quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Dormir, dormir, dormiiiiir

É claro que a maior parte das pessoas não vai acreditar em mim, mas a verdade é que nossa filha dorme. E dorme bem em 90% das noites, e dorme muito desde muito pequena. É óbvio que isso não é mérito nosso e que não foi por nada do que nós fizemos. É sorte, como tudo o que tem a ver com bebés – por favor, detetem a ironia. Obrigada.

Mas como é óbvio também, há algumas noites que são um verdadeiro inferno – e basta serem duas para parecerem 10 que nós já não temos 18 anos e a capacidade para fazer diretas já era. E andamos a ter algumas dessas noites porque vêm aí dentes, e quando não são os dentes é a tosse e se não é a tosse é ela a querer conversar – a sério? Às 3h da manhã? – e se não é ela a acordar sou eu, que acordo a pensar por que raio ela ainda não acordou. Enfim.

Portanto, quando no outro dia me avisaram que eu teria que trabalhar num fim-de-semana, e isso implicava ir para fora de Lisboa, confesso que o meu coração – egoísta, duro como pedra, de mãe desnaturada – se encheu de uma alegria avassaladora. É que aos meus olhos, a única coisa que esse final de semana me gritou foi: VAIS DORMIR DUAS NOITES SEM INTERRUPÇÕES!

Eu sei!, sou uma péssima pessoa, não gosto da minha filha, bla bla bla. Bring it on. Eu aguento. Na verdade, eu tenho aguentado todas as críticas dos últimos tempos porque estou muito focada no facto de, pela primeira vez em muitos meses, ir dormir duas noites seguidas, sozinha – a bem da verdade já dormi duas noites sem a miúda, que a avó dela é uma porreira e adora acordar durante a noite para cuidar dos netos que leva para o quarto, mas aí foi tão estranho que acordei várias vezes a pensar onde estava a criança. Go figure.

É claro que vou de coração apertado – não é preciso chamarem já a proteção de menores – e que vou estar preocupada durante o tempo todo, porque é assim que funciona. Mas na verdade, quando penso no fim de semana, repito, só me vem uma palavra à cabeça, repetidamente e em tamanho gigante: DORMIR!


E quem nunca sentiu isto que atire a primeira pedra. Humpf.

1 comentário:

  1. Dormir noites seguidas ininterruptamente e sem pelo menos um par de sonhos é coisa que não me assiste há uns anos largos... E não tenho filhos, mas se me dissessem que ia dormir 2 dias sem interrupções também pulava de alegria :D

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