sexta-feira, 4 de março de 2016

Do regresso aos livros

Esta coisa dos computadores, telemóveis, internet e séries tem um problema gravíssimo: afastam-me dos livros. Eu era uma daquelas pessoas que antes de ir para a cama tinha sempre que ler. Que desligava a televisão para me agarrar a calhamaços - quanto maiores, melhores - e que ainda só não não perdeu esse hábito na praia (adoro um livro enorme num dia solitário de praia).

Agora com as tecnologias, irrito-me de passar mais tempo a olhar para ecrãs do que para livros, mas é isso mesmo que acontece. Os livros acumulam-se na mesa de cabeceira e nada de eu lhes pegar. O que é estúpido.

No início desta semana, no entanto, houve um volte-face que exigiu disciplina mas que em três dias me devolveu o gosto pela leitura - graças a Deus! Com toda a polémica em torno do livro do Henrique Raposo (Alentejo Prometido), achei que o devia ler. E ainda bem, porque apesar de eu discordar quase sempre do autor - que é também jornalista e colunista do Expresso -, a verdade é que o livro está tremendamente bem escrito. Que não gostem do que lá está é uma coisa!, agora que aquilo está bem escrito e fundamentado, está.

Do Henrique Raposo a Truman Capote foi um instantinho, e ontem agarrei-me ao 'Outras vozes, outros lugares', que comprei há não sei quanto tempo numa qualquer feira do livro e que ainda não tinha saído da prateleira. Li antes de dormir, li hoje no comboio, está na calha para o fim-de-semana.

É bom, é muito bom, voltar ao aconchego dos livros. É ainda melhor voltar a sentir que há poucas coisas tão boas quanto aquelas páginas cheias de histórias para contar. O mundo desaparece e eu sou tão feliz.


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