ciclo.

Duvido de que consiga ter um ano de tanto conhecimento durante o resto da minha vida como este que passou. Duvido de que volte a sentir tão grande honra. Mas a vida é feita destas coisas que ficam. Que nos fazem ser melhores e inevitavelmente, querer mais. A vida é feita de pessoas que nos dão vontade de voar cada vez mais alto, mais longe, sem medo. É feita de exemplos, basicamente. E eu guardo um tão mas tão bom que quase tenho créditos para os próximo meses ou anos.

Hoje ouve-se música, arrumam-se gavetas, distribuem-se sorrisos. Arruma-se a cabeça, que tem andado numa correria e sem capacidade para formular raciocínios com jeito.  Mais logo juntamo-nos para uma celebração maior que a vida da mana também merece celebração e queremos é cocktails e doces e cenas diversas.

Hoje ouve-se Sérgio Godinho. E sorri-se.


quinta-feira, 3 de julho de 2014

My D-Day.

Tomorrow is D-Day. Celebra-se um monte de coisas por esse mundo fora - The Independence Day, aniversários de pessoas queridas - e vai celebrar-se algo importante na minha vida. Amanhã é dia de ouvir em loop esta música e de agradecer. Agradecer, agradecer, agradecer. Depois de agradecer, é tempo de celebrar também o aniversário da mana mais velha, numa festa que vai ter um sabor ainda mais especial.




Amanhã é o meu D-Day. E eu gostava que toda a gente pudesse ter um. Porque na nossa vida tem que haver alguns dias assim. Que nos exigiram a força e a coragem mas que nos dão a esperança e a certeza da gratidão pelo facto de a vida poder ser tão boa.


Fica a dica #3

Quando colocarem máscara de pestanas - que nós todas tratamos como 'Rimmel' - sobretudo no dia-a-dia, por favor!, por favor, façam-no apenas nas pestanas superiores. Fica bonito, natural e realça o olhar.

Colocar máscara nas pestanas inferiores torna o olhar tão dramático que deve ser guardado para momentos realmente dramáticos - uma saída a noite, uma festa mais ao final do dia...

Se a usarmos no dia-a-dia ficamos só a parecer a Betty Boop. Mas sem Betty. E sem Boop.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

It's the end of the world [as we know it]


O Filipe escreveu um livro. Na verdade, não foi bem assim. Foi mais: o Filipe escreveu uma tese de mestrado, que estava tão bem feita que lhe sugeriram a publicação em livro. Um livro sem uma capa colorida e sem assuntos light. É sobre o futuro do jornalismo, e a possibilidade de haver 'Fundações Jornalísticas'  que possam ser o novo modelo de negócio de uma indústria absolutamente estrangulada pela(s) crise(s) e pela evolução muito rápida de teconologias que acabaram por ditar muitas dificuldades aos media, em Portugal.

O livro, que foi uma tese de mestrado, é denso. Ele falou com várias pessoas, pegou em diversos números, olhou para os EUA, pensou no que poderia ser o papel do Estado nesta história toda. O livro está bem escrito. E é uma lufada de ar fresco no meio jornalístico português, em que tantas vezes se organizam debates para falar sobre o futuro do jornalismo, sem se perceber muito bem por onde é que ele passa.

A verdade é crua, actualmente: o jornalismo não é um negócio rentável [a bem dizer, nunca foi], continua a sofrer por falta de adequação aos novos tempos - e sobretudo ao aparecimento da Internet - e em Portugal anda pelas ruas da amargura: fecham jornais, despedem-se pessoas, faz-se menos boa informação.

E a questão está aqui: numa altura em que muita gente acha que o jornalismo não é preciso - a internet fornece um manancial de informação, blogues, páginas diversas que falam sobre tudo e pessoas que comentam tudo - a verdade é que o desaparecimento desta profissão tem vários problemas.

Antes de mais, apesar de todas as críticas, a verdade é que a maoria dos portugueses tem muita confiança nos orgãos de comunicação social. E porquê? Porque o jornalismo também são regras. Porque quem é jornalista obedece - ou deveria obedecer - a critérios mais exigentes de ética e de profissionalismo que o chamado jornalista-cidadão não segue. E não faz mal que não siga. Só não se pode achar que é a mesma coisa.

Bom, considerações à parte, facto é que este livro vale a pena.  E como foi escrito pelo Filipe, vale duplamente a pena :). Para quem se interessa por este tipo de coisas, obviamente. E para dar aqui uma lufada de ar fresco às cabeças dos nossos pensadores que, claramente, já estão a ficar sem ideias.




terça-feira, 1 de julho de 2014

Frente e Verso | The next level

Hoje sentámo-nos, a fazer contas, e ficámos espantadas: foram pelo menos 52 as crónicas que escrevemos, eu e a Lénia, para mostrar os dois lados de uma mesma folha. O ‘Frente&Verso’, rubrica que nasceu na nossa querida e extinta Papel, acabou por transitar para os nossos blogues, porque nos afeiçoámos demasiado a ela. No processo eu também me afeiçoei [muito] à Lénia e à sua escrita.

Por isso, no meio dos nossos trabalhos, filhos, casas, compromissos sociais e crises de criatividade, continuámos a escrever as nossas diferentes visões sobre um mesmo assunto. Uma tarefa que muitas vezes se revelou absolutamente hercúlea – eu e a Lénia acreditamos que já fomos siamesas, numa vida passada. É a única explicação para ter tantas opiniões iguais sobre tantos temas sobre os quais seria interessante escrever. 
O problema é que a rubrica se chama ‘Frente&Verso’ e nós cada vez mais temos vontade de escrever no mesmo lado da folha.

Voltando ao início, hoje sentámo-nos a definir, então, como continuaríamos a trabalhar em conjunto, com cada vez menos frentes e versos em termos de opinião. E descobrimos [ou definimos?], em conjunto, que o nosso ‘Frente&Verso’ não tem que ser um prós e contras. Tem que ser apenas isso mesmo: um frente e um verso de uma mesma folha de papel, escrita por nós, com a actualidade e o bom senso a guiar-nos. Porque às vezes não somos totalmente contra ou a favor; às vezes nem sequer formámos uma opinião clara acerca do assunto; às vezes queremos só escrever sobre ele porque sim. Porque achamos importante, porque nos faz sentido, porque nos faz pensar.
 
Era suposto eu escrever qualquer coisa a seguir a isto, como que a dar a minha visão da coisa. Mas como, se eu penso exactamente o mesmo que a Margarida? Não tenho nada a acrescentar. É isto: vamos baralhar e dar de novo. E tentaremos sempre encontrar pontos divergentes (ainda que não opostos a ponto de nos pegarmos ao estalo) sobre os temas que nos pareça relevante abordar. Não vai ser fácil mas... vamos conseguir!
Stay tunned.

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Continuarão a encontrar a 'f'rente' desta rubrica aqui. O 'verso' estará no blogue da Lénia. As usual.

Esta semana estamos em mood: take the risk!


Twenty years from now you will be more disappointed by the things that you didn’t do than by the ones you did do, so throw off the bowlines, sail away from safe harbor, catch the trade winds in your sails. Explore, Dream, Discover. 

Mark Twain
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