segunda-feira, 21 de março de 2016

Please, 31, be good to me...

A exatamente uma semana de a minha vida virar um grande 31 - já sabemos quanto gosto de fazer aniversário, não já? Só para reforçar a ideia... - só me ocorre pedir uma coisa aos 12 meses que aí vêm: por favor, sejam meiguinhos comigo. É que o fim dos 30 estão a ser de uma violência que nossa senhora me valha. Contado, ninguém acredita, portanto vivemos dia-a-dia, que as coisas vão compor-se, de certeza absoluta. Até porque eu acredito que não há fomes que não dêem em fartura nem males que não venham por bem!

Mas pronto, mandem para aí energias positivas que elas são bem necessárias para os próximos meses, sim?

Muito grata!

:D

quinta-feira, 17 de março de 2016

Coisas que me encanitam


1.       Pessoas que todos os dias se queixam de que estão gordas, flácidas e que deviam ir ao ginásio e que só comem m*rd*, não vão ao ginásio “porque é muita preguiça”, almoçam sandes e sumos e não levantam sequer o rabo da cadeira;

.       Pessoas que se queixam de que ganham pouco e não têm dinheiro para nada mas fazem todas as refeições (pequeno-almoço incluído) fora de casa, só vestem roupa de marca e os acessórios e gadget de última geração.

segunda-feira, 14 de março de 2016

T -14

No ano passado fiz um mega diário em modo de counting down para os 30. Só agora me lembrei disso, e fui ler o que escrevi mais ou menos nesta altura, e que hoje republico. Porque na verdade, não mudava coisa alguma daquilo que escrevi há um ano. Talvez possa acrescentar uma coisa ou outra, mas o essencial mantém-se: sou uma pessoa da Primavera; adoro fazer aniversário; odeio não poder descansar nessa altura; quero voltar a calçar sabrinas e quero muito voltar a ter sardas no nariz. Esta Primavera tem tudo para ser ainda mais desejada, que o Inverno não tem sido meigo para nós. Por isso, vem, querida Primavera. E que a minha vida seja um verdadeiro 31! Estou a contar com isso! :)

"A Primavera ainda não chegou, oficialmente, mas começa a dar um ar da sua graça. Já nos apetece andar fora de casa, de antenas espetadas ao sol, a tentar armazenar toda a vitamina D que pudermos, para fazermos frente aos dias menos solarengos que, de certeza, ainda estão por vir. Já se iniciou a época das ameijoas - uuhuuhh - das imperiais ao sol, das tardes com amigos, assim o trabalho o permitam.

A chegada da Primavera antecipa a chegada dos 30  - sim, este mês só dá níver aqui no blogue. Sorry - e antecipa algum descanso, thank God [e thank John, a bem da verdade;)]. Eu sou uma pessoa da Primavera. Sobrevivo ao Inverno, até gosto do frio, mas é o sol que me faz feliz. Acho que o facto de ter odiado viver em Bruxelas e adorado viver no Brasil me deveria ter dado algumas dicas sobre esta minha preferência. Adoro andar descalça, adoro andar de t-shirt, adoro andar de cabelo apanhado. Adoro que me nasçam sardas com a vinda do sol e que as janelas de casa estejam abertas para receber a luz e o calor que o Inverno nunca traz.

Adoro ver o sol a pôr-se com aquela luz incrível, e trocar conversas ocas durante esse tempo. Adoro ter vontade de rir, de gargalhar à beira-mar, à beira-rio, à beira-água. Adoro o calor que ainda não é insuprotável e as peles que começam a tisnar, aos poucos. Adoro acordar com um salto porque agora o sol brilha lá fora e os casacões podem começar a ir para limpar. Porque agora posso começar a sair de casa com o cabelo molhado e sabrinas nos pés.


Adoro fazer aniversário no mês da Primavera. Acho, sinceramente, que sou mais feliz por isso. Que me apetece animar as pessoas, no geral, porque sou filha da Primavera. Atrasei-me a nascer e agora sei porquê: seria tão mais triste se tivesse nascido no Inverno. Primavera, tempo de renovação. Primavera das novas vidas: das flores, das aves, das plantas. Primavera da felicidade e dos sorrisos abertos.  Primavera da gratidão pelo Inverno que já passou e pelo Verão que se aproxima. Primavera do coração disponível para agradecer e receber, todos os dias, mais." (texto publicado originalmente no dia 15.03.2015)

5 coisas muito divertidas da gravidez #3

1. As pessoas olharem para a barriga, apontarem, e dizerem: “é um menino, não é? Vê-se logo!” Eu sorrio, suspiro e digo: não, é uma menina. “Ai, mas tem a certeza?” Well…eu não, que não se ver ecografias. Mas se calhar vou simplesmente desistir e esperar que a miúda nasça. Aí terei a certeza.

2. Insistir-se na ideia de que eu só como muito porque estou grávida: pessoas queridas, eu já comia muito antes disto. Na verdade, desconfio até de que comia mais. Eu não como por duas. Como por mim, mesmo, e alguém me anda a roubar nutrientes. É isto.

3.  A educação não está assim tão generalizada. Têm noção de quantas pessoas não se levantam quando eu entro num transporte público apinhado, em que não há lugares livres? São para aí 5 para cada 1 que se digna a dar-me o lugar.

4. Falar-se das dores do parto. E das dores da amamentação. E da falta de sono quando a criança nascer. E de cocós. E de coisas afins. I mean: really? Acham mesmo que nós queremos saber? Não queremos. Agradecemos, até, que se remetam ao silêncio sobre esses assuntos. Quando for hora, preocupar-nos-emos com eles. Contar as vossas experiências [a menos que sejam os nossos melhores amigos e nós vo-lo pedirmos] não ajuda. A sério.

5. Ouvir o ar de espanto, quase de lamento, das pessoas quando dizem: “Ah, não parece nada que estás grávida!” Peço desculpa se ainda não sou uma orca. Talvez seja lá mais para a frente. Mas não se entusiasmem muito que não é muito elegante. Grata.

quinta-feira, 10 de março de 2016

5 coisas muito divertidas da gravidez #2

1. A nossa memória fica um desastre. Se transcrever entrevistas já era coisa que odiava, agora ainda é pior: não me lembro de coisa alguma que tenha ouvido há dez segundo. Para além de me esquecer dos nomes das pessoas que vou entrevistar. Um drama;

2. Curar constipações sem remédios é absolutamente incrível - é certo que posso tomar alguns, mas eu sou uma pessoa de ataques com bombas atómicas quando é necessário. Tomar um comprimido ou nenhum dá-me igual. Incrível;

3. Dou por mim, todos os dias, a pensar em que roupa em função da quantidade de vezes que precisarei de ir à casa de banho. A sério. É muito triste;

4. Posso comer a qualquer hora, em qualquer lugar, sem que as pessoas me julguem. Essa foi a coisa melhor até agora: é que eu continuo praticamente com o mesmo nível de fome do que antes - só que agora sinto-me mal se a não mato - mas as pessoas agora não levam a mal que eu coma a toda a hora. Uhhhuuhh!

5. Passo à frente de pessoas para ir ao WC. E digo-vos: para alguém que já tinha uma bexiga do tamanho da de um passarinho, isto é um huuuuge achievment! :D


terça-feira, 8 de março de 2016

O bairro do amor

No meu bairro, o pão "da Malveira - parecido com o de Mafra mas ainda mais fechadinho", é vendido a menos de um euro, e entregue embrulhado em papel pardo. Compra-se numa padaria com balcão de mármore e prateleiras de madeira, como as da minha infância.

No meu bairro, o senhor da mercearia trata-me por tu, às vezes por você, e pergunta se a criança continua com desejo de comer tomate, que muda de preço todos os dias.

No meu bairro, os legumes estão à vista na rua, p
ara lhes podermos mexer, cheirar e se quisermos, colocar no saco à vista de toda a gente. As cebolas vêm quase sempre de Espanha mas as batatas são nacionais, tal como os alhos, as cenouras e as laranjas, que são do Algarve.

Na nossa casa, no meu bairro, ninguém sai sem tomar o pequeno-almoço :)

No meu bairro posso comprar colheres de pau sem que alguém diga que "isso já não se usa", cafeteiras italianas, alguidares, taças de sobremesa, cortadores de legumes, tábuas de engomar e formas de bolos tudo na mesma loja. E gastar menos do que no estacionamento de um centro comercial, quase.

No meu bairro as pessoas refilam muito umas com as outras, abundam os velhotes e é fácil encontrar gatos na rua que na verdade são tratados por alguém que mora num dos prédios da rua. "Atenção, os gatos têm estado a fazer tratamento no veterinário", lê-se às vezes em papéis colados nas portas dos prédios. "Não lhes tirem a casinha que fiz".

O meu bairro não é da moda, não aparece nas revistas como sendo dos mais 'trendy' de Lisboa, não é no centro da cidade, não desperta a curiosidade de ninguém. Mas o meu bairro é o melhor, porque é o meu. Porque as pessoas se preocupam, cuidam, guardam as nossas chaves de casa - e quase não no-las devolvem por não terem a certeza de que nós somos nós - e não raras vezes decoram-nos o nome e os gostos.  Porque ao longo dos anos as famílias não saem daqui, sendo fácil encontrar avós, país, filhos e netos a viver apenas a algumas ruas de distância, o que faz do meu bairro um bairro familiar, pouco volátil às constantes alterações da capital.

Não é o bairro mais bonito. Também não é o mais chique. Mas é dos mais genuínos. E para alguém que vem do campo, como eu, poder falar com a senhora da praça sobre as couves do Caldo Verde é algo particularmente relevante, ao Sábado de manhã! :)


sexta-feira, 4 de março de 2016

Do regresso aos livros

Esta coisa dos computadores, telemóveis, internet e séries tem um problema gravíssimo: afastam-me dos livros. Eu era uma daquelas pessoas que antes de ir para a cama tinha sempre que ler. Que desligava a televisão para me agarrar a calhamaços - quanto maiores, melhores - e que ainda só não não perdeu esse hábito na praia (adoro um livro enorme num dia solitário de praia).

Agora com as tecnologias, irrito-me de passar mais tempo a olhar para ecrãs do que para livros, mas é isso mesmo que acontece. Os livros acumulam-se na mesa de cabeceira e nada de eu lhes pegar. O que é estúpido.

No início desta semana, no entanto, houve um volte-face que exigiu disciplina mas que em três dias me devolveu o gosto pela leitura - graças a Deus! Com toda a polémica em torno do livro do Henrique Raposo (Alentejo Prometido), achei que o devia ler. E ainda bem, porque apesar de eu discordar quase sempre do autor - que é também jornalista e colunista do Expresso -, a verdade é que o livro está tremendamente bem escrito. Que não gostem do que lá está é uma coisa!, agora que aquilo está bem escrito e fundamentado, está.

Do Henrique Raposo a Truman Capote foi um instantinho, e ontem agarrei-me ao 'Outras vozes, outros lugares', que comprei há não sei quanto tempo numa qualquer feira do livro e que ainda não tinha saído da prateleira. Li antes de dormir, li hoje no comboio, está na calha para o fim-de-semana.

É bom, é muito bom, voltar ao aconchego dos livros. É ainda melhor voltar a sentir que há poucas coisas tão boas quanto aquelas páginas cheias de histórias para contar. O mundo desaparece e eu sou tão feliz.


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