terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Queremos o quê, mesmo?

Na maior parte dos meus dias, eu penso assim. De verdade. Acho que é isso que faz sentido. Mas à medida que este Janeiro vai chegando, que vou sabendo coisas, tomando decisões, percebendo consequências de outras, dou-me conta de que às vezes, parte de mim gostava de ser daquelas pessoas talhadas para trabalhar numa consultora - ou equivalente - e enriquecer. Sem preocupações. Sem me preocupar com a verdade, ou com os valores, ou com a importância do que gostamos de fazer. Fazer o que todos parecem saber fazer: ganhar dinheiro porque sim, porque é isso que interessa. E ser feliz com isso.

Às vezes gostava mesmo de fazer só isso. Depois passa, mas enquanto não passa..oh well..

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Pagar muito ou pagar justo?

Eu gosto de ir a restaurantes, no geral, mas confesso que tenho um gosto particular por alguns que, naturalmente, são mais caros do que eu gostaria. Enfim, problemas de ter um olho um bocado traiçoeiro e muito pouco económico. Seja como for, oiço regularmente as pessoas criticarem restaurantes porque cobram demasiado pela comida e pelo serviço. E é verdade. Há casos gritantes. Mas depois há outros casos em que sabemos exatamente porque não nos importamos de pagar mais. Hoje voltei a um restaurante onde fui, claramente, menos vezes do que os dedos de uma mão. Mas de todas as vezes que lá fui – ajudou algumas serem acompanhadas de habituées, naturalmente – os senhores trataram-me como se me conhecessem há anos. O mesmo sorriso, o mesmo aperto de mão, a mesma preocupação que devotaram a qualquer um dos outros clientes.

Hoje foi ainda mais divertido. Quando estava a sair, um dos senhores, que me viu aí umas três vezes, se tanto, cumprimentou-me e disse: “então e diga lá!, para quando é que é?”, olhando amoroso para a minha barriga. Respondi-lhe e ele “ah, é o primeiro, não é? Vai correr tudo bem! Ainda tem tempo para cá vir antes”, com um sorriso de genuína alegria – mais do que algumas pessoas que me conhecem, realmente.


E são estas pequenas coisa – quando não são forçadas, nem invasivas – que fazem com que um serviço se pague mais que outros. São estes pequenos pormenores que fazem com que nós gostemos de voltar a lugares onde pagamos mais do que gostaríamos, porque para além da comida ser irrepreensível, parece realmente que estamos em casa. O que não deixa de ser estranho. Mas bom.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Ce-le-bre-tion

Este ano, 2016, ainda agora começou e de repente o mundo já perdeu David Bowie, Alan Rickman. Ainda só estamos no dia 14 de Janeiro, pelo que temo claramente o que pode vir por aí. Seja como for, este ano entrámos de forma diferente nos doze meses que aí vêm - e que também vão trazer tanta coisa nova! Voltámos a comer as doze passas e a fazer desejos no frio e na chuva do hemisfério norte.  Pela primeira vez em mais de uma década, celebrámos com a família completa - a de sangue e a de coração.



Este ano, que vai ser tão diferente, vai ser de desafios. De coisas novas. De coisas que metem medo, que assustam, que fazem sorrir, chorar, sentir milhões de coisas ao mesmo tempo. Este ano, que agora começa, vai possivelmente fazer-nos passar as passas do Algarve para lhe vermos o fim. Mas nós decidimos que é assim mesmo que o receberemos: de sorriso aberto, mesa posta, portas escancaradas para o que há-de-vir. Ele só no dá aquilo que somos capazes de suportar. Pois que venhas, 2016, com tudo o que tens de nos trazer. Nós faremos o melhor que soubermos. 


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Resoluções para 2016

São poucas, que eu sou pouco de fazer resoluções somente anualmente. Mas estas têm vindo a ser feitas ao longo dos últimos meses, e conto não as abandonar nos doze meses que se seguem. Sobretudo porque só dependem de mim:

1. Deixar ir quem não quer ficar na minha vida e não sofrer com isso. Aprender que há pessoas que, simplesmente, não nos querem. E que isso não tem que nos fazer mal: se nos não querem, por alguma razão será.

2. Encarar tudo com mais serenidade: não me irritar com as coisas menos boas e com as coisas mínimas.

3. Respirar fundo mais vezes e não responder à bruta às pessoas - nem toda a gente me conhece o suficiente para perceber que não tenho pachorra para algumas coisas. E tentar respeitar mais as opiniões alheias, mesmo aquelas com que discordo a 200%.

4. Tentar ser mais paciente com as pessoas, no geral. E comigo, em particular. Calar mais vezes. Falar menos antes de pensar.

5. Agradecer mais do que desejar.

6. Dedicar mais tempo a mim e a nós. Não correr para todo o lado - quando tantas vezes nem sequer compensa ou é valorizado. Dar importância somente ao que é importante.

7. Poupar mais dinheiro. [ganhar mais dinheiro também seria bom, mas isso não passa por mim. Ah!]

8. Ser mais ponderada a tomar decisões.


Vai ser um exercício e tanto, mas acredito que valerá tanto a pena!

Feliz 2016, everyone! :)
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