quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Já nem nos sem-abrigo se pode confiar

Eu não dou dinheiro a pedintes. A sem-abrigo. Dou comida, dou roupa, compro algo que estejam a pedir. É uma questão de princípio. Por isso, ontem, enquanto corria para dentro do supermercado e um senhor me pediu à entrada, se lhe comprava o iogurte, respondi "claro que sim". Entrei para comprar uma coisa de que precisava, e para além do iogurte comprei também uma sanduiche daquelas que já estão feitas e são enormes.

Apetecia-me dar-lhe uma refeição quente, mas aquele supermercado em si não tinha e agarrei no que fosse mais fácil de comer e que alimentasse qualquer coisa. Paguei, toda contente, as minhas compras e quando chego cá fora: onde está o senhor?

Ainda dei uma volta ao bairro para ver se o encontrava. Quase deixei o iogurte e a sandes à porta do supermercado para o caso de ele voltar, mas a verdade é que fiquei furiosa. Eu sou boa pessoa. A sério. E o senhor pediu-me o iogurte. E eu comprei. E disse-lhe que ia comprar! Para ele esperar, que eu ia comprar. E ele foi-se embora...

1 comentário:

  1. uma vez dei o meu almoco porque a senhora disse que sim queria e quando olhei para tras pos no lixo... Nem imaginas os nomes que lhe chamei mentalmente...

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