sexta-feira, 8 de maio de 2015

Meu salário satisfação, meus amores

Quando o Brasil me chega, o meu coração fica inevitavelmente mais quente. E quando chegam, do meu país-amor, do qual tenho umas saudades daquelas que chegam a doer, os melhores presentes que posso esperar, o meu coração aquece de tal forma que parece que vai explodir.

Ao longo dos anos elas nunca deixaram que o oceano se interpusesse entre nós. Elas, lá, juntas em Gotham City, a enfrentar os desafios em grupo. Elas, a poder partilhar sorrisos e lágrimas, apartamentos, chopes, baladas e confidencias. E eu, a "portuguesa mais brasileira da história", disse uma vez Paco Sanchéz, a acompanhar ao longe.


A internet e o coração destas miúdas - e da ruiva que está num outro continente a cumprir sonhos para os quais tanto trabalhou - nunca deixaram que me sentisse longe. São jornalistas incríveis, pessoas maravilhosas, amigas de coração que queremos ter para sempre na vida, porque fazem a diferença, mesmo que nos vejamos menos do que gostaríamos. De repente, quando elas chegam, tudo volta ao que era. Sem voltar, porque afinal são demasiados anos.

Ontem foi o dia da Giu. A minha amiga, confidente, madrinha, meu mais elevado salário satisfação que há meses tem feito a minha vida mais cheia, porque escolheu Lisboa para ser feliz. Pelo menos até daqui a uns meses. E de repente o Brasil em peso chegou, cheio daquele calor que só de lá vem, e encheu o meu coração na paisagem mais lisboeta de sempre. Se isto não é motivo de agradecimento na vida, não sei o que será.

Obrigada, meninas.
Foto roubada descaradamente à doce Mari

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