quarta-feira, 25 de março de 2015

Queridas, queridas pessoas minhas

Não é fácil deixar pessoas entrar. Nas nossas vidas, nos nossos espaços, na nossa cabeça. Ao longo dos anos as memórias vão-se construindo com base nas pessoas que são nossas. Naquelas que fazem ou fizeram parte do nosso imaginário em determinado momento. Umas foram ficando. Muitas mais estiveram somente de passagem, e deixaram em nós alguma pena, alguma tristeza por não terem ficado. Outras deixam uma saudade suave, e ainda há aquelas que nem sequer deixam memória.


Antes era coisa que me angustiava. Agora penso em tudo com um sorriso, e percebo que mais importante que as pessoas que decidiram ir são as que decidiram ficar. E as que decidiram aparecer. Estar disponível para receber no coração, na vida, pessoas novas, é também um exercício de coragem. Porque nem sempre é fácil sairmos da nossa zona de conforto, nem sempre é fácil sermos quem somos junto de gente nova.


É também um exercício de gratidão, porque devemos sempre aceitar o que a vida nos dá e retirar daí o melhor. As pessoas, no seu melhor, são o maior tesouro que qualquer um de nós pode ter na vida. São elas que nos bastam, sempre, e em qualquer ocasião. São elas que nos devem bastar.


A três dias dos trinta, não podia estar mais grata pelas minhas pessoas. As que decidiram ficar, as que decidiram partir mas deixaram tanto em mim. As que me continuam a aparecer. As que também fazem de mim o que eu sou.


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