sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Do amor, das cidades-amor

Vesti, por acaso, na segunda-feira um casaco que não vestia há meses. Saí de casa a correr, quentinha no meu casaco vermelho-de-outono-quase-inverno, de coração apertado porque tinha passado o final de semana a ver as notícias de Paris, estômago às voltas, lágrimas a querer saltar a cada notícia sobre o assunto.

Foi também a correr que comecei a fazer o percurso de todos os dias, até que pus a mão no bolso esquerdo. E tirei vários, tantos bilhetes de metro, de comboio que usámos da última vez que estivemos em Paris, no meu aniversário. Tirei o cartão de uma das creperies que já se tornou um 'must go' sempre que por lá passo - curiosamente, numa das ruas contíguas à do Bataclan. Tirei estas memórias todas do bolso e sorri. E a seguir reforcei: vamos marcar uma viagem a Paris. Que o medo não nos vai vençar. Porque o amor vai mesmo ser sempre mais forte. Se morremos por isso, é uma morte por amor. Há melhores que essas?

Memoires de Paris, 2015

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