quarta-feira, 15 de abril de 2015

"Ha-des cá vir, há-des"



Os erros de português matam-me. Não me matam assim à primeira, mas vão-me matando, aos bocados. Não sei se é porque faço da vida a escrita, porque sempre li bastante, porque sempre tive bons professores de português – tirando ali no 9.º ano, que foi um flop – mas sei que fico mesmo nervosa. Irritada.

Incomoda-me que as pessoas nem sequer tenham dúvidas quando escrevem algo mal. Nos últimos dias tem sido um chorrilho de disparates a passarem-me diante dos olhos (agradeçamos às redes sociais): chuver, disses-te (um clássico, este), compençar, retractos. E depois há os erros de gramática: haviam muitos. Tinham contando-lhe. Concluíram de que. Há-dem. Tinha entregue. E por aí em diante, que há ainda toda a questão da pontuação, sujeitos, predicados and so on. E há aquela velha questão: “em caso DA ajuda falhar”…nossa!

Sou, efectivamente, o tipo de pessoa que fica incomodada com erros. Que faz julgamentos sobre as pessoas que dão erros – sorry –, que corrige toda a gente e que odeia ser apanhada numa falha de português. Incomoda-me ainda mais receber comunicados de imprensa mal escritos – caramba!, pessoas, é o vosso trabalho! Incomoda-me abrir jornais e ver erros. E livros? Dos blogues que proliferam por essa internet, então, é melhor nem falar.

Se não tiveram bons professores de português,  leiam, pessoas. Por amor de Deus, leiam. Leiam muito, escrevam mais, perguntem, usem gramáticas. Mas façam qualquer coisa. Não há coisa mais anti-sexy do que uma pessoa que não sabe escrever. A sério!

E pronto. É o desabafo do dia. Desculpem lá.

5 comentários:

  1. Desde a escola primária que tenho pavor de dar erros de escrita, hoje penso menos nisso embora não goste de escrever com erros, a gramática sempre foi o meu calcanhar de Aquiles, e infelizmente não me posso gabar dos meus professores, em todo o percurso acho que só posso reconhecer uma professora como boa, já tardiamente, no 11º ano e último, a partir daí português como disciplina nunca mais.
    Não levo a mal que me corrijam os erros ao contrário de muita gente que conheço.
    Já agora quantos erros encontras neste comentário?
    Gosto muito da tua escrita.

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    1. Olá ANF,

      antes de mais, obrigada pelas tuas palavras. O teu texto, para mim, só precisa de pontuação adequada ;) Ora vê lá assim:

      "Desde a escola primária que tenho pavor de dar erros de escrita. Hoje penso menos nisso, embora não goste de escrever com erros. A gramática sempre foi o meu calcanhar de Aquiles, e infelizmente não me posso gabar dos meus professores - em todo o percurso acho que só posso reconhecer uma boa professora, e só no 11º ano e último ano em que tive português. A partir daí, português como disciplina nunca mais.

      Não levo a mal que me corrijam os erros, ao contrário de muita gente que conheço"

      :) Um beijinho e obrigada

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    2. Obrigada Meg,
      alguma sugestão de leitura para aprender as regras de pontuação?
      beijinho

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  2. És das minhas, sei bem que a minha pontuação não é das mais perfeitas mas em caso de dúvidas, desde que emigrei são crescentes, vou ao priberam.
    Já comecei a fazer posts sobre este assunto porque de facto, incomoda. Se temos um blog temos de pelo menos tentar e errar uma vez acontece mas sistematicamente...
    E sim, nos jornais, todos os dias, ficou perplexa como é possível imprimir jornais com erros!
    Caramba para que serve o corrector? Longe de ser perfeito mas vai dando uma ajuda...

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  3. Não sou a única! Ufa! Blogs com erros são aos montes e simplesmente não os leio. Não me consigo abstrair dos erros.

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