quarta-feira, 14 de março de 2018

Viajar sem mala? Yes, I can

No início do ano decidimos marcar uma escapadela de fim-de-semana, daquelas que dantes fazíamos sempre e que acabaram depois de a pequena criatura nascer. Marcámos viagem, hotel, confirmámos que tínhamos com quem  deixar e lá fomos nós, felizes e contentes. Numa semana absolutamente surreal, consegui fazer as malas antes de um jantar que tivemos mesmo na véspera da viagem, e seguimos. No dia seguinte cada um foi à sua vida - "A miúda fica em casa contigo? Está aqui tudo o que é preciso entregar com ela", disse eu. "Na boa. Eu levo as nossas malas. Deixa aí a tua que escusas de a andar a passear", disse ele. "Ok, encontramo-nos no aeroporto. Beijos". Eram 10h, houve um dia inteiro pela frente e correu tudo conforme o previsto.

Quando saí fui direta para o aeroporto com aquela sensação incrível que há tanto tempo não sentia: um fim-de-semana sem horários, sem planos, só passear, namorar, conversar, andar à toa. Podem ser só 48h mas parecem sempre 96 e portanto a vida é boa. Deixei o carro, olhei para o telefone e lá estava a mensagem "estou no sítio X à tua espera". Quando cheguei, ele estava ao telefone, e eu devo ter feito uma cara estranhíssima porque desligou assim que me viu. "O que foi?, o que foi? Está aí tudo". Eu voltei a olhar à volta. "A minha mala?" Se eu conseguisse descrever a cara dele seria a coisa mais divertida que leriam hoje, mas foi tão bom que nem consigo. Acho que ficou de todas as cores antes de dizer uns 2 milhões de "desculpa". E eu, contra todas as expectativas, só me consegui rir à gargalhada durante vários minutos.

Lisboa estava um caos, ir a casa e voltar era perder o voo na certa e portanto disse só: "U know what? É um fim-de-semana. Não quero saber. 'Bora!" E fomos. Comprei roupa interior e uma bolsa de higiene pessoal-tamanho-viagem no aeroporto e apanhámos o avião.

Se tivesse escolhido outras botas para calçar naquele dia teria sido melhor - mas pelo menos não estava de saltos! - e no dia a seguir ainda fiz uma pit-stop para comprar uma blusa (a pessoa tem mínimos, sobretudo quando pode pôr o marido a pagar, não é?)  e um creme para  o rosto. E digo-vos uma coisa: foi dos melhores fins de semana dos últimos tempos. Porque na verdade, o que importa é ir! Tudo o resto é, realmente, supérfluo.

E claro, tive a grande vantagem de nem sequer ter que fazer a mala no regresso e de poder usar este facto para chantagear o meu marido durante todo o tempo! :D

3 comentários:

  1. Coitado... deve ter ficado para morrer... ahahah

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  2. Ah ah ah ... o que importa é descomplicar! Estiveste muito bem! :)

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  3. ahahah muito bom! Às vezes é preciso uma peripécia dessas para sermos mais práticas! E por o marido a bancar uns trapinhos :P

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