sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Obrigada

Ontem foi um dia bom. Daqueles bons a sério. Em que os meus Amigos estiveram presentes, por telefone, com um hamburger pelo meio, pelo [querido,amado] Viber, em presentes, com uma mesa tão bonita cheia de sorriros.

Ontem foi um dia bom. Que começou tarde porque a noite ainda é a minha melhor companheira e que acabou já hoje porque eu quis. Porque tenho medo de que a dormir se apaguem estas boas coisas que ontem me encheram tanto mas tanto o coração.

A internet que nos deixa ouvir a voz tão querida, tão energizante de quem nos faz falta mas que sabemos no lugar certo. A partilha dos medos, o pensar alto, as trivialidades, as coisas sérias. Aquela voz que nos aquece o coração e que nos faz sentir que o mundo pode ser o que nós quisermos.

Entre garfadas, os disparates pontuados por uma ou outra conversa tão séria. A piada fácil. A parvoíce. A gratidão. Os pedidos de ajuda. A explanação do estado do mundo, como só nós gostamos de fazer. Mesmo que isso implique ir dos bares até à economia - como é que continuas a aturar-me as inseguranças?

Em casa, uns braços abertos e um presente que me encheu tanto a alma. Daqueles que foi escolhido por quem sabe, quem cuida, quem está atento. Por quem se quer fazer presente todos os dias - como é que um oceano de distância nunca nos conseguiu afastar?

O telefone - a melhor invenção depois da roda. E da eletricidade, vá - que nos trouxe aquela voz de quem temos tantas saudades. Que saudades dos insultos, dos disparates, dos arrufos. E a alegria. A alegria verdadeira que se sente do outro lado, que nos faz ter mais certeza de que temos as pessoas certas na nossa vida. Uma passagem rápida pelo que se passou, pelo que ainda aí vem, pelo que nos espera. Que saudades. Quando é que te posso insultar novamente? :)

E depois os braços, os sorrisos, os olhares que há tantos, tantos anos são meu porto de abrigo. Horas que voam à volta de uma mesa que se enche de boa comida mas acima de tudo de boa companhia. De boas histórias. De boas memórias e das pessoas que são a nossa família. Que choram connosco. Que nos percebem como se fosse parte da vida delas a que se desenrola ali, porque nos sabem quase como nós. 

Ontem foi um dia bom. E eu estou tão mas tão grata que quase não caibo em mim.

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