terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Adeus, 2015. Olá, querido 2016!

Que coisa esta, do tempo que não para de correr, mesmo quando nós achamos que ele agora passaria mais devagar. 2015 está a acabar e a mim pareceu-me que ainda ontem estava a passar em retrospectiva 2014 mas de repente já estamos é a olhar para 2016, caramba!

E que ano foi este, de 2015. Novamente. A nossa vida anda um turbilhão de coisas, acontecimentos, alegrias, tristezas, projectos, desafios, falhanços. Tanta coisa que faz o tempo correr tão acelerado e quando damos conta já passaram 12 meses e nós já nem sabemos bem o que fazer nos próximos, mas até sabemos porque eles vão chegar a correr. Uffa.

Este ano foi um mega ano, caraças – sim, sim, estou a tornar-me repetitiva. Os primeiros seis meses foram um cansaço. Os segundos seis meses também. Multiplicaram-se viagens de trabalho e de férias, conheceram-se lugares novos, voltámos aos lugares de que mais gostamos, visitámos amigos queridos, fizemos férias em família, com amigos e a dois, mudámos de casa, mudámos (mudei) de trabalho, nasceram crianças, houve anúncios de que vão nascer mais crianças, houve casamentos – MAIS CASAMENTOS!! –, houve estreias em televisão, houve amigos tão, tão bons a chegar e outros a partir; houve amigos de sempre a aconchegarem-se ainda mais, houve vindimas no Douro, vinhos do Dão, encomendas de longe, projetos novos…houve também coisas menos boas, como deve haver sempre para equilibrar a vida, que “tudo o que é demais, é moléstia”, até a alegria e a felicidade.

2015 foi um ano de crescimento imenso. Mudámos de década e de repente quase somos levados mais a sério só porque temos mais um ano na idade. Foi o ano em que consolidei as certezas de tudo o que não quero na vida; em que me afastei do que achei que tinha que afastar; em que me reaproximei do essencial; em que perdi o medo de ser eu, no matter what.


A selecção do Instagram para o meu 2015
Este ano foi um ano incrível e marcou momentos únicos da minha vida. Acredito piamente que o próximo poderá ser igualmente maravilhoso. Assim nós saibamos lutar por isso!, e fazer os bons momentos mitigar os menos bons. Todos os dias.

domingo, 20 de dezembro de 2015

I really, really, really love Christmas!

Quem acompanha este blogue sabe que eu adoro o Natal. Mas adoro, mesmo. Não consigo perceber as pessoas que dizem "ah, Natal é giro é com as crianças"; ou "quando era miúdo ainda me entusiasmava com os presentes, agora..."

Natal é tão, mas tão mais do que apenas a noite da consoada, que sinceramente não consigo mesmo compreender as pessoas. É óbvio que tendo em conta que sou católica, o Natal tem uma importância naturalmente maior. Até porque a vinda do Menino Jesus tem, sim, uma aura que todos devíamos aproveitar:

o nascimento do Jesus, e portanto, o Natal, é sinal de esperança, é oportunidade de renascimento, é tempo de alegria, de amor, de tempo, tal como quando nasce um bebé na família.

é altura de pensarmos em tudo o que não gostamos, tudo de que gostamos, de fazer escolher sobre o que queremos e ou devemos deixar para trás; de ouvirmos o coração;

é tempo de lembrar os que teimamos em esquecer, e de voltar a repor prioridades; é tempo de agradecer por tudo o que temos de bom e relativizar o que de menos bom nos foi cruzando o caminho;

Natal é, naturalmente, tempo de família. É a época em que nos juntamos todos à volta da mesa, voltamos a partilhar a casa dos pais, dedicamos tempo uns aos outros;

É, sim, tempo de presentes. Não é preciso serem presentes estupidamente caros. É preciso, sim, serem presentes sentidos: sejam um abraço, um prato de biscoitos, um beijinho e um lanche com tempo para quem no-lo merece. Ou presentes materiais de que precisemos ou de que gostamos e que sejam possíveis de ter. Os presentes não têm que ser um problema a menos que nós os transformemos nisso.

Eu adoro o Natal, mesmo que não tenha uma árvore gigante em casa [ainda!!], que não saiba se consigo não trabalhar na véspera de Natal, que a probabilidade de haver dois dias que são uma canseira louca só depois dêem lugar a tudo o que realmente vale a pena: a lareira, a família, os amigos de quem tenho tantas saudades, o calor [em casa e no coração], os presentes, o tempo...

Eu adoro o Natal, os cheiros, os biscoitos, as pessoas, a correria, o cheiro a lareira acesa, as iguarias, as decorações, as canções...Adoro. E mesmo que o mundo todo ande carrancudo a gritar que não gosta do Natal, que não faz sentido, que bla bla bla (juro que acho que as pessoas começam a gostar de dizer que odeiam tudo o que é tradição), eu andarei sempre feliz no Natal, a obrigar que haja jantares e almoços com amigos secretos, a cantarolar canções de Natal e a sorrir em dobro para quem se mostrar mal-disposto!

BOAS FESTAS, everyone!

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Da saudade que aperta

Às vezes, sobretudo quando a noite cai mais cedo e quando o frio se torna mais agreste, bate aquela saudade imensa do sorriso que conseguimos do outro lado do Atlântico. Do mate Leão que acompanha biscoito Globo, na companhia de que mais gostamos, de quem se transformou no mais importante da vida.

O pão de Açúcar, lá ao fundo, a lembrar-nos de que a vida, por muitas voltas que dê, nos quer bem. Tanto bem. O sol a queimar-nos a pele, a areia a esfoliar-nos os pés, o vento que nos põe o cabelo em desalinho e os sorrisos que nos não saem da cara porque aquele país agora também é nosso (dos dois). Porque temos família que escolhemos em lugares que nunca pensámos pisar quando mais ter uma casa a que chamamos, mesmo, casa.


De repente bate uma saudade de aterrar no Galeão, de havaianas nos pés e protetor solar na mala e ser feliz assim. Na simplicidade de um sorriso.
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