terça-feira, 27 de outubro de 2015

Moinho de Vento: Spread the wooooord

É certinho como o destino: mais ou menos de quatro em quatro meses temos sempre amigos que nos perguntam por uma destas coisas – se temos uma pessoa que faça limpezas em casa, de confiança ou se conhecemos alguém que possa fazer baby-sitting, igualmente de confiança. E nós, por norma, não conhecemos. Quer dizer, conhecemos a nossa querida V., mas já passámos o contacto dela a quem foi possível, e agora, só se deixasse de ir a nossa casa, o que era aborrecido.

Mas eis que a minha querida prima-irmã se decidiu a chegar ao mercado com uma oferta integrada de serviços ‘para toda a família’, como ela lhe chama. A minha querida prima-irmã [que conheço desde que nasceu, visto que só nasceu um mês depois de mim] é licenciada em Animação Sociocultural, e há muitos anos que trabalha na área: já trabalhou em lares de adolescentes, em centros de actividades de tempos livres, com idosos…you name it. Actualmente é directora de um centro de ATL, em Lisboa, mas decidiu que queria fazer mais, porque centrar-se só num tipo de público não lhe chegava.

Porque ela é mesmo assim: se puder chegar a todos, chega. E por isso criou o Moinho de Vento, uma empresa que pretende oferecer serviços para a família toda!

Isto significa que para além de dar explicações, ajudar as crianças a criar métodos de estudo ou fazer baby-sitting, a empresa dela também presta apoio domiciliário a idosos (e eles adoram-na); dá workshops de trabalhos manuais; organiza festas (incríííveis) de aniversário para crianças ou festas temáticas para adultos sem cobrar três salários por cada uma; fornece serviços de catering – organiza cestas de pic-nic, almoços ou jantares em casa; ensina técnicas de organização e gestão de tempo para quem está a começar um negócio e (uma das minhas favoritas), ensina a optimizar o espaço que temos em casa, em gavetas, armários e afins. E sim, também é possível pedir ao Moinho de Vento serviços de limpeza doméstica.

A título de exemplo: se não fosse ela, ainda hoje a nossa casa, para a qual mudámos no início do Verão, seria um monte de caixotes e objectos espalhados pela casa. Não sei bem como, mas ela conseguiu enfiar o Rossio na rua da Betesga e em menos de nada a nossa casinha estava arrumada, organizada e funcional.

Isto tudo para dizer o quê? Que obviamente sou tendenciosa, uma vez que a minha prima-irmã é mesmo isso. Uma prima-irmã que acho que faz tudo aquilo a que se compromete de uma forma realmente profissional. Mas isto tudo serve também para dizer: espalhem a palavra. A miúda tem imensa vontade, jeito e é de absoluta confiança. E nesta coisa de se trabalhar com pessoas (idosos, crianças, festas), há pouca coisa tão valiosa quanto a confiança.

Podem ver todos os serviços prestados aqui e podem acompanhar o trabalho dela através da página do Facebook. Têm todos os contactos em ambas as plataformas. E claro, também vo-los posso dar, in case needed.


Estão à espera de quê, mesmo? Ide ver, pessoas queridas, ide ver! 

domingo, 25 de outubro de 2015

Lealdade

Eu sou uma pessoa que dá importância à lealdade. Aliás, muita importância. Mais do que à diplomacia, que ao cuidado extremo com o que se diz, sou muito muito focada na lealdade, em qualquer campo da vida.

Em termos pessoais, sou bastante imune a que as pessoas não liguem durante meses, que não marquem, apenas que vão enviando uns mails ou umas mensagens a dizer como estão, mas sou absolutamente intolerante com a deslealdade.

Em termos profissionais, também. É-me absolutamente indiferente se gosto ou não da pessoa com quem ou para quem trabalho. Sou-lhe absolutamente leal, dedicada, responsável. Sempre fui da opinião que no trabalho não temos que ser amigos das pessoas - acredito mesmo que não. Acho que se encontrarmos alguém de quem nos tornemos amigos, é um bónus incrível. Mas é-me indiferente.

Até posso gostar menos cinquenta das pessoas com quem me sento à secretária, com quem partilho o espaço, a quem respondo. É bastante possível que seja antipática - ou menos simpática -, tenha pouca boa-vontade ou que passe parte do dia a refilar. Mas não serei desleal. Não sou. E isso é o mínimo que exijo a todos os que se cruzem no meu caminho: não admito, não tolero deslealdade. E assim que a sinto na pele, a minha lealdade cai, porque eu só posso ser leal a pessoas que o são.

Por norma, esta coisa da lealdade é uma coisa que se sente. De verdade. É nas pequenas coisas que a encontramos, a deslealdade. São pequenos sinais de pessoas aos quais podemos estar atentos - porque as pessoas desleais raramente conseguem esconder isso sempre. É naquela frase que não foi dita, na frase que foi dita, no tom da crítica, no mexerico que sabemos de onde partiu. A deslealdade está nas atitudes de quem salta fora sem aviso, de quem quer tudo e não dá nada, de quem não agradece, de quem não sabe qual o seu papel, a sua missão dentro de uma organização.

Muitas vezes há quem confunda lealdade com submissão, com dependência, com ingenuidade. Muito pelo contrário: a lealdade é uma das maiores liberdades e um dos maiores desafios. Só a lealdade impede que se ande ao sabor da maré, dos interesses (no sentido interesseiro, mesmo), que nos afastemos do que é correto. A lealdade deve guiar-nos sempre, e é sempre recompensada. De verdade.

Não lido nada, nada bem com a deslealdade. E cada vez mais me parece que as pessoas esquecem de que um dia o mundo lhes vai responder da mesma moeda: só se é leal a quem se mantém leal. Só não se é leal a quem falhou na lealdade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Estamos a ensinar coisas muito erradas aos mais novos

Eu sei, eu sei. Eu não sou mãe, portanto não entendo a necessidade de ter algum silêncio e quietude e não percebo como é incrível o que um tablet ou um smartphone podem fazer pela sanidade mental...

No entanto, sou filha. Sou tia. Sou neta. E sei como é que a minha mãe, a minha avó garantia a sanidade mental. E sei como são os miúdos. O que eu não sei, e isso assusta-me verdadeiramente, é que tipo de pessoas estamos a criar. Não sei se quero ter filhos que vão viver com gente que "morreria" se lhe "tirassem o tablet". Não sei o que estamos a fazer do mundo. Mas sei uma coisa: os pequenos seguem os exemplos dos mais velhos. E há algo de muito errado no que nós lhes estamos a passar.

Esse vídeo tem um minuto. Era importante que toda a gente o visse. A sério.

   

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Um mês

Apercebi-me agora de que há quase um mês que aqui não venho. Por razões diversas, a vida afastou-me deste espaço e aproximou-me de outros. Às vezes acho só que não faz sentido continuar a escrever, há dias em que não tenho vontade, há ainda aqueles em que tenho vontade mas não tenho nada que dizer.

Um mês.

E tanta coisa mudou: mudámos de emprego – again! –, mudámos de rotinas, mudámos de colegas, mudámos de caminho diário. Mudámos de disposição, também, e mudámos de registo. Abraçámos novos projetos de voluntariado e voltámos às aulas de canto. Manteve-se o sorriso, a forma de trabalhar, a alegria e a dedicação.

Fizemos alguns passeios, namorámos, tomámos decisões, tratámos da casa – já não tão nova -, lidámos com situações novas nesta vida a dois, fizemos planos para o futuro próximo. Tudo coisas boas, intercaladas com as menos boas que a vida é mesmo assim e equilíbrio é sempre bom para nos manter os pés bem assentes na terra.


Foi isto. Um mês cheio de tanta coisa que um blogue inteiro quase não seria suficiente para as contar. Quem sabe agora a vida acalma e ele volta a fazer sentido. Vamos aguardar, sem muita ansiedade. 
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