segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Imitação

Ir ao cinema, de mãos dadas. Depois de termos passado a noite a dançar no aniversário de uma das SuriGatas, numa das raras ocasiões em que saímos e dançámos. Acordar, tomar um duche, vestir a roupa mais confortável e sair, de mãos dadas, para o cinema. Numa sessão às 15h45. Ver o Benedict Cumberbatch, o Mathew Goode e a Keira Keira Knightley todos no mesmo ecrã. Sair de lá de coração cheio - e ter resistido às pipocas.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Cinco amigos, quatro continentes

No meio da correria, há momentos que não podem deixar de acontecer. É o que acontece quando a J. dá um salto a Lisboa em trabalho e todos nós reajustamos agendas para conseguirmos sentar-nos com ela à mesa.

A G. conheceu a J. na nossa viagem a Paris, em 2011. Desde então já nos encontrámos, as três, algumas vezes. África, América do Sul e Europa sentam-se à mesa e de repente o tempo voa como deve ser entre amigos. Mesmo entre aqueles que só se encontram de vez em quando. "Já nos encontrámos quatro vezes em doze meses", dizia-me a J. ontem. Algo incrível para pessoas que vivem em continentes diferentes, e que quando viviam no mesmo se encontravam, no máximo, uma vez por ano.

Tal como é incrível ter a G. tão perto que basicamente está à distância de um telefonema - ou do tempo que as agendas não nos querem deixar ter. Ontem decidimos juntar-nos à mesa a comer comida asiática. Só para acrescentar alguma diversidade a uma mesa que tinha falta de internacionalização. E foi assim que de repente éramos cinco amigos e quatro continentes. A comida não era espetacular. Mas o que interessa a comida quando estamos ao lado de quem gostamos tanto ao final de um dia absolutamente exaustivo?

viagem ao quarto continente

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

O melhor do meu dia - o regresso


O ano passado ensinou-me a agradecer. A estar grata pelo que acontece de bom e até pelo que acontece de menos bom. Portanto, no início deste ano é bom voltar ao 'Melhor do Meu Dia'.
Ontem, depois de um dia de trabalho cheio, as usual, o melhor do meu dia foi conseguir chegar - a horas decentes - a casa, acabar o jantar e ter tempo. Ter tempo para, a dois, saborear o serão e um copo de vinho e a disponibilidade que tanta falta nos faz.

Ter tempo. O melhor do meu dia foi ter tempo.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

I'm the queen of the world

Não é porque sim. Ou melhor, não é só porque sim. Porque gosto. É mais do que isso, verdadeiramente. É porque preciso. No outro dia, em conversa com a querida P., ela disse exatamente o que eu sinto mas nem tinha dado conta: preciso. Preciso, fisica e psicologicamente falando.

Quando marco a viagem, penso no roteiro ou faço a mala, não me é indiferente. Nenhum passo do processo me é indiferente porque efetivamente preciso de tudo isso para voltar a encher os pulmões de ar. Preciso de fazer viagens, sejam só de um final de semana, de três semanas ou de três dias. Viagens que levem 15h de avião ou apenas cinquenta minutos. Preciso de sair daqui, abrir o coração, a alma e os olhos para tudo o que o mundo tem para me dar.

Em viagem sou mais eu: sou uma pessoa com tempo, com disponibilidade para absorver tudo. As preocupações, os telefones, as solicitações ficam em terra, e sou toda olhos para o que estou a conhecer, a rever ou até a re-re-rever.

Preciso de viajar como há pessoas que precisam de jantar fora uma vez por semana; de ir ao ginásio com regularidade ou de comprar roupa todos os meses. Preciso de viajar como há pessoas que precisam de fazer meditação e outras de estar dozinhas durante umas horas. É físico. E psicológico. Verdadeiramente.

Lembro-me de que no ano passado me custou imenso não viajar ali em meados de Outubro ou de Novembro, algo que faço há já um tempo. Às vezes vou só um final de semana, outras vezes mais tempo. Mas tento ir. Este ano não deu, porque havia uma viagem grande marcada para o final do ano. Custou-me. Doía cá dentro e eu não o conseguia controlar.

Sim. Eu sou o género de pessoa que quando marca uma viagem começa a fazer contas à vida para marcar já a próxima. Que passa o tempo a ver promoções, oportunidades, histórias para escolher o próximo destino. Sou a pessoa que fica histérica quando tem uma reserva feita e que vive ansiosa com a chegada do dia da viagem. Que exulta de excitação a fazer a mala mesmo que odeie fazê-la.

Isto torna-se, às vezes, muito difícil quando são casados com uma pessoa que, como o meu querido marido, gosta de viajar. Ponto. É só isto. Até gosta. Mas se não viajar, tudo bem também. Eu vivo na expectativa de ter dinheiro e tempo para fazer só mais uma viagem. Ir só mais uma vez ou só a mais algum lugar. Temo que a culpa disto seja dos meus pais que desde cedo nos incentivaram a isso: a ir. A conhecer. A saber mais.

Mas sofro tanto se tiver que cortar nas viagens que nem vos consigo explicar. Este ano já estou a sofrer por antecipação por não conseguir antecipar lá grande coisa. E já se me aperta o coração e a garganta e o estômago. É físico. E psicológico.


Ups

Comecei a fazer compras de supermercado online.

É oficial: deixei de ter tempo para ir às compras.

Shoot me.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Ano novo, séries novas

Ou então não.

Na verdade acho que só há duas séries novas na minha lista, mas parece-me sempre que são mais.Continuamos a acompanhar Anatomia de Grey e The Good Wife (está a ficar tão bonzinho!! E apesar de me terem matado o Josh Charles, não posso ficar indiferente ao Mathew Goode. Que ator, senhores..que ator!) e claro, Downton Abby (que na verdade está em pausa desde o Natal, mas cujo último episódio da temporada só vi em 2015).

Depois temos as light series: NCIS LA e Five-O, que é como se substituíssem os já velhinhos Law&Order (sim, via todos).

E nas novas e realmente boas, How to get away with murder (Como defender um assassino, em portugues?) e Tyrant. A primeira está incrivelmente bem feita, com um argumento daqueles bem bons. E Tyrant? Well, no primeiro episódio consegui chorar, sentir-me nauseada e deixar de jantar. Mas não consegui parar de ver. O segundo episódio confirmou o bom feeling em relação à coira - o casting é estupendo! - e portanto, here we go.

Para ver se valem a pena ainda estão alguma que foram sugeridas, mas para isso é preciso ter mais do que uma noite para passar em frente ao sofá!


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Moçambique 2014. E 2015

Eu nunca tinha ido a África. Por alguma razão nunca me tinha cativado - nem aqueles destinos tipo Cabo Verde ou Marrocos - e portanto nunca tinha alocado recursos a destinos naquele continente. No entanto, consigo perceber agora o que  dizem sobre aquele continente: quem vai lá não esquece e não encontra igual.

Mesa de Natal tropical. Mini árvore de Natal. Missa do Galo

As ruas. As cheias. As tendas dos mercados

Embora ache realmente difícil ver-me a viver numa cidade como Maputo - quando vivo noutro país não gosto de viver numa bolha. Gosto de viver como os locais. Frequentar os mesmo lugares. Viver, no fundo. Maputo não me pareceu permitir isso. Há lugares incríveis, restaurantes maravilhosos, vistas soberbas. Mas são vedadas a quem não tenha balúrdios para gastar e sobretudo, muitos (e não estou a falar de lugares VIP ou hotéis de cinco estrelas) têm na porta um papel que me causa náuseas: "Reservado direito de admissão".

Para além disso, e correndo o risco de estar a ser tremendamente injusta para muitos portugueses amorosos que vivem atualmente em Moçambique - tenho aliás, vários amigos que lá vivem e que sei que não fazem aprte deste grupo -, fiquei chocada com a atitude snob de alguns com quem me fui cruzando.

A sensação de que acham que mandam, que são superiores. A forma como tratam os moçambicanos, a forma como gostam de mostrar o que têm e o que podem fazer com isso. A forma como empinam o nariz e se acham donos de um país que não é seu...Incomodou-me, verdadeiramente.

Mas adiante. Foi uma experiência incrível, uma viagem de que nunca me vou esquecer e que, na verdade, adorava poder repetir no final de cada ano. A passagem de ano foi giríssima e com calor. É mesmo uma viagem que recomendo a quem a possa fazer. O Índico é o melhor de sempre e as praias, o marisco, as pessoas..well! :)

Room with a view. E o paraíso

Um calor dos ananases!

Sair da zona de conforto, sair dos países que nos são habituais parece-me cada vez mais interessante. É um abrir de horizontes maravilhoso.



segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

My new love

Desde há muito tempo que marco todos, todos os hotéis onde fico através do Booking. Não importa em que país é, é sempre através de lá. Funcionou sempre lindamente - com direito a valentes descontos e promoções diversas - em todos os lugares (mesmo os mais recônditos) até ao mês passado.

De repente, a uma semana de embarcar, recebo um email do Booking a dizer que não ia ser possível ficar no hotel que tinha reservado porque eles me tinham, na verdade, colocado em overbooking e que não havia lugares. Teria que optar pelo do lado, que era magnífico, é certo, mas que era três vezes mais caro - logo, não era para a minha carteira.

Troquei uns sete emails com o departamento de apoio ao cliente antes da partida, e reservei quartos no hotel de cinco estrelas que era a única alternativa para as datas em questão.

Passaram duas semanas e o Booking já trocou comigo mais uns quantos emails para me deixar tremendamente satisfeita: suportaram eles o custo da diferença de preço entre os hotéis, garantindo-me uma estada num hotel de qualidade superior pelo preço daquele que eu tinha, originalmente, reservado.

Eu, que já achava que o Booking era uma empresa séria, competente e absolutamente recomendável, coloquei-a no topo da minha lista. Uma empresa que sabe deixar os seus clientes felizes - e eu nem sou tão má cliente - é uma empresa que chega longe. Como eles chegam.

Não foi propriamente um custo pequeno aqueles que tiveram que acomodar ao ressarcir-me, mas creio que eles sabem exatamante aquilo que senti quando eles o fizeram: nunca mais vou deixar de marcar hotéis através deles. E isso vai compensar muito mais do que ter-me deixado mal disposta.

Well done, Booking!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Nous sommes Charlie





Estas foram a capa e a contracapa da edição de hoje do jornal i. É um orgulho fazer parte desta redação.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O meu coração em Paris

É um choque imenso aquilo que sinto. Um choque que se traduz em má disposição, em arrepios, em lágrimas a quererem saltar. Ninguém, ninguém devia passar por isto. Hoje, o meu coração voou para Paris e para a redação da Charlie Hebdo, uma publicação que muitas vezes achei demasiado ousada, cujos cartoons muitas vezes foram tão atrevidos que quase roçavam o mau gosto e o desrespeito. Mas ali, naquela redação, mudaram-se mentalidades, chamou-se a atenção para problemas, fez-se olhar para as religiões de muitos ângulos.

Ali, naquela redação, todos os dias, sentavam-se pessoas como nós: que todos os dias olham para o mundo e o contam. Uns sem humor, outros em modo aborrecido e outros assim: em modo cartoon humorístico que provoca. Que faz o seu papel na sociedade.

Hoje o meu coração está em Paris com as famílias e os colegas dos jornalistas que morreram a trabalhar às mãos dos extremistas que nós teimamos em ignorar. Hoje é Paris, a capital da igualdade, da liberdade, da fraternidade. Amanhã será onde?


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Estranho Janeiro


As unhas estão pintadas de Renda (!!). Não uso maquilhagem desde o dia 19 de Dezembro – estou a aproveitar as sardas que ainda não fugiram com o frio. Acordo todos os dias às 7h e às 21h30 estou cheia de sono. Tenho mil ideias na cabeça que ainda não consegui passar para o papel – não tenho coragem. Tenho mil planos que preciso de apresentar mas que ainda não consegui organizar de forma a que quem precisa de aprovar consiga entendê-los. Já tenho uma viagem marcada. Já tenho sobrinhos novos para conhecer e casas novas de amigos para ver. Já tenho a agenda para 2015 com muitos rabiscos, como eu gosto. Sinal de tempo cheio. De coisas para fazer.

Tenho jantares na lista, programas a que já vou ter que faltar e coisas novas para colocar em casa. Este início de ano está a ser corrido, estranho, muito estranho, vazio de planos muito concretos como habitualmente gosto de ter nos primeiros dias de Janeiro. Mas está também a adivinhar-se um ano aboslutamente incrível. Não sei porquê. Sinto-o. Coisas boas estão para vir. Coisas muito boas estão para vir.


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Adeus 2014. Olá 2015.



Foi um ano do caraças, 2014. Viajei para lugares fantásticos (a J. fez-me criar a hashtag #1year4continents) e reencontrei amigos maravilhosos. Deixei ir o que me fazia menos bem, não consegui manter algumas pessoas e conheci gente que já me ficou no coração. Decidi deixar um emprego que não me fazia tão feliz. Tive três meses de ‘férias’ e apanhei mais sol neste ano do que nos últimos dez. Ganhei um blogue novo em terras de além-mar e logo de seguida veio um emprego novo. E desafios novos. E pessoas novas. Assaltaram-nos a casa e levaram-me coisas muito queridas. Mas o coração curou-se e a vida continua a ser maravilhosa. 

Regressei às aulas de canto, tentei recomeçar a fazer desporto – e falhei miseravelmente – e dediquei-me a algumas séries de televisão (que bom!) de que estava precisada. A minha querida amiga do outro lado do Atlântico veio viver para a mesma cidade, e agora de repente é só ligar e podemos ir almoçar. Ou jantar. A outra madrinha também regressou para Lisboa e as outras mantêm-se por perto, o que me deixa feliz. Segura. Elas fazem-se sentir bem.

Em 2014 chorei muito, ri-me muito e agradeci muito. Foi, aliás, a grande aprendizagem deste ano: agradecer, agradecer, agradecer. Encher o coração de gratidão por tudo o que temos, tudo o que fomos conquistando, tudo o que somos, e deixar de pensar no que não temos, no que não conseguimos, no que não somos. Ser eu mesma. Ser eu mesma todos os dias. Com todos os desafios que isso implica. Ser mais. Ser melhor. Querer mais, mas não sofrer com isso. Querer mais.

No ano passado voltei a escrever a quatro mãos, agora num formato diferente. E recomecei a escrever com sotaque de além-mar. Conheci lugares maravilhosos. Revisitei outros. Revisitei-me e conheci-me mais. Lutei contra a minha cabeça e ganhei. Gostei mais de mim. Aprendi a gostar mais de mim. Aprendi a aceitar elogios. E a retribuí-los. A confiar.

Kruger Park, Dec 2014

O ano de 2014 acabou no calor, num continente que não conhecia, junto dos que me são mais. Acabou com banhos de mar, com muito descanso e coisas boas. Com o por do sol mais bonito que já vi e com algumas das paisagens mais maravilhosas que nem julgava existir.

E este ano começou da mesma forma, quase livro em branco onde toda uma história quer ser escrita em 2015. Começou assim: sem planos, sem desejos, sem angústias, sem objetivos. Começou, lembro-me de o pensar enquanto bebia o champanhe e comia as passas, com uma imensa gratidão no coração, e com o único desejo de que seja tão bom quanto 2014. Se for assim já fico feliz. Muito feliz.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Diferentes

"De cada vez que nos encontramos com Deus tornamo-nos diferentes. De cada vez que nos encontramos com Deus!, o nosso caminho torna-se diferente!" (Pe. Nuno Fernandes)

[e é por isso que estes encontros são tão maravilhosos]

3/2015
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