quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Letras&Magnólias | O elogio do elogio


O da Lénia:

Nisto dos elogios, há uma coisa que me irrita solenemente. Sabem aquelas pessoas que, quando as elogiamos, seja com um “és muito bonita”, um “essa roupa fica-te muito bem”, um “foste fenomenal naquela situação” ou um “fizeste aquilo muito bem”, se saem com um “não sou nada”, “não fica nada”, “oh... não foi nada de especial”, “nem por isso”? Odeio.
 
As pessoas esquecem-se do elementar: à partida, e partindo do princípio de que não lhes devemos favores nem lhes prestamos vassalagem, quando fazemos um elogio estamos a ser sinceros. Fazemo-lo porque achamos merecido, porque achamos mesmo o que estamos a dizer. E as pessoas, esquecendo-se disso, minimizam o elogio, não o aceitam, refutam, rebatem e tornam-se muito cansativas. Não há nada mais chato do que elogiar alguém e, na volta, em vez de um sorriso ou de um simples “obrigado”, recebermos toda uma contraposição ao que acabámos de dizer.

As pessoas deviam perceber e aceitar que têm capacidades e qualidades e que fazem algumas (muitas coisas) bem, a ponto de merecerem elogios. Deviam simplesmente entender que, talvez mais vezes do que pensem ser possível, alguém vai achar que elas se destacaram de alguma forma e vai elogiá-las. Saber aceitar elogios não é falta de humildade, não é presunção, não é ter a mania. É, simplesmente, saber ouvir e entender que sim, que os elogios são merecidos e não significam que a pessoa elogiada passe a achar que é a última Coca-Cola do deserto.


Portanto, e resumindo, aquelas pessoas que não sabem aceitar elogios e que, em vez de agradecerem, começam todo um debate que visa provar que não merecem ser elogiadas, são chatas e muito, muito irritantes. E eu sou uma dessas pessoas.

E o meu, no sítio do costume.

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