quinta-feira, 2 de abril de 2015

Parabéns, Meg! :)

Chegaram. Os trinta chegaram e eu confesso que não senti nada a não ser uma alegria imensa. Bom, é um facto que eu adoro fazer aniversário - já sabíamos, verdade? Fazer trinta anos, numa da minhas cidades favoritas, na melhor companhia do mundo, como presente surpresa, nos únicos braços que fazem sentido...

Nem o frio, nem a chuva, nem os mais de 15 quilómetros - que bons, que bons!! - por dia podiam tirar a magia do dia em que completei três décadas de vida. De uma vida cheia, tortuosa, incrivelmente feliz.

Da felicidade. Por ser.
Ainda que longe senti-me abraçada - tão abraçada - por aqueles que têm escolhido ficar na minha vida. Pelos que não se esqueceram. Pelo que fizeram o esforço da lembrança. Pelas mensagens, telefonemas (querida, querida S., que surpresa boa, que bom!), emails, fotografias em formato de carinho. Fui feliz não pelo que vivi durante aquele dia mas pelo que tenho vivido com todas as pessoas que fazem de mim aquilo que sou hoje. Pelo que tenho em mim, pelo que sou. Pelo que me dão.

Fui feliz, claro, também por poder almoçar e jantar em lugares que de repente se tornaram tão especiais. Por poder passear naquelas ruas que me deixam sempre tanta saudade e encantamento. Por, no dia seguinte, partilhar o dia com o meu irmão-do-meio e sentir os abraços de que tantas saudades tinha, também [que bom presente de aniversário!!] Por poder ver a magia diante dos olhos, ao por-do-sol, quase um postal de beleza no frio que não deixou de se fazer sentir.

Surpresas. Reencontros. [Chosen] family


Por poder voltar aos lugares que me enchem o coração, agora de mão dada com quem me preenche a vida, e partilhar a alegria infantil de o fazer. Por poder não ter planos durante uns dias, e ter apenas tempo para estar. Para ser. Para agradecer.

As celebrações dos 30 vão durar 30 dias. Porque eu decidi que quero, durante um mês, agradecer por tudo o que a vida me tem trazido de bom e de menos bom. Por isso, assim que cheguei, ao quarto dia dos 30, celebrei também com as pessoas que fazem parte da minha vida, todos os dias. Que me aturam os dramas e me fazem crescer. Que me acolheram de braços abertos e me ajudam a ser cada dia mais feliz. E parece que é há tanto tempo ao mesmo tempo que é há tão pouco. E partilhei com os meus. Com os que nunca me deixam cair, trinta anos volvidos.

O bolo. Que só podia ser da querida Lénia [ou da mãe. Foi da Lénia, incansável, presente, incrível]
E com aqueles que ainda me surpreendem - tantos anos passados - pelo esforço. Pelo carinho. Pela presença. Por deixarem o descanso por uma noite e não se importarem de a partilhar comigo. Por fazerem o esforço de estar, mesmo quando a vida quer trocar as voltas. Por se quererem fazer presentes num dia de semana a horas impróprias, já tanto tempo depois do aniversário. Ainda me surpreendo por esta família que fui escolhendo - aliás, que me foi escolhendo - ao longo do caminho. Pela capacidade que têm de me aquecer o coração.

Não tenho palavras para agradecer a todos os que me fazem tão feliz. Não tenho forma de expressar a minha gratidão por tudo o que a vida teima em me dar.

[E agora entramos no Tríduo Pascal - gosto tanto da Páscoa - portanto, vamos lá reflectir sobre coisas mesmo boas! Até para a semana]

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