segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Celebrating love

We rock ;)
Os nossos amigos andam todos a casar. Ou a ter filhos. Ou a casar e a ter filhos...
Nos Sábado testemunhámos - em três línguas!! - a união da Inês e do Jeff Num dia de tempestade em que o sol, no final, teimou em ser mais forte, os miúdos casaram, deram-nos uma lição de descontração [foram os noivos mais descontraídos com quem já me cruzei] e nós divertimo-nos à brava.

Os casamentos dos amigos têm, curiosamente, marcado as fases de mudança na minha vida. Este veio novamente numa dessas alturas, permitindo-me celebrar a sério não só o casamento deles como também o nosso - sempre que alguém se casa é como se os nossos votos fossem confirmados - e ainda as coisas boas que a vida teima em nos dar.

Ontem ficaram as dores nos pés, o cansaço feliz, a exaustão de quem já não aguenta doze horas em cima de uns saltos altos. E ficaram os sorrisos. As memórias. E os votos para que eles possam ser pelo menos tão felizes quanto nós.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

O meu marido é melhor que o vosso #1

As pessoas que decidiram entrar-nos em casa há duas semanas levaram, para além da minha sensação de segurança, algumas das minhas coisas mais queridas. O meu anel de noivado. Todas as jóias. A minha MK. Sapatos...

É verdade que são somente coisas. Que tinham memórias, afetos, mas que são coisas. E que as memórias, os afetos e as pessoas que mas tinham dado ficarão para sempre comigo, no meu coração. E como diz a T., as que ainda cá estão "vão voltar a construir memórias, quem sabe ainda melhores...". Mas nem por isso custa menos.

O meu marido, que é melhor que todos os outros - pelo facto de ser meu!:) - começou, "devagarinho", a reconstruir o meu "império" perdido. Começou pelos sapatos que me tinham sido oferecidos pela querida Giu e que as assaltantes, obviamente pessoas de bom gosto, decidiram levar. Ele encontrou uns iguais. E isso encheu-me de tal forma o coração que nem as palavras me saíram como deve ser.

[Continua a doer muito. Mas dói menos por sabermos que não perdemos as pessoas boas que fazem a nossa vida. E que continuamos a ser capazes de sorrir mesmo quando dos olhos só nos saem lágrimas, ao recordar os anéis aos quais dissemos 'sim' e que gostávamos de ter no dedo e que nunca mais voltarão.

domingo, 21 de setembro de 2014

No coração.

Creio que toda a gente se sente tocada pela música. Não importa de que género, mas não me parece possível que alguém escute qualquer melodia e não sinta coisa alguma. Ao longo dos séculos a música foi evoluindo, crescendo, mudando.

A música faz parte da minha vida desde muito cedo. A minha mãe pôs-me a aprender piano aos 6 anos - foi um flop. Eu era absolutamente distraída. E depois a minha professora adoeceu e a coisa ficou por ali. Aos 13 comecei a ter aulas de guitarra. Nos entretanto fingia que era as Spice Girls ou quem quer que estivesse na moda na altura e ia cantando nos meus palcos a fingir.

Há oito anos comecei a ter aulas de canto com a melhor professora de sempre, e apesar de ter estado em pausa durante os últimos meses, ontem percebi por que é que me está a custar tanto não cantar há tanto tempo: a música arrepia-me, emociona-me, faz-me sentir tantas coisas ao mesmo tempo que nem sei bem como as explicar. Acho que nem é suposto explicar, uma vez que é algo que se sente, apenas.

Anyway!, ontem foi o início da temporada sinfónica no Teatro Nacional de São Carlos. O concerto, com peças de Dvorak, Luis de Freitas Branco e Ravel foi absolutamente inacreditável de tão bom. Ver a [enorme, enorme] Joana Carneiro a dirigir é algo que toda a gente devia fazer pelo menos uma vez na vida. De verdade. A pequena pessoa transforma-se num gigante da música quando em frente a uma orquestra.

E o violoncelista? Não vos consigo descrever o que Johannes Moser me fez sentir no concerto para orquestra e violoncelo de Dvorak.  Mas convido-vos ir ouvir algumas das atuações dele no Youtube - a sensação será de 1/10 do que se sente ao vivo, mas é alguma coisa.

A noite de ontem - acompanhada da brasileira-mais-portuguesa da história - foi absolutamente memorável. E que seja um bom augúrio para tudo o que aí vem!! :)

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Obrigada

Ontem foi um dia bom. Daqueles bons a sério. Em que os meus Amigos estiveram presentes, por telefone, com um hamburger pelo meio, pelo [querido,amado] Viber, em presentes, com uma mesa tão bonita cheia de sorriros.

Ontem foi um dia bom. Que começou tarde porque a noite ainda é a minha melhor companheira e que acabou já hoje porque eu quis. Porque tenho medo de que a dormir se apaguem estas boas coisas que ontem me encheram tanto mas tanto o coração.

A internet que nos deixa ouvir a voz tão querida, tão energizante de quem nos faz falta mas que sabemos no lugar certo. A partilha dos medos, o pensar alto, as trivialidades, as coisas sérias. Aquela voz que nos aquece o coração e que nos faz sentir que o mundo pode ser o que nós quisermos.

Entre garfadas, os disparates pontuados por uma ou outra conversa tão séria. A piada fácil. A parvoíce. A gratidão. Os pedidos de ajuda. A explanação do estado do mundo, como só nós gostamos de fazer. Mesmo que isso implique ir dos bares até à economia - como é que continuas a aturar-me as inseguranças?

Em casa, uns braços abertos e um presente que me encheu tanto a alma. Daqueles que foi escolhido por quem sabe, quem cuida, quem está atento. Por quem se quer fazer presente todos os dias - como é que um oceano de distância nunca nos conseguiu afastar?

O telefone - a melhor invenção depois da roda. E da eletricidade, vá - que nos trouxe aquela voz de quem temos tantas saudades. Que saudades dos insultos, dos disparates, dos arrufos. E a alegria. A alegria verdadeira que se sente do outro lado, que nos faz ter mais certeza de que temos as pessoas certas na nossa vida. Uma passagem rápida pelo que se passou, pelo que ainda aí vem, pelo que nos espera. Que saudades. Quando é que te posso insultar novamente? :)

E depois os braços, os sorrisos, os olhares que há tantos, tantos anos são meu porto de abrigo. Horas que voam à volta de uma mesa que se enche de boa comida mas acima de tudo de boa companhia. De boas histórias. De boas memórias e das pessoas que são a nossa família. Que choram connosco. Que nos percebem como se fosse parte da vida delas a que se desenrola ali, porque nos sabem quase como nós. 

Ontem foi um dia bom. E eu estou tão mas tão grata que quase não caibo em mim.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Da podridão

Há uns meses escrevi este texto. Continuo a pensar exatamente como quando o escrevi: que são poucas as pessoas que gostam de nós sem ser por um interesse puramente pessoal. No outro dia, a Erica escreveu este texto. Sobre como as pessoas vivem vidas que não são reais, como mentem, enganam, como gostam de fingir algo que não são. Como não se importam de passar por cima de tudo e de todos para chegar onde acham que querem. Que fazem com que a podridão se alastre por onde quer que passem.

Reli estes dois textos hoje. E a única frase que me saltou sempre à lembrança foi: que bom que realmente eu acredito em que o que 'goes around comes around'.

Um dia, cada pessoa colherá somente aquilo que plantou. Mesmo que lhe pareça que por agora vai continuar a colher tudo o que outros semearam.


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Mi sonrisa...

"És uma pessoa de convicções fortes?", perguntaram-me.
"Sou". Quer dizer, pelo menos sou uma pessoa decidida. Na medida do possível. Sei que o mundo já não é a preto e branco, mas ainda sei para que lado pendem as minhas certezas.

Tornei-me, com os anos, inevitavelmente, uma pessoa mais racional. Que pensa mais nas consequências de um ato, de uma decisão. Cresci na certeza de que, apesar de tudo, não quero deixar de ter convicções fortes nem de ser decidida.

No ano passado, no final do ano, voltei a ir-me abaixo. Não dormia, não comia, não queria sair de casa, não queria rir-me. Não conseguia pensar, não conseguia reagir e a única coisa que me era realmente fácil era chorar. Chorar, chorar, chorar. - e se soubessem como é difícil para alguém como eu admitir isto. Viver isto.

Voltaram os remédios. Valeram-me os [poucos] amigos [que souberam o que se passava na altura]. Valeu-me o João. Valeu-me a minha família. Valeu-me já ter passado por isto e saber o que fazer. Ou pelo menos, saber que precisava de pedir ajuda. Pedir essa ajuda a quem estava mais próximo.

Esconder de quem estava menos próximo, porque tento - mesmo - levar a minha vida através de um lema que aprendi há uns anos com alguém que me foi muito querido: "Mi sonrisa es más fuerte que mi dolor". Sempre. Mesmo que a dor seja muita, o sorriso consegue ser sempre maior. Porque nunca sabemos quão maior é a dor de quem está ao nosso lado, e não temos o direito de os sobrecarregar com as nossas dores - eu sei, pode ser parvo, mas é assim que eu penso. Fazer o quê?

Na minha cabeça eu sabia o que fazer: tinha identificado o problema e sabia bem qual era a solução. O meu coração gritava-a alto e bom som todos os dias. A minha cabeça evitava que tomasse decisões a correr porque..bom. Porque a vida de uma pessoa adulta é feita de decisões que têm que ser pensadas e que provocam consequências que precisam de ser medidas.

A decisão foi tomada cinco meses depois de o meu coração a gritar porque a idade me trouxe uma coisa chamada maturidade. Calma. Consciência. Serenidade para pensar nas coisas. Mas não me retirou - felizmente - a coragem e a determinação. Sem dúvida que o mais difícil é conseguir equilibrar ambas as coisas de forma a que 1) não deixemos de tomar decisões que precisam de ser tomadas e 2) não tomemos decisões inconscientes.

Hoje, agora, sou uma pessoa com menos coisas - materiais - do que as que tinha há um mês. Mas digo-vos: a quantidade de vida que ganhei pela decisão que tomei foi de tal forma, que desde que decidi nunca mas nunca me arrependi. E Deus sabe como foi uma decisão complicada.

Isto tudo para dizer que não ter medo, não deixar que ele nos consuma e nos trave é das lições mais importantes que vamos retirando da vida. Não me acho, não sou melhor do que outra pessoa que viva a vida de outra forma. Tenho medo. Assusto-me. Penso. Mas recuso-me a deixar que isso me defina. Que me limite.

E vos garanto que por isso, também, sou mais livre. E isso vale por qualquer [sensação de] segurança que outra decisão, que outra atitude perante a vida me possa vir a dar.



quarta-feira, 10 de setembro de 2014

In love

Há bloggers de moda e bloggers que acham que sabem de moda.

A Maria está sempre sempre no topo das minhas preferências como alguém que de facto sabe do que fala

É que dá gosto ler e ouvir o que ela diz. E reconforta a alma confirmar que afinal não é mesmo preciso comprar todas as novas colecções para estarmos super na moda.

http://www.vogue.xl.pt/estilo/personalidades/detalhe/guia_de_estilo_maria_guedes.html

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

"Tudo o que ligares na Terra...

Será ligado no céu. E tudo o que desligares na terra, será desligado no céu"*. Ser exemplo. Ser responsável pelo outro. Por quem está ao lado. Por quem nos cruza o caminho. Nunca esquecer disso. Nunca. Tudo o que fazemos. Tudo o que dizemos. Tudo o que mostramos. Tudo o que somos. Tudo a que aspiramos. Tudo aquilo que somos e que fazemos da nossa vida reflete-se em quem nos rodeia. Tudo o que deixamos de fazer, também.

Cada vez que esquecemos, que não ligamos, que não cuidamos. Cada vez que deixamos para depois. Cada vez que descuramos o outro, estamos a deixar uma marca. Um sinal. Estamos a não ser o exemplo que devíamos. "Tudo o que desligares na terra..."

Sempre. Sempre, sempre, sempre que fazemos algo, o que quer que seja, estamos a ser exemplo. Estamos a provocar sentimentos. Estamos, somos responsáveis pelo outro. Do que fomos, do que somos para os outros. "Tudo o que ligares na terra..."

A mensagem não é nova, mas eu nunca tinha pensado tanto nela como estes dias. Somos sempre responsáveis por quem nos rodeia. Sempre. Sem margem para desculpas, para lavagem de mãos. Sempre.

E que bom - e assustador - é isso!

* Mt,16

Argh!

Andar de botas e de blusa de alças...Ah!, a doce chegada do Outono quando ainda tinha programado estar na praia.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Da beleza da morte.

Ninguém gosta de pensar em morte. Ninguém. A morte é dolorosa - para quem fica - mesmo que seja anunciada. Não há preparação que nos ajude a suplantar a ausência de quem parte para sempre, porque não sabemos quanto tempo dura o para sempre. E isso dói. E mói. E custa. E faz sofrer.

Eu não tenho medo da morte. Acho que porque lá em casa a morte sempre foi encarada com naturalidade, não me assusto com ela, não me apavora a sua ideia. Tenho pena de pensar que posso morrer, mas não tenho medo. Tenho saudades de quem partiu da minha vida, mas sei-os - acredito nisso piamente - num lugar muito melhor. Sei que o sofrimento é meu e não de quem parte. E sei que estão a velar por mim. Isso conforta-me - ainda que não apague a sua ausência.

No outro dia conheci alguém que me revelou algo absolutamente espetacular: o David, apaixonado por flores, gosta de fazer coroas para funeral. Isso. O David gosta de as desenhar na sua cabeça, de olhar para as flores e pensá-las artisticamente para ajudarem a que um momento triste se transforme em algo bonito, também. O David podia só gostar de fazer arranjos para flores. Mas não. Ele gosta mesmo de se dedicar a transformar um momento de dor num momento com coisas bonitas. De usar as flores e a sua arte para prestar homenagem a quem parte e deixou tanto para que seja lembrado em vida.

Quando ele me falou disto, logo quando nos conhecemos, achei curioso. Depois, por circunstâncias da vida, foi preciso recorrer aos seus serviços. E de repente percebi o que ele queria dizer: ele consegue mesmo transmitir coisas. A coroa abaixo foi pedida por uma razão triste. Mas sempre que olho para ela sei o que ela diz. De verdade. Parece mórbido? Tonto? Talvez. Mas a verdade é que naquele momento exato ele conseguiu fazer passar a mensagem que se queria. E embora flores não valham grande coisa para quem morreu, quando morreu, elas ajudam-nos a pensar que a vida se renova. A nós, que ficamos. Que a vida pode ser bonita apesar dos momentos menos bons.

A coroa.

Bom. Isto tudo para dizer que, apesar de parecer estranho, o David quer mesmo dedicar-se a isto. Somente a isto. E eu acho espetacular que ele tente acabar com algumas barreiras e ideias pré concebidas de que todas as casas de flores têm que fazer o mesmo para terem sucesso e por isso deixo-vos aqui a página dele. Espero que demorem a precisar dos seus serviços. Mas espero que quando precisarem se lembrem dele. Porque, ao contrário da maior parte das pessoas que trabalha com flores, ele gosta realmente de fazer estas coroas. E isso faz toda a diferença no final.




quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Do que fica. Do que importa.

Respirar fundo. Deixar as lágrimas cair, que ajudam a lavar alma. Sorrir com as lembranças, sentir o coração apertado pelo que não volta. Coisas. São apenas coisas que não voltam. As pessoas, essas, estão guardadas nas memórias e no coração. E assim continuarão. Na lembrança.

Não nos apegarmos às coisas. Coisas. Coisas. Sentir que não nos podem levar o que somos, o que construímos, o que temos, nós, em nós. O que somos, não o que temos. Sempre. Sempre, sempre o que somos e não o que temos. O que queremos ter. O que tivemos. Tudo passa, tudo pode passar excepto o que somos, o que vivemos, o que recordamos, o que sentimos, o que fazemos sentir. Guardar estas memórias e vivências como se fossem as coisas que nos levaram. Tudo o resto passa. Tudo o resto pode ser-nos levado. O que somos fica, sempre.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

wish list

[Enquanto o coração se recompõe do que não volta, por que não pensar em coisas bonitas que podem habitar cá em casa?]

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