sexta-feira, 8 de agosto de 2014

De quem importa.

Nos últimos quatro dias encontrei três pessoas importantes para a minha vida que não via há, no mínimo, oito anos. A primeira, o meu professor de Matemática dos 5.º e 6.º anos. O prof. João sempre teve em mim uma influência gira: era um professor bonacheirão, que acreditava que os alunos melhores deviam ajudar os mais fracos, que liderava a nossa turma com mão de pai em vez de mão de ferro. Quando o vi lembrei-me de como ele também ajudou a que eu não fizesse parte do grupo de pessoas que sempre odiou e se assustou com a Matemática. Dar-lhe um abraço e agradecer-lhe pelo que ele me ensinou encheu-me o coração. De verdade.

Três dias depois encontrei a minha Aquelá. A minha chefe de escuteiros do tempo dos Lobitos. Não via a Mónica há, pelo menos, uns 15 anos. A Mónica foi o meu primeiro exemplo, a minha primeira líder e a minha referência ao longo dos 14 anos em que fiz parte do CNE. Lembro-me de ser pequenota - ter uns 12 anos - e pensar que quando fosse chefe queria ser como a Mónica. Amorosa, firme, séria, divertida. Ela continua igual fisicamente. Espero que no espírito também. E eu gostei tanto de a ver...

Mais à noite, enquanto punha a conversa em dia com a querida F., olhei para a mesa do lado e não pude acreditar. O meu querido querido professor de Filosofia de secundário estava mesmo ali. Acho que não o via há uns oito anos, mas com quem ainda assim tenho mantido contacto - obrigada, Facebook. O prof. Bispo conseguia despertar o melhor e o pior que havia em mim naquela irritante idade dos 16 e 17 anos. Fez-me apaixonar por Filosofia e até arriscar a usar o exame como específica. As aulas dele, mesmo que fossem as 8h da manhã eram um gosto, e divertíamo-nos à séria mesmo no meio de Nietzche e Kant. O prof. Bispo foi um bocadinho meu mentor durante o tempo em que se escolhe que curso se quer seguir, o que se deve fazer da vida. E avisou-nos de que devíamos aprender alemão que em dez anos (agora, portanto) seria a língua mais importante do mundo - e não é que tinha razão?

Não sei o que significam todos estes reencontros. Para já enchem-me o coração. E de certeza de que são um sinal de que a vida, em qualquer momento, acaba sempre por nos juntar às pessoas importantes do nosso caminho.

Que as férias continuem assim. Cheias de reencontros. De sorrisos. E de votos de confiança.

1 comentário:

  1. É tão bom reencontrar pessoas que fazem parte da nossa história, parte fundamental de quem somos como seres humanos. Acreditas que, enquanto professora, iria ser um orgulho enorme poder causar essa alegria nos meus alunos daqui a uns anos :)?
    Já aconteceu algumas vezes com formandos adultos que me encontraram na rua e se abriu um sorriso e eu fiquei com o coração mais quente, mas com crianças é sempre diferente!

    Um grande beijo e continuação de boas férias!*

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