domingo, 21 de setembro de 2014

No coração.

Creio que toda a gente se sente tocada pela música. Não importa de que género, mas não me parece possível que alguém escute qualquer melodia e não sinta coisa alguma. Ao longo dos séculos a música foi evoluindo, crescendo, mudando.

A música faz parte da minha vida desde muito cedo. A minha mãe pôs-me a aprender piano aos 6 anos - foi um flop. Eu era absolutamente distraída. E depois a minha professora adoeceu e a coisa ficou por ali. Aos 13 comecei a ter aulas de guitarra. Nos entretanto fingia que era as Spice Girls ou quem quer que estivesse na moda na altura e ia cantando nos meus palcos a fingir.

Há oito anos comecei a ter aulas de canto com a melhor professora de sempre, e apesar de ter estado em pausa durante os últimos meses, ontem percebi por que é que me está a custar tanto não cantar há tanto tempo: a música arrepia-me, emociona-me, faz-me sentir tantas coisas ao mesmo tempo que nem sei bem como as explicar. Acho que nem é suposto explicar, uma vez que é algo que se sente, apenas.

Anyway!, ontem foi o início da temporada sinfónica no Teatro Nacional de São Carlos. O concerto, com peças de Dvorak, Luis de Freitas Branco e Ravel foi absolutamente inacreditável de tão bom. Ver a [enorme, enorme] Joana Carneiro a dirigir é algo que toda a gente devia fazer pelo menos uma vez na vida. De verdade. A pequena pessoa transforma-se num gigante da música quando em frente a uma orquestra.

E o violoncelista? Não vos consigo descrever o que Johannes Moser me fez sentir no concerto para orquestra e violoncelo de Dvorak.  Mas convido-vos ir ouvir algumas das atuações dele no Youtube - a sensação será de 1/10 do que se sente ao vivo, mas é alguma coisa.

A noite de ontem - acompanhada da brasileira-mais-portuguesa da história - foi absolutamente memorável. E que seja um bom augúrio para tudo o que aí vem!! :)

Sem comentários:

Enviar um comentário

Ocorreu um erro neste dispositivo