sexta-feira, 19 de junho de 2015

De quem importa

É um privilégio fazer isto que eu faço: contar histórias de pessoas incríveis, que passeiam por esse mundo e que de outro modo não conheceria e não podia dar a conhecer.

Claro que também há as histórias do dia-a-dia, daquelas que toda a gente acompanha: os dramas de Ricardo Salgado, a loucura da Grécia, os resultados dos bancos, os negócios, os crimes, a prisão de Sócrates. E essas histórias são incríveis, porque aí sentimos que mexemos com o poder.

Mas mostrar ao mundo pessoas desconhecidas, encontrar as histórias que valem a pena contar e a quem não se dá tanta atenção.. essas enchem-me o coração e a alma. Mesmo que não tenham impacto, mesmo que não dêem para escrever livros, para aparecer na televisão, para ser premiada com Pulitzers. Até não serão as histórias que dá para vender, acredito.

Mas são, também, estas histórias que me fazem acreditar nisto que faço. No trabalho louco todos os dias. Na importância que podemos ter na vida das pessoas, todos os dias. E isso, essa gratidão, esse coração cheio, é coisa que me faz gostar disto pela vida fora. Com tudo o que isso tem de fácil e sobretudo com tudo o que tem de [tão difícil].


1 comentário:

  1. As histórias anônimas são realmente as mais emocionantes. O relato da vida cotidiana das pessoas, a sabedoria adquirida através do observar essas pequenas coisas, tudo isso é de fato fascinante.

    ResponderEliminar

Ocorreu um erro neste dispositivo