segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Já nasceu!

Para quem anda nisto do jornalismo, ou nas lides da escrita, no geral, ter um projeto novo cá fora é quase tão importante como ter um filho - mimimimi, poupem-me à parte de que sou uma exagerada porque não tenho filhos e portanto não posso comparar, está bem?

Desde Outubro que faço parte de uma equipa incrivelmente divertida, competente e bem-disposta que tem estado a trabalhar na edição portuguesa da revista Forbes. E o número 1 nasceu!, e a partir de hoje está à venda em todas as bancas o que nos enche de um orgulho e de um sentido de responsabilidade imensos.

Ao contrário do que possam pensar, a Forbes não é uma revista para ricos, para empresários com empresas de milhões de euros. Ou melhor, não é só uma revista para esse tipo de pessoas. É uma revista para todos. Para todos os que se interessem por empreendedorismo, negócios, ideias, sucesso, ambição. É uma revista para todos, onde nós damos o nosso melhor para que isso fique mesmo refletido no produto final.



A edição portuguesa é mensal, custa 5 euros (tem uma impressão maravilhosa e fotografias muito muito bonitas) e tem um monte de histórias que valem o investimento de tempo e de dinheiro que tenham que fazer nela. Portanto, convido-vos a irem ler este meu filhote, que na verdade é o primeiro, visto que nunca tinha trabalhado na equipa fundadora de coisa alguma! :)

Ora espreitem lá!

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Obrigada! Muito, muito obrigada!

[Há um ano era dia de Ação de Graças e eu escrevi aqui este texto. Li-o hoje e voltaria a escrever tudo. Assim mesmo].

Eu, o computador no colo, o gato aconchegado na manta que nos aquece a ambos. No frigorífico há comida. Nos armários, também. Há cobertores, aquecedores, lençois quentinhos, água escaldante, toalhas fofas. Há botas quentes para calçar, casacos que nos permitem ficar secos, camisolas que nos mantêm quentes. Hoje, com o temporal que cai lá fora, parece que se adensa e se aprofunda este sentimento. De gratidão. Eu não sou muito de adotar feriados e festividades de outros países. Mas sempre gostei do Dia de Ação de Graças americano. Porque gosto que sejamos gratos. Sou muito muito grata por tudo o que tenho, pelas armas que me foram - que me são - dadas para lutar por tudo o que acho que faz sentido.

Sou grata pela família que tenho, com todas as suas particularidades. A que vem de há trinta anos e a que comecei a criar há quase dois. Sou grata pelos amigos, os mais e menos presentes, os que me ensinam tanto, todos os dias. Sou grata pelo meu trabalho, pelas oportunidades que me têm sido dadas. Pelas pessoas que têm passado pelo meu caminho ao longo da vida. Por todas elas: as que permaneceram e as que nos entretantos decidiram seguir outros rumos. Porque com todas aprendi algo. Cresci. Fiz-me quem sou.

Sou grata pelo que tenho. E tento lembrar-me disso sempre que quero mais, para não perder a noção de que ter mais não é sinónimo de ser mais. Sou grata pelos erros que cometi e pelas falhas que tenho e nas quais tento trabalhar todos dias.

Sou muito grata pela sorte que a vida me tem dado. De coração. E ao longo dos tempos fui tendo a certeza de que quanto mais grata sou, mais motivos a vida me dá para que esteja grata. Ou talvez seja o facto de me sentir tão grata que me mostra tantas coisas pelas quais agradecer.

Não sei. Sei que hoje é dia de agradecer por tudo o que temos - aliás, todos os dias são. E não de pensar em tudo o que não temos. Porque há-de haver sempre algo que não temos. Há-de haver sempre coisas que nos faltam, de que gostamos, que queremos. Sempre. Mas é tanto mais o que temos, que não há motivos para não estarmos sempre gratos.  Nem que seja pela nossa vida. Por acordarmos. Por termos pessoas quem gostam 

de nós. Por termos pessoas de quem gostamos. Por termos um teto sob o qual nos abrigarmos. Por termos o que comer. O que vestir. Por sermos. Todos os dias.  

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Do amor, das cidades-amor

Vesti, por acaso, na segunda-feira um casaco que não vestia há meses. Saí de casa a correr, quentinha no meu casaco vermelho-de-outono-quase-inverno, de coração apertado porque tinha passado o final de semana a ver as notícias de Paris, estômago às voltas, lágrimas a querer saltar a cada notícia sobre o assunto.

Foi também a correr que comecei a fazer o percurso de todos os dias, até que pus a mão no bolso esquerdo. E tirei vários, tantos bilhetes de metro, de comboio que usámos da última vez que estivemos em Paris, no meu aniversário. Tirei o cartão de uma das creperies que já se tornou um 'must go' sempre que por lá passo - curiosamente, numa das ruas contíguas à do Bataclan. Tirei estas memórias todas do bolso e sorri. E a seguir reforcei: vamos marcar uma viagem a Paris. Que o medo não nos vai vençar. Porque o amor vai mesmo ser sempre mais forte. Se morremos por isso, é uma morte por amor. Há melhores que essas?

Memoires de Paris, 2015

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Coisas que me transcendem


Eu sei que o Facebook é uma ferramenta extremamente útil. Eu própria o uso diariamente, para ler notícias, encontrar pessoas, para me distrair, you name it. Mas há uma coisa que me incomoda solenemente, que é as pessoas esquecerem-se de que o Facebook não é uma ferramenta formal de trabalho.

Uma coisa é usarmos o chat para falar com as pessoas sobre trivialidade, para reencontrar alguém que não vemos há anos, até para pedir contactos. Outra coisa é usar o chat ou as mensagens de Facebook como se fossem uma ferramenta de trabalho oficial. Gente, usem os emails!, for God sake. Não me enviem comunicados pelo Facebook, não me façam pedidos oficiais, conversas oficiais de trabalho pelo Facebook. A sério.  Não só perde toda a credibilidade como é incómodo. Enviem-me um email, uma carta, o que quiserem.


Os meus contactos profissionais são públicos, dou o meu email pessoal a quem o pede…cresçam um bocadinho que isto da vida adulta tem coisas relevantes como sabermos que ferramentas devemos usar em cada ocasião. Se não é uma festa de aniversário, um jantar informal ou um café pessoal, por favor, enviem emails. Ou liguem – já ninguém fala ao telefone, atualmente? Obrigada.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Não vamos ceder ao medo

Tenho poucas palavras sobre o que aconteceu este final de semana. Tento ver poucas notícias porque me dói - tanto -, porque as lágrimas teimam em querer saltar-me dos olhos sempre que dizem quantas pessoas foram, como foi, sempre que repetem os sons das rajadas de balas. O que tenho a dizer escrevi-o aqui, à distância de um clique. Mas em resumo: não cederei ao medo. Não me tirarão a alegria de viver. Não deixarei a quem virá depois de mim um mundo de medo. Quero, vou deixar um mundo de sonhos.


quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Casar ou não casar...

Há uma coisa que me transcende há anos: por que é que as pessoas que não querem casar porque "não acreditam no casamento", porque "um papel não muda nada", bla bla bla, adoram usar alianças e dizer "não significa nada, mas fez-me sentido".

Ora, as alianças estão associadas ao casamento - ao compromisso - desde para aí o tempo dos romanos!, verdade? Elas são usadas por pessoas que se casam uma com a outra porque são sinal desse compromisso, de um pacto de amor, fidelidade, dedicação sem fim. É quase tão importante quando o casamento em si.

E eu fico confusa. Porque se as pessoas não se querem casar, usam alianças porque...? E se a aliança "não significa nada" mas "faz sentido", isso quer dizer exatamente o quê?

Alguém me pode explicar?
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