sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

It's all about family...

Os amigos são a família que escolhemos. Os amigos são quem nos diz sempre a verdade, mesmo que doa. São eles que nos amparam as quedas, secam as lágrimas e partilham os sorrisos. Escolhemos os amigos para apadrinhar o casamento e os nossos filhos. Os amigos são o nosso porto-seguro, ao qual podemos recorrer sempre que sentimos que precisamos. E nós? de que forma lhes respondemos?

Ainda no outro dia, numa tertúlia com amigas, surgia esta questão: quantas vezes, em caso de necessidade, recuamos para uma certa vivência salazarista (Deus, Pátria, Família) ao invés de darmos atenção ao nosso próximo? E se não o fazemos com os nossos amigos, como o faremos com aqueles que nos não são nada? Porque a verdade é que é esse o grande desafio que nos é apresentado, sobretudo atualmente: ama o próximo como a ti mesmo. 

Quantas vezes não usamos os amigos para tudo aquilo que enunciei acima mas, no caso de termos que tomar uma decisão, escolhemos invariavelmente a família, mesmo que com ela nos não identifiquemos? Desculpem se vos choco com o que vou dizer a seguir, mas a verdade é que não acho que os laços de sangue nos obriguem a identificarmo-nos com alguém. 

Acho que os laços de sangue nos devem obrigar a cuidar das pessoas que são da nossa família, mas eles não são passaporte para passarem para o início da fila só porque "são família". Não vale tudo, porque somos família. Ou como diz a minha querida amiga-irmã: a família é necessária para exercitar o amor e o perdão. Constantemente. Mas cabe-nos saber quem são as pessoas, família ou não, que precisam de nós, que fazem de nós pessoas melhores, que cuidam, que estão.

A família, como os Amigos - a caixa alta foi proposital - tem que regar uma relação de igual forma. Não basta dizer que é pai, mãe, irmão, primo, sobrinho e tudo fica explicado. "Acima de tudo está a família". E nessa não entra a que escolhemos? Ou só o dizemos para ficar bem na fotografia?

Vamos a exemplos práticos: quantas pessoas têm, na vossa vida, que considerem realmente vossas Amigas? Quantas vezes falam com essas pessoas ou estão com elas? E das vezes em que estão com elas, quantas vezes isso acontece porque algum de vós fez uma opção entre amigos e família? Quantas vezes faltamos ao almoço semanal de Domingo com a família para estar com amigos? Ou o lanche de sábado? Quantas vezes optamos pelos outros, pelos que "não nos são nada" [e se eu odeio esta expressão]? 

Se os amigos são a família que escolhemos, eles devem fazer parte dessa nossa vida preenchida, não sendo apenas presença das horas vagas. Apesar de muita gente defender que "a família deve estar sempre primeiro", eu acredito que deve estar primeiro quem faz de nós pessoas melhores. Quem está, sempre. E é importante perceber se essas pessoas são as mesmas que partilham connosco laços de sangue :)


1 comentário:

  1. Nem sabes o quanto adorei este post!!! Mesmo!!! Nem sabes o bem que sabe sentir que não sou a única a pensar que, se os meus amigos estão tão presentes e são tão importantes na minha vida quanto alguns membros da família, lhes devo tanto quanto à família!
    Obrigada

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