segunda-feira, 22 de junho de 2015

O que se pode querer mais do que uma porta?

Quando fomos a Marraquexe, no mês passado, fiquei apaixonada pelas portas. Pelo formato, as cores, as possibilidades infinitas que uma porta pode dar, durante a vida. As portas sempre me fizeram sonhar: pela barreira que representam, pelo que pode estar escondido por detrás, pelo desafio da incerteza, pela surpresa do que escondem.

Marraquexe tem portas absolutamente incríveis, estranhas, coloridas, velhas, novas, abertas e fechadas. Como a vida. Que às vezes nos escancara portas, outras vezes as fecha, outras vezes as deixa lá para que as vejamos mais tarde, às vezes abre só pela metade e outras vezes ainda as ilumina, para que saibamos que lá está em caso de emergência.

Gosto de portas. Dão-me a segurança de as poder fechar por dentro protegendo-me das intempéries, ao mesmo tempo que me permitem abri-las para poder explorar o mundo e gritar, aos sete ventos: Life is full of possibilities.

As portas são sinal de coisas boas. Não tenho dúvidas nenhumas sobre isso. E hoje sinto-me optimista - é verdade que me sinto optimista quase todos os dias, eu sei. Mas hoje sinto, verdadeiramente, que às vezes temos só que saber que portas queremos abrir e que portas devemos deixar fechar para que a vida seja aquilo que queremos. E a decisão de ficar do lado de cá ou de lá da porta é só nossa. Há coisa melhor que essa?

Uma das portas da nossa Riad

A porta mais linda, no jardim Yves Saint-Laurent

Este verde-água nos Jardins da Menara

Palácio El-Badi

Portas a cadeado

Porta na medersa Ben Youssef

As portas de Essaouira

Porta mariquinhas

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